7 de março de 2013

Crítica: A Epidemia (2010)


Dentre vários filmes na filmografia George Romero foi o responsável por mostrar uma abordagem diferente de tudo já havia sido feito no gênero com o cult O Exército de Extermínio de 1972. Filme onde o grande vilão era o próprio ser humano, uma equipe de soldados que tentavam conter a todo custo um vírus em uma cidade, matando cidadãos inocentes. O filme tinha um contexto critico e social, como na maioria dos filmes do Romero. Quando foi anunciado que um remake com um novo argumento e uma história modificado, muita gente não curtiu a ideia  A premissa do remake A Epidemia era dar foco ao vírus e dar destaque aos infectados, algo que não aconteceu no filme original.

A história é focada na pequena cidade de Cedar Rapids, um lugar tranquilo e pacato em que o Xerife David vive com a esposa grávida Judy e um bando de outros caipiras locais que não causam nenhum problema. Até o dia em que alguns cidadãos começam a se comportar de forma estranha, como se fosse um surto de loucura. O motivo para tal comportamento é devido ao fato de que um avião ter caído em um mangue perto da cidade, e no avião haviam amostras de um vírus letal que estava sendo desenvolvido como arma biológica. Tal virus contaminou a água da represa de onde sai a água que serve a comunidade.


Não demora muito para que um exército entre em cena para fazer uma limpeza geral na cidade. Os moradores da cidade são tratado pelo exército como gado, confinados, transportados em caminhões que mais parecem aqueles que levam porcos e bois e trancados em laboratórios para experiencias. O xerife, seu auxiliar, a esposa e mais uma gostosinha tentam escapar da cidade cheia de infectados e soldados armados que matam todos que encontram para conter o vírus.


O grande destaque dessa refilmagem foi usar o filme original como base para criar o próprio enredo, com várias liberdades criativas. Como eu sempre digo se é pra fazer igual, então não faça. Eu sou um dos que acha que a refilmagem superou o filme original.


A maior diferença foi dar destaque aos infectados, algo que eles não tiveram no filme de 72 e nesse aqui eles tem características próprias, não são apenas zumbis que mordem e comem a carne como na maioria dos filmes sobre infecção. Nesse aqui eles são pessoas comuns que ficaram loucas como o titulo já diz "The Crazies". O exercito teve uma participação menor, porém foi certeiro o filme transformar eles em uma ameaça tão grande quanto os outros loucos, completamente desumanizados, matando inocentes a sangue frio com direito a incineração dos corpos.




O diretor Breck Eisner consegue manter um ritmo de tensão perfeito durante todo o filme. Diferente da maioria dos filmes desse estilo os clichês são bem usados em várias cenas para construir tensão, como naquela cena em que o carro não funciona no lava-jato cheio de infectados. Alguns vão dizer que o filme peca pela falta de originalidade, o quê não é bem verdade, já que o filme mesmo não sendo dos mais criativos e inovadores, tem sim ideias boas.



Não é uma obra prima do terror, nem nada do tipo. É apenas um filme que se sai bem no que propõe e se destaca no meio de tantos remakes ruins. Um dos poucos casos de remake que superaram o original. 

Postado por: Marcelo

3 comentários :

  1. tb gostei muto deste! =D tem cenas bem tensas. quanto ao original ainda conferi... pelo q melembro final deste ficou em aberto né?

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  2. Pois é Ron! O filme teve um desfecho que pareceu um gancho pra uma continuação, mas acho que é só um final em aberto mesmo. Esse ai é bem melhor que o original.

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  3. Anônimo1/07/2015

    Vemos que Christie Lynn Smith é uma mãe muito boa e também é muito boa atriz, eu quero ver a sua participação na série Togetherness.

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