17 de junho de 2012

Crítica: Exit Humanity (2011)


Se existe um subgênero no terror que nunca fica saturado ou repetitivo são os filmes de zumbi. Existem vários e vários filmes, séries, games, gadrinhos e livros com o tema, mas por algum motivo o tema nunca fica cansativo. Nos dias atuais o quê mais se vê são zumbis, na TV, nos jogos e no cinema.


Mesmo com várias produções com o mesmo tema, sempre surge um filme que supriende e se destaca no meio de tantos outros. Exit Humanity é um desses casos de filme em que você não espera nada a não ser um bom entretenimento e o filme acaba te pegando de surpresa e se destacando entre vários outros.

O filme se passa em 1660 e segue um cara chamado Edward Yong, um homem atormentado depois de perder a mulher e o filho na infestação que transformou todos em mortos-vivos. Sem esperanças e sem rumo decide levar as cinzas do filho até um lugar distante, onde tinha prometido leva-lo quando vivo, mas que nunca pode. Mesmo o caminho estando cheio de zumbis, ele parte em sua jornada. No caminho é salvo por Issac, que está em busca da irmã que foi raptada pelo general Wiliams (Bill Moseley o Chop Top de O Massacre da Serra Elétrica 2 e o Ostis de Rejeitados pelo Diabo), um zé ruela que acha que pode restaurar a ordem em um mundo dominado por mortos vivos e que sequestrou a irmã de Isaac pra fazer experiências e tentar entender o vírus. Edward e Isaac logo se tornam amigos e partem em busca da irmã de Isaac que tem imunidade ao vírus e pode ser a esperança de um novo futuro.

Exit Humanity tem um enredo bacana que poderia ter sido mais bem explorado, já que é até inovador o lance de zumbis surgindo após a guerra da secessão americana e com um leve elemento sobrenatural. O estilo do filme é bem bacana e tem uma pegada meio faroeste que deu um clima bacana ao filme. A fotografia e o clima decadente são excelentes.


A maquiagem dos zumbis está na medida certa, sem exageros. São autênticos zumbis, não os monstrinhos das continuação de Resident Evil. As atuações são boas, todo o elenco manda bem na atuação, principalmente o protagonista que tem uma atuação mais dramática. Destaque também pra trilha sonora, que é eficiente tanto nas cenas de drama quanto nas de terror.

O grande defeito do filme é o ritmo, que as vezes se torna arrastado e cansativo, o filme deveria ter de 20 a 30 minutos a menos pra ganhar um ritmo melhor, algo que poderia ter sido feito na edição. Um lance bacana que eu achei é terem usado animação pra mostrar algumas cenas, algo similar a Kill Bill, só que com menos destaque. O lance de separar o filme por capítulos também é algo bacana, o filme é narrado como se fosse um fato histórico de um diário antigo. A narração com partes filosóficas é bacana no começo, mas chega uma hora que cansa e se torna chato, mesmo que a narração tenha ajudado a fechar o filme de forma satisfátória.


Alguns que estão acostumados com explicações cientificas para a existência dos infectados no estilo Resident Evil ou Exterminio pode ficar decepcionado com o elemento sobrenatural presente no filme. Eu curti, achei criativo e não teria sentido ter uma explicação cientifica no tempo que a ciência era praticamente inexistente e vamos lembrar que os primeiros mortos-vivos do cinema não eram infectados e sim mortos ressuscitados por magia negra.

Um filme recomendado pra quem curte zumbis. A mistura de estilos caiu bem no filme, gerando algo diferente. Alguns vão achar meio parado em alguns momentos, mas nada que tire o mérito de ser um bom filme.

Postado por: Marcelo

6 comentários :

  1. Não engoli aquela dos zumbis com medo do fogo!!!

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    1. Os zumbis do clássico A Noite dos Mortos-Vivos também tinham medo de fogo. Acho que Exit Humanity pegou essa idéia e usou influênciado pelo filme do Romero.

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    2. Anônimo6/21/2012

      Mas em "Exit Humanity" os zumbis mostram um pouco de noção e raciocínio de temer o fogo. Um pouco estranho! A não ser que aqui os mortos-vivos estão evoluindo mentalmente como se mostrou na idéia de Homero em “Terra dos Mortos”!

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  2. Aonde vcs viram o filme? No Brasil não encontro a data de estréia (no IMDB diz que nem virá para cá).

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    1. No incrivel mundo do Download!

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    2. Anônimo6/29/2012

      Kkkkkkkkkkkkk. Falou e disse! Agora dizer que não virá pro Brasil é meio equivocado!!

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