30 de dezembro de 2012

Crítica: Possessão (2012)


A Ghost House, produtora de Sam Raimi andava meio sumida ultimamente, os poucos filmes lançados pela produtora caíram no gosto do público, entre os mais conhecidos estão O Grito, 30 Dias de Noite e Arraste-me Para o Inferno. Um dos projetos que mais chamou a atenção e criou expectativa foi um tal de "The Dibbuk Box", projeto que se baseia na lenda judaica do espirito maligno Dybbuk e assim seguiu o projeto do filme, que mais tarde teve o titulo alterado para A Possessão. Um dos poucos filmes que se destacaram nesse fraco ano de 2012 e mais um acerto de Sam Raimi, mesmo o filme não sendo nenhum clássico, muito menos inovador no gênero.

O enredo supostamente real do filme foi baseado em um artigo publicado no LA Times, que conta a história de uma caixa que estava à venda no eBay, chamada de "Dybbuk Box", que segundo o artigo não podia ser aberta porque, supostamente, guardava um Dybbuk dentro. Foi assim que o filme inspirou o, até então, roteirista Stephen Susco (De O Grito) e os produtores a criarem a história do filme, seguindo a linha de filmes conhecidos de possessão demoníaca, mas se destacando pela forma como é tratado o tema, sem os clichês típicos desse tipo de produção

O filme mostra uma família recém separada, Jeffrey Dean Morgan (O eterno John Whinchester da série Supernatural) é Clyde, treinador de um time de basquete e pai de duas meninas pelas quais faz de tudo para agradar e tentar compensar pelos danos causados pelo divórcio com a ex-esposa Stephanie (Kyra Sedgwick da série The Closer: Divisão Criminal). Em um dos fins de semana que passa com as filhas, Clyde se depara com uma venda de garagem em casa vizinha, onde sua filha caçula, Em encontra e se encanta por uma antiga caixa que encontra na tal venda de garagem.

Clyde e Stephanie não dão muita importância a obsessão de Em pela caixa, até a menina ficar distante e agressiva e violenta com as pessoas ao redor. Depois de presenciar fatos estranhos John Clyde decide investigar sobre a tal caixa. Levando até um professor especialista em linguagens antigas e folclore ele descobre que a caixa era usado por tribos judaicas para conter o espirito maligno Dibbuk, espirito que domina especialmente crianças, possuindo e devorando, pouco a pouco a pessoa possuída. Clyde faz de tudo para salvar a filha, antes que seja tarde...


O roteiro de Possessão pode não ser inovador, já que várias produções de Hollywood são focadas em possessões demoníacas, o destaque vai para alguns elementos criativos inseridos não trama. A grande maioria dos filmes com esse tema apresentam tudo pelo ponto de vista do catolicismo, já esse apresenta a crença e a mitologia judaica, algo diferente e criativo, mesmo não sendo o único, Alma Perdida, por exemplo, também é focado na lenda do Dibbuk e apresenta um pouco da crença e mitologia judaica, mesmo que de forma rasa e sem muito destaque.

A mistura de terror com drama familiar é outro acerto do filme, dando força a trama e aos personagens. Um contra clichê bem interessante é que dessa vez não é a Mãe que faz de tudo para salvar a filha e sim o Pai, um contra clichê, já que em quase todos os filmes de terror sobrenatural o Pai é sempre tão útil quanto bolas em Padre. Jeffrey Dean Morgan está ótimo no papel principal, Kyra Sedgwick, mesmo que tenha mais destaque lá para o final também não decepciona, mas o destaque fica por conta de Natasha Calis, a menina possuída. É notável a grande mudança da personagem na primeira para a segunda e terceira metade do filme.


O lance do demônio como um parasita que vive e se alimenta do hospedeiro é criativo e ainda conta com uma cena que já pode ser considerada uma das melhores do gênero.

O grande erro no roteiro de Ole Bodernal (Que substituiu Stephen Susco) é não explorar a fundo a lenda do Dibbuk, nem a mitologia e crença judaica e o grande erro do filme é não criar uma atmosfera assustadora que dure um filme inteiro, temos uma cena sinistra aqui e ali, mas o clima de terror e suspense é quase inexistente, ganhando força só para o final, que também é o ponto alto do filme.

O filme não aposta nos sustos e sim nos efeitos especiais, todos de excelente qualidade, fazia tempo que eu não curtia tanto um CGI em filme de terror desde Terror em Silent Hill, ambos os filmes usam bastante, mas todos de qualidade e nos momentos certos.

Possessão é apenas um bom filme de terror, não deve entrar para a lista dos clássicos do terror, mas é um dos poucos filmes bons lançados esse ano e vale a pena ser conferido.

Postado por: Marcelo

5 comentários :

  1. Um dos melhores filmes de terror do ano.
    1º Natal Sangrento
    2º Possessão
    3º A Entidade

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  2. Adorei o filme e concordo 100% com sua critica!

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  3. Anônimo2/02/2013

    Só eu achei essa produção um saco? Pra mim é só mais um filme de exorcismo. Nem os ótimos atores (Jeffrey e Kyra. A pirralha também tava legal) salvaram o filme.

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  4. Anônimo4/10/2013

    Para mim o ùnico,cult,incomparàvel e original filme de exorcismo ainda é o Exorcista.

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  5. Gostei do filme e a menina possuída realmente tem grande atuação.

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