19 de junho de 2013

O Exorcista: O Filme Mais Assustador de Todos os Tempos






Hoje dia 19 de Junho de 2013, o clássico O Exorcista completa exatos 40 anos, desde a estreia no cinema em 19 de Junho de 1973. O filme é considerado até hoje um marco no gênero terror e assim como A Noite dos Mortos-Vivos, O Massacre da Serra Elétrica, um dos filmes mais influentes da história do cinema. Dando origem a várias outras produções, que seguiram o mesmo passo, porém nunca a altura dessa produção, que até hoje mantêm o status de filme mais assustador de todos os tempos. A primeira vez que eu vi esse clássico, foi quando eu era moleque e foi exibido em uma madrugada qualquer na TV no extinto Intercine, com a versão original do filme, contendo os cortes da versão de 73. 

Em 2001 o filme voltou aos cinemas, com uma remodelagem, contendo efeitos especiais (mínimos), novas cenas, e restauração de imagem e mixagem de som, o resultado ficou ainda melhor do que o esperado, embora que a diferença entre as duas versões sejam minimas. A versão de 2001, trouxe 11 minutos de cenas inéditas, incluindo a já clássica cena da descida da escada, que foi o grande destaque da nova versão. Além das cenas o visual foi levemente alterado, com um tom meio azulado, que é mais notado na parte final.




O roteiro de O Exorcista foi escrito e adaptado por William Peter Blatty, baseado em seu livro escrito em 1972. A história começa com o padre Merrin, em uma escavação no Afeganistão  onde ele encontra uma peça que parece ser uma estatua de um demônio antigo e um medalhão. Tal escavação parece ter libertado o tal demônio, algo que não fica claro. Depois de introduzir o padre Merrin, o filme mostra Chris MacNeil (Ellen Burstyn), uma atriz famosa, divorciada do marido que mora em outro pais. Chris mora junto com a filha unica Regan (Linda Blair) e tem uma vida normal, até o momento em que eventos inexplicáveis passam a ocorrer na casa e com Regan. A garota começa a agir estranho sem motivos e Chris decide leva-la ao um psiquiatra. Paralelo a isso tudo, somos apresentados ao Padre psiquiatra Damien Karras (Jason Miller), um ex pugilista, que após a morte da Mãe, perdeu a fé em Deus. O filme acompanha tanto a história de Chris e Regan, quanto a do Padre Damien, mostrando o drama na vida de cada personagem, até o ponto em que as duas histórias se juntam.


Chris faz de tudo para ajudar a filha, mas nem a psicologia, nem a medicina parece surtir efeito para o problema de Regan, que fica pior a cada minuto, com o demônio tomando posse e ficando cada vez mais agressivo. Sem saída, Chris procura a ajuda de um padre, e é ai que entra o Padre Damien, que está em um conflito, perdeu a fé e não sabe mais em que acreditar. É notável o ceticismo do personagem ao entrar no quarto e conversar com Regan, que ele acredita estar muito doente, mas não possuída.

Damien: - Vamos nos apresentar eu sou Damien Karras!

Regan: - E eu sou o Diabo, agora desamarre as correias!
Damien:- Se você é o Diabo porque não faz as correias sumirem?

Depois de estudar Regan, ele chega a conclusão de que ela está, de fato, possuída, e com a aprovação da igreja ele se dispõe a realizar o exorcismo, com a ajuda do Padre Merrin.



Não há dúvida de que O Exorcista foi um marco do terror mundial. Quando foi lançado a exatos 40 anos, gerou histeria em massa, o público não estava acostumado com filmes desse estilo e o filme virou um fenômeno, tendo a maior bilheteria da história do terror e uma das maiores do cinema.
O sucesso fez com que várias outras produções, até mesmo de outros países  fizessem outras versões (rip-offs) de O Exorcista, embora nenhuma tenha se igualado ao original.

O roteiro de O Exorcista é bem trabalhado, o escritor William Peter Blatty, modificou poucas coisas do livro. Cada personagem do filme é bem trabalhado, a mistura de drama com o terror funciona de forma certeira. De um lado uma Mãe que faz de tudo para salvar a filha, já que nem a medicina, nem a psicologia podem ajudar, do outro um sujeito que está em conflito, se sentindo culpado pela morte da Mãe e que perdeu a fé e não sabe mais em que acreditar. O público de hoje em dia reclama do ritmo lento da primeira metade, sem se dar conta que é a primeira metade que dá força a segunda. Ficamos próximos aos personagens de um jeito que poucos filmes de terror conseguiram.

Há várias cenas que se tornaram antológicas, a masturbação com o crucifixo, o giro 360 graus da cabeça, a descida da escada, entre várias outras... As cenas finais de exorcismo são espetaculares e impressionam mais do que os filmes atuais. Até hoje me pergunto como foram feitas aquelas cenas em 1973. Boa parte das qualidades é mérito do diretor William Friedkin, que foi muito exigente em tudo, maquiagem, efeitos visuais e sonoros, além da própria direção. Um simples detalhe faz toda a diferença, se O Exorcista fosse comandado por um diretor inexperiente, não seria tão bom como é.



Além da direção, as atuações são todas dignas de um Oscar, Linda Blair, Ellen Burstyn, Max Von Sydow, Jason Miller, Lee J. Cobb. Todos excelentes! Destaque para Linda Blair.

Analisando a fundo a história do filme, muitos enigmas são deixados em aberto, não são furos de roteiro, apenas detalhes e enigmas sem respostas. Quem colocou aquele crucifixo embaixo do travesseiro? Aquele medalhão no pescoço do Karras era o mesmo que o Merrin encontrou na escavação? 

O Exorcista foi um dos primeiros filmes de terror a ser indicado em várias categorias no Oscar, incluindo Melhor roteiro adaptado, direção, edição de som, e melhor atuação para Linda Blair, Jason Miller e Ellen Burstyn. No total foram 10 indicações.


Rip-Offs de O Exorcista:

Espirito Maligno (Beyond the Door 1974)
Jovem esposa surpreende o marido com a vinda de um novo filho na vida do casal mas durante a gestação, passa a ser perseguida pela figura sinistra do antigo amante - um árduo satanista que volta do reino dos mortos para alertá-la sobre o nascimento do Anticristo. A partir disso, o feto demoníaco se apossa da alma de sua genitora, transformando-a em uma discípula do diabo com direito a sessões de levitações, blasfêmias e vômitos.

Foi lançado 1 ano após O Exorcista, O filme além de ter copiado O Exorcista, pegou várias influências de O Bebê de Rosemary. Dentre os vários rip-offs é um dos menos conhecidos.

Seytan (1974)
Garotinha meiga começa a se comportar de maneira estranha após brincar com uma tábua de ouija. Quando seus modos se tornam grosseiros e violentos, a mãe procura ajuda médica, mas ninguém consegue detectar a doença que aflige a pobrezinha. Logo fica claro que ela só pode estar tomada pelo capeta, então a mãe a tranca no quarto e chama um padre para exorcizar o espírito maligno. 

Versão turca de O Exorcista feita as pressas para pegar uma carona no sucesso do mesmo. Virou cult pela produção ruim. Um "Exorcista mendingão".

O Anticristo (1974)
Esta imitação de "O Exorcista" começa com uma romaria a um santuário da Virgem Maria, quando encontramos Ippolita (Carla Gravina), uma jovem milionária e paralítica, em busca de um milagre. Ironicamente, ali também está um homem possuído pelo demônio, que se suicida jogando-se do alto de um penhasco. De volta à Itália, ainda confinada à cadeira-de-rodas, Ippolita começa a apresentar violentas mudanças de comportamento. Seu pai procura ajuda com o tio, um bispo, que sugere um encontro com um psicólogo que trata através da hipnose. Assim que as sessões começam, descobre-se que Ippolita foi uma mulher queimada viva no passado, condenada por heresia, ao se envolver com satanistas. A possessão se concretiza e é necessária a intervenção de um padre exorcista.

Esse é considerado por muitos, o melhor rip-off. O argumento é o mesmo, mas o filme tem um enredo próprio, diferente de O Exorcista.

Reações:

3 comentários:

  1. Infelizmente o filme, quando assisti, nao senti medo. Nascer em 96 tem suas desvantagens.

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  2. Anônimo7/21/2013

    Esse filme não é tudo isso que dizem que seja, ele é na verdade uma crítica religiosa que acaba deixando o filme meio sem graça, quando eu comprei o DVD pra mim assistir e me arrependi, achei muito sem graça e na minha opinião não merece todo os elogios e todo o reconhecimento que teve, já vi filmes muito melhores...

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  3. Anônimo4/11/2014

    Quando assisti primeira vez , eu esta sozinha morri de medo , nunca mais voltei assistir .

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