2 de outubro de 2012

Crítica: V/H/S (2012)


Desde que saiu o trailer e imagens o filme V/H/S chamou a atenção, mesmo sendo mais um desses falsos documentários com filmagem amadora e câmera punheteira que treme demais e grava de menos. O diferencial desse filme para os outros é que esse conta com várias histórias de terror simultâneas sem relação alguma entre si. Cada conto é dirigido por um diretor diferente e cada um tem uma abordagem diferente com histórias variadas de assombração, assassinato, entre outras coisas que é melhor não comentar para não estragar a surpresa que quem não viu e quer ver...

O filme começa de forma criativa mostrando o velho som do VHS entrado no VCR, a nostalgia bate, ainda mais que são imagens de VHS mesmo, sem o visual limpinho dos filmes de hoje. As fitas mostram imagens aleatórias de um casal transando e um grupo de baderneiros atacado pessoas na rua e destruído propriedades. Eles foram pagos para roubar uma fita K7 de uma casa, chegando ao local acham o dono do casa morto em frente a TV, onde tem um monte de fitas VHS, sem saber qual fita levar o grupo resolve passar uma por uma e assim começam as histórias variadas de terror do filme, todas gravadas como filmagem encontrada e cada uma com um enredo diferente e sem relação com o outro.

A primeira e melhor de todas é essa chamada Amantur Night que mostra 3 amigos que alugam um quarto de motel e compram um óculos com uma minicâmera embutida e decidem gravar a noitada de fara e sexo. O trio conhece duas moças em bar. Uma já tá doidona e a outra é esquisitona com olhos de cachorro abandonado e jeito de criança, ela logo se interessa por Clint (o lerdão do grupo), olhando para ele e sussurrando "Eu gosto de Você". Depois de beber umas e outras o grupo decide levar as duas até o quarto de hotel e gravar a transa. Chegando lá Lily desmaia depois de tanta bebida e o grupo parte para a esquisitona que age de forma mais estranha rosnando como a Mulher Gato da Halle Berry, mas ninguém liga e o trio decide fazer um bacanal, por algum motivo o lerdão Clint, sabe-se lá por quê decide ficar de fora e vai  até o banheiro com os óculos que gravam tudo. Alguns segundos depois um dos caras entra no banheiro com uma ferida na mão dizendo que foi mordido pela moça, Clint decide ir ver e descobre que ela não é humana...


De todas essa é a história que eu mais curti, é direta, com pouca enrolação e algumas partes dignas de medo.



A segunda história é dirigida por Ti West que eu já tinha comentado aqui no blog que só faz filme que dá sono tipo The House of the Devil (2009) e Hotel da Morte (2011)e esse conto não é diferente a regra. É o mais simples e fraco de todos. Na história um casal Sam e Stephanie estão comemorando a segunda lua de mel e decidem passar a noite em um motel desses a beira da estrada. Lá no meio da noite uma jovem bate na porta perguntado se pela manhã eles poderiam dar uma carona a ela. Estranhando Sam observa que a moça fica do lado de fora observando o hotel. No meio da noite quando o casal dorme a estranha entra no quarto e grava o casal dormindo, rouba uma grana da carteira de Sam e passa a escova de dentes dele na vaso sanitário, além de passar uma faca pelo corpo de Stephanie enquanto ela dorme e coloca uma máscara diante o espelho do banheiro. Na manhã o casal vai dar um passeio pelas montanhas, mas nada acontece só enrolação, depois voltam ao hotel onde o pior acontece...


A história mais fraca e sem destaque de todas, embora tem alguns momentos bons, lembra Os Estranhos (a jovem máscara batendo na porta para pedir informações de madrugada) e Alice Sweet Alice pela máscara usada pela assassina. O desfecho é inesperado e conta com uma cena de violência muito realista.


A terceira história é voltada ao subgênero slasher, mostra um grupo de jovens que decide ir para uma floresta isolada para fazer o de sempre, fumar maconha, nadar pelados e transar. Uma das jovens do grupo conta uma história de um assassino sem rosto que matou os amigos dela por ali a um tempo atrás. O resto do pessoal acha que ela tá brincando até o assassino entrar em cena e matar um a um.


Essa história tem muito do clima dos filmes slasher e em alguns momentos parece ser completamente amador. Do tipo de filme que você ou eu podemos fazer com uma câmera e alguns amigos. O diferencial é o assassino que não aparece totalmente no vídeo. Parecendo aqueles fantasmas do filme Pulse, cheio distorção e que pode sumir de um lugar e aparecer no outro, estando em todos os lugares. É o mais estranho de todos e isso ajuda muito pra deixar assustador.


Se a história anterior já era estranha essa aqui vence na estranheza. Na história um casal Emily e James conversam via Skype, depois que James viajou para Seatle, longe um do outro eles se vêem apenas via internet, com direito a peitinho via Web Cam. Depois de algumas conversas a moça conta que o quarto é assombrado. James não acredita no inicio até registrar a assombração pela câmera. A história segue com algumas surpresas que não vou comentar para não entregar spoilers. É o conto mais bizarro e sem pé nem cabeça do filme, mas consegue ser melhor que os filmes da série Atividade Paranormal.

No último conto quatro amigos de faculdade são convidados para uma festa de dia das bruxas. Assim como os jovens do primeiro conto o grupo decide gravar tudo, dessa vez com uma câmera embutida na fantasia de um deles. Depois de beber uma e outras o grupo acaba perdendo a direção e erram o endereço, indo parar numa rua deserta onde só o quê se via era uma velha casa. Sem estranhar eles entram na casa achando que era ali que acontecia a festa, andando pelo lugar escutam um barulho vindo do sótão e decidem ir ver se a festa estava acontecendo por lá. Chegando lá eles encontram um grupo de pessoas em volta de uma moça amarrada pelos braços. O quarteto de amigos não faz a menor ideia do que tava acontecendo por ali, achando que era uma brincadeira, até o pessoal em volta da moça ser atirado para o teto por uma força invisível, eles então desamaram ela e fogem do local, presenciando várias manifestações paranormais como mãos saindo do chão de das paredes e objetos flutuando no ar... O quê acontece depois cabe a vocês assistirem, se quiserem.



V/H/S não é tão inovador e/ou assustador como tava sendo comentado e prometido por ai. É mais um Creepshow enconta a Bruxa de Blair. Sim ele tem lá seus momentos assustadores e tensos em alguns momentos, mas também tem muito defeito como quebra de ritmo e clima, roteiro sem pé, nem cabeça,cenas amadoras e muita tremedeira. As bizarrices de algumas histórias são o único ponto positivo desse filme, mas também se torna um defeito depois que o filme acaba. Durante o filme você até se diverte, mas quando acaba você pensa: "Que porra de filme é esse que eu acabei de ver?".



Pode não ser um excelente filme, longe disso. O filme cumpre o objetivo de entreter e assustar e isso já basta para ser conferido.

Postado por: Marcelo

4 comentários :

  1. Um filme que com certeza chamará a atenção de quem curte o gênero "falso documentário",pelo fato de ser "5 pelo preço de 1".
    Em todos filmes nesse gênero são arrastados,mais sugere do que de fato mostra,e quando mostra ,nos deixa desapontados,o mesmo não se pode dizer de "V/H/S".
    É BEM OQUE SE DIZ, "MAIS DO MESMO",Porém entretem, e sim, é um dos melhores do ano sem dúvida.

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  2. [SPOILER]Alguém aqui poderia me explicar o final do conto da garota do skype? Ele é o que? Um ladrão de orgãos ou está ajudando os "fantasmas"?[/SPOILER]

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    1. Boa pergunta. Eu também não sei. hehehe

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  3. Anônimo5/16/2014

    Eu odiei esse filme , o filme bizarro .

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