25 de setembro de 2012

Remakes ame ou odeie (Parte 2)

Remakes por toda parte não são de hoje, já tem um tempo que Hollywood anda reciclando idéias de filmes de sucesso para ganhar status e mais verdinhas nas bilheterias, já que quem não conhece o original e já ouviu falar com certeza vai conhecer o tal remake e quem conhece vai conferir como ficou a nova versão de um clássico ou cult, então o remake é algo certeiro para o sucesso nos cinemas. Mas quais são superiores ou necessários?

A Cidade dos Amaldiçoados (1995)
Dirigido por John Carpnter o filme mostra uma cidadezinha dos Estados Unidos onde um estranho fenômeno acontece deixando todos os moradores do lugar  inconscientes ao mesmo tempo e algum tempo depois várias mulheres da cidade aparecem grávidas e dão luz a crianças estranhas de cabelo branco que podem controlar mentes e fazer a pessoa se matar. Um remake um pouco mais focado nos personagens que o original, mas que não tem o mesmo impacto e simplicidade da proposta original. Foi o último filme do ator Christopher Reeves antes do acidente que o deixou paraplégico. A pior mudança nesse remake é o personagem David que na versão original de 1960 era o líder da molecada como o Isaac em Colheita Maldita, nesse aqui ele foi transformado na única criança do grupo que age de forma comum e não faz mal aos adultos. Ficou abaixo do original, mas não é um filme ruim.


Psicose (1998)
Um dos remakes mais crucifixados de todos os tempos. Sim é um remake desnecessário e sim é inferior ao clássico de Hitchcock, mas não ruim, até porque é uma cópia fiel ao original. A história é a mesma e a forma como se desenrola é igual a versão de 1960. A protagonista é vivida pela a atriz Anne Heche que nem de longe é bonita como a Janet Leigh. O Norman Bates dessa vez é interpretado pelo ator Vice Vaughn. A direção tá longe de ser boa como a de Alfred Hitcock e o filme longe de ser memorável como o original. Aposto que nem você lembrava mais dele.

O Massacre da Serra Elétrica (2003)
O remake responsável por toda essa onda de remakes que continua até hoje, lançado no fim de 2003 o filme fez sucesso e deu a Platinum Dunes grana para continuar produzindo remakes famosos. Longe de ser forte como o original esse remake tem como destaque a boa direção de Marcus Nispel que entende bem do lance visual e junto com o diretor de fotografia do filme original eles deram um visual macabro e bonito ao filme. O grande acerto desse remake é não tentar copiar a versão de 74. O roteirista e o diretor tomaram liberdades criativas para criar uma nova história usando o filme original como base. O filme tem muitas cenas de perseguição e correria e é um pouco mais agitado que o original, mas perdeu muito do clima macabro e pesado, além do estilo de filmagem documental e realista do filme de 74. Um excelente remake, mas que está muito abaixo do clássico filme original.

O Grito (2004)
A franquia Ju-on é uma das séries de filmes mais bem sucedidas do Japão, mas que até então era muito pouco conhecido fora de lá. O quê quase ninguém sabe é que O Grito é na real um remake de um remake. Isso porque Ju-on foi um filme de baixo orçamento feito direto para a TV japonesa que fez tanto sucesso que ganhou uma versão para o cinema dois anos depois em 2003. 1 ano depois Sam Raimi produziu o remake com o mesmo diretor Takashi Simizu. Os filmes são quase o mesmo, a diferença é que partes do enredo foi adaptado para fazer sentido para o público geral, enquanto o Japonês tinham muito da crença ocidental e tradições que o público ocidental não conhece e não entende. O remake também mostra a história da familia assassinada, coisa que foi ignorada da versão Japonesa. O Grito é muito parecido com Ju-on, exceto que Ju-on explora mais as histórias dos personagens que são separados em arcos, enquanto o remake dá mais foco assistente social que trabalha na casa.

A Bolha Assassina (1988)
 Quem diria que um dos grandes filmes dos anos 80 era um remake de outro filme dos anos 60 chamado A Bolha. O filme mostra uma forma de vida que cai sobre uma cidade e mata todos que tem contato com ela, ficando cada vez maior e mais perigosa. A Bolha Assassina modernizou o filme de 1960 e deu todas as caracteristicas de filmes dos anos 80 com humor negro e divertido, mas sem perder o clima de filme B do original. Está entre os melhores remakes já feitos até hoje e um dos grandes clássicos do cinema. Que sirva de lição para os remakes atuais.

Dia dos Mortos (2008)
Depois que A Noite dos Mortos Vivos e Madrugada dos Mortos ganharam remakes que cairam no gosto dos fãs do original o próximo seria o último filme da trilogoa dos mortos do Romero. O pequeno clássico Dia dos Mortos de 1989 está entre os melhores filmes de mortos vivos, mas que por algum motivo não fez muito sucesso e nem ganhou a mesma atenção que os dois primeiros. Pouco tempo depois do sucesso de Madrugada dos Mortos foi anunciado um remake de Da dos Mortos, muitas esperavam algo bom como Noite dos Mortos Vivos e Madrugada dos Mortos, mas isso não aconteceu e esse remake figura entre os piores já feitos. Dirigido por Steve Miner responsável por Sexta-Feira 13 partes 2 e 3 e Halloween H20, esse remake pouco tem a ver com a versão do Romero. Nesse uma cidadizinha é posta em quarentena depois que os moradores apresentam sintomas de uma gripe misteriosa que os transformam em zumbis. Só um filme comum de zumbis, sem o enredo pós-apocaliptico do original e com muito humor, além de cenas forçadas. Nesse os zumbis andam no teto, pulam, correm e atiram e um deles e vegetariano. Não dá pra levar esse a sério, feito para assistir, se divertir e depois esquecer.

Imagens do Além (2008)
 Pra fechar o post apresento um dos piores remakes que eu já vi. Depois que o filme Espiritos A morte Está ao seu Lado ganhar status e fzer um sucesso entre os fãs do terror, Hollywood se apressou em fazer uma versão americanizada do assustador filme Tailândes. Com um enredo completamente equivocado tentando pegar carona no sucesso do Grito. A história mostra um casal no Japão, onde atropelam uma moça numa estrada deserta no meio da noite e tempo depois a mesma moça aparece nas fotografias e passa a assombrar o casal. Um filme que falhou feio em tentar assustar, se o original era assustador e sabia assustar mesmo com os clichês de filmes orientais esse aqui falhou feio em tentar ser assustador. As cenas de assombração são muito sutis e a fantasminha não passa medo nenhum. Veja os dois filmes e compare Natre com a Megumi e veja como são diferentes e o pior é ver cenas assustadoras do original serem estragadas aqui. Além de desnecessário é um filme lento, chato e que não assusta, bem diferente do filme em que se baseia.

E ai alguém curtiu esses remakes ai?

Obs: Tinha esquecido de postar a continuação do post anterior foi o Igor que me lembrou, valeu meu brother!

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