23 de fevereiro de 2013

Crítica: Videodrome - A Síndrome do Vídeo (1983)


Hoje falarei de um filme que sempre ouvi falar, de um diretor que sempre ouvi falar: Videodrome: A Síndrome do Vídeo de David Cronenberg (A Mosca, Scanners). Um terror bem conhecido de 1983 que conta com James Woods no elenco. Videodrome é um daqueles filmes que todos deveriam ver. Principalmente aqueles que gostam de filmes com teorias conspiracionistas (como eu).

O filme mostra Max Renn (James Woods) um diretor de uma pequena emissora de tv a cabo chamada CIVIC-TV que usa um satelite pirata para transmitir programas de tv de emissoras pequenas do mundo afora com ajuda de seu amigo. Assim ele transmite gratuitamente sem precisar pagar. Assim, a programação da CIVIC-TV se compõe basicamente por programas pornográficos e violentos ( e outros que combinam as duas coisas ). Logo, Max quer um programa que popularize seu canal, até que seu amigo Harlaan, encontra um programa chamado ''Videodrome'' aparentemente transmitido da Malásia, que mostra mulheres sendo estupradas e mortas. Então Max tem a sabia ideia de transmitir o Videodrome porque acredita que o futuro da rede globo televisão está em transmitir snuffs ''forjados''.

Falar o que vem depois é até meio complicado, porque seu roteiro é bem complexo e muitas coisas é bem melhor o leitor descobrir sozinho no filme. Pra quem acha que videodrome é um filme previsível  se engana. Ele é tudo menos previsível, ao menos da metade para o final. Também é recomendável que quando você vá assistir esteja sem sono e consiga prestar atenção, porque se você se desconcentrar em uma cena... Você perde todo o foco.

Videodrome é um filme que eu digo assumidamente que não entendi por completo. Porque o filme é mais do que um roteiro complicado... David Cronenberg enche o filme de mensagens subliminares (você não enxerga quais, mas sabe que tem!) e simbolismos que só assistindo o filme várias vezes você vai entender melhor.

Videodrome: Aquele filme que você assiste uma vez, e sabe que vai assistir de novo.
Mas um aspecto que é facilmente perceptível na obra, é sua critica a sociedade que se mantém atual, mesmo passados exatos 30 anos do lançamento da obra. Ele passa a mensagem de que a tv está dominando a todos, além do que, ela é dominada pelo que é mais barato e trás mais dinheiro. Muitos donos de emissoras só se esquecem que você acaba se tornando cúmplice daquilo que está mostrando. E quando Max descobre que as transmissões do videodrome vem do seu próprio país... Aí a coisa muda de figura.

Há alguns acontecimentos dentro do filme que não fazem tanto sentido quanto poderiam, como nas cenas das transformações de Max. Aquilo é explicado no filme mas também pode representar algo simbólico.


Mas e quanto ao principal elemento do filme...O videodrome ? Ele existe ? Sim. O Videodrome no filme, nada mais é do que uma metáfora da televisão no mundo real. No filme ele causa alterações e efeitos alucinógenos em Max. Aqui no mundo real ele faz lavagem cerebral em você fazendo com que você compre qualquer produto vagabundo ou assista qualquer programa só porque ambos tem algum famoso com rosto bonito rindo pra você. Quero ver alguém dizer que a temática desse filme não está atual.

Videodrome é um filme que todos deveriam ver. Há alguns anos surgiu a noticia de um possível remake. E esse é sem dúvida o filme que eu mais defendo com unhas e dentes que não tenha um remake, já que isso seria absurdamente desnecessário.

Postado por: Igor Afonso

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