8 de julho de 2013

Crítica: Brinquedo Assassino (1988)


Um dos Maiores Clássicos do Terror


Se perguntar a um fã do terror qual o filme que marcou sua infância, 8 entre 10 vão responder Brinquedo Assassino (1988), um dos maiores clássicos do terror que se mantem como um dos filmes mais adorados até hoje por quem aprecia o gênero. O filme foi lançado em 1988, com roteiro de Don Mancini e direção de Tom Holland (de A Hora do Espanto, de 1985). É mais um dos filmes que não se fazem mais hoje em dia, e é incrível como o filme se mantêm impecavel como O Enigma de Outro Mundo, efeitos especiais impressionantes que deixam os filmes novos comendo poeira. Tem uma galera em fóruns e comunidades que comentam que Brinquedo Assassino não é um filme assustador, e que não dá para ser levado a sério. O quê ninguém se liga é que a franquia e o personagem ficaram tão populares que tiraram boa parte do terror, presente no primeiro, principalmente por A Noiva de Chucky (1998) e O Filho de Chucky (2004). Não ser assustador tirá o mérito de ser um clássico? Nem fodendo!!! Brinquedo Assassino sempre foi e sempre será um clássico, quem diz o contrário está enganado, nunca tive medo desse filme e sempre considerei um dos melhores filmes de terror já feitos.

O filme começa com o detetive Norris caçando o foragido Charles Lee Ray, no tiroteio e perseguição, Ray se esconde numa loja de brinquedos depois que é baleado. Sabendo que ia morrer, ele escolhe um boneco e transfere a alma para dentro dele, usando um ritual de magia negra. A tal loja de brinquedos explode, e o assassino é dado como morto. Corta para um apartamento em Chicago, onde um garoto chamado Andy (Alex Vincent, conhecido apenas pelo papel nesse filme e na continuação) está completando 6 anos e esperando de presente o boneco Good Guy. Karen, a mãe de Andy, com a ajuda da amiga Maggie encontram um ambulante vendendo o tal boneco por uma pechincha, sem pensar duas vezes, Karen compra o boneco e dá de presente a Andy e deixa o moleque sozinho com a tal amiga Maggie, que vai tomar conta do moleque enquanto a mãe trabalha a noite. No fim daquela noite Maggie é jogada pela janela do último andar do prédio, a policia investiga o caso e o detetive Norris entra em cena para ajudar no caso, as suspeitas caem sobre Andy, que cada vez se torna mais suspeito ao se envolver em mais um assassinato e culpar sempre o boneco. Depois de descobrir a verdade, Karen pede a ajuda do detetive Norris, que continua sem acreditar que o boneco foi possuído pela alma do assassino. Para piorar a pohatoda, Chucky precisa de Andy para transferir a alma para um corpo humano, usando o moleque como casca.

Brinquedo Assassino tem todo o charme de produção dos anos 80, é divertido, descompromissado, tem boas sacadas de humor, embora que minimas, é completante certeiro. É um daqueles filmes inesquecíveis que é impossível não amar. Já falaram sobre um possível remake, mas ninguém é louco o bastante para refazer esse filme, que continua impecável em todos os sentidos.

Se você analisar a fundo vai achar alguns defeitos na produção, mas são só alguns detalhes como a péssima atuação de Chris Sarandon, completamente canastrão no personagem. O cara tava excelente em A Hora do Espanto, e tá é péssimo aqui, sem expressão nenhuma e com falas sem emoção. O resto do elenco é bom, destaque para Alex Vicent, interprete de Andy. Outro ator que se destaca, mesmo tendo um tempo limitado na tela é Brad Dourif (Um Estranho no Ninho), interprete de Charles Lee Ray, e responsável pela voz de Chucky em todos os filmes da franquia, que marcou o personagem Chucky com sua voz.

Uma curiosidade que vale a pena ser destacada é que o roteirista Don Mancini não entrega logo de cara que Chucky é o assassino, a ideia era deixar o público em dúvida sobre quem seria o assassino, Chucky ou Andy, nenhum dos trailers ou posters indicavam que Chucky era o assassino, e o título em inglês também não, Child´s Play em tradução livre seria algo como Brincadeira de Criança e não Brinquedo Assassino, como no título em português. O filme foi produzido com um orçamento estimado em nove mil dólares e obteve um faturamento total de US$ 33.244.684 nas bilheterias dos Estados Unidos e mais US$ 10.952.000 pelo mundo. Quando foi lançado em 1988, Freddy Kruguer era tão popular que um dos slogans de Brinquedo Assassino, era:  “Quando as pessoas têm pesadelos, sonham com Freddy, mas quando Freddy tem pesadelos, sonha com Chucky.” Kevin Yagher, o criador do boneco e responsável pelos efeitos especiais práticos do filme, também foi o responsável por criar o visual de Freddy e Jason nos filmes A Hora do Pesadelo e Sexta-feira 13.

Tem várias cenas no filme que são clássicas, a que eu mais gosto é aquela que a mãe do Andy descobre o boneco tava falando o tempo todo sem pilha nenhuma. Clássica demais aquela cena. Quem é amante do gore e carnificina, não espere grande coisa, o filme carece de sangue e foca mais no suspense e no clima de tensão. A trilha sonora composta por Joe Renzetti é outro destaque positivo do filme, é bonita e macabra, lembra aquelas trilhas sonoras clássicas, como a de Terror em Amityvillle, O Bebê de Rosemary e Colheita Maldita.

O filme é clássico e merece ser revisto, sei que todo mundo que tá lendo isso já viu, então nem preciso pedir para ver. Só digo que esse filme é um dos maiores clássicos do terror já feito, mas você e todo mundo já sabe disso.

Postado por: Marcelo

3 comentários :

  1. Anônimo7/08/2013

    Olá a todos os filmes do blog muito boa critica uma das melhores e preciso dizer você tem razão um puta filmaço que nunca deve ser tocado... um remake aki so iria fuder porque niguem vai apagar esse filme da memória.. A cena que mais gosto nesse filme é quando ele levanta e vai para cima do Andy e o chucky ta todo queimado a posição da camera pega a visão do garoto sobre o boneco na minha opinião a melhor cena eu quando criança tinha medo dessa parte !!!! Grande abraço a todos do Josias !!

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  2. Amo brinquedo assassino. Um clássico mesmo!

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