29 de abril de 2015

Crítica: Forget Me Not (2009)

Direção: Tyler Oliver
Elenco:
Carly Schroeder
Cody Linley
Micha Alberti
Brie Gabrielle
Jillian Murray
Zachary Abel
Sean Wing
Chloe Bridges
Brittany Renee Finamore


Sinopse: É fim de semana de formatura, e Sandy Channing, o popular presidente de classe da sua pequena cidade-escola, deve estar gostando muito do momento de sua vida. Mas quando seus amigos começam a desaparecer, Sandy descobre que involuntariamente despertou o espirito vingativo de uma garota.



Ganhador na categoria de melhor filme de terror no festival americano Hollywood Reel Independent Film Festival, Forget Me Not dirigido pelo estreante Tyler Oliver é um filme sobrenatural feito de forma independe, sem mão de grandes estúdios nem nomes conhecidos. O filme saiu lá fora em 2009 e continua inédito em DVD por aqui.

Bom, ao assistir eu não vi o trailer, não li muito coisa sobre ele, assisti sabendo o mínimo possível, gostei de saber que era uma produção independente feito com baixo orçamento e também gostei de saber que o filme foi o ganhador da categoria de melhor filme de terror independente, mas depois de ver o filme eu fiquei certo de duas coisas: Premiações não são confiáveis e nem só filmes de terror de grandes estúdios são genéricos.




Forget Me Not é composto por um elenco de jovens de 20 e poucos anos, todos os personagens são jovens idiotas em grande quantidade fazendo coisas idiotas...O primeiro erro já começa com a grande quantidade de personagens. Muitos personagens introduzidos ao mesmo tempo, que são mais ou menos fisicamente e caracteristicamente indistinguíveis uns dos outros, além disso todos os personagens são bem caricatos, só estão ali pra fumar maconha, encher a cara e transar...


Então, o enredo é focado nesse grupo de jovens idiotas, que depois de uma festa, vão até um cemitério próximo dali para fazer uma brincadeira. A tal brincadeira é um jogo infantil bem bobo, um deles é um “fantasma" e tem que correr atrás dos amigos vivos e "transformando-los" em fantasmas - tipo um pique e pega com fantasmas - quem for tocado tá morto e também é considerado um fantasma. O ultimo a ficar vivo é o ganhador da brincadeira. Durante a brincadeira, um deles avista um fantasma de verdade no cemitério, e logo após o grupo passa a ser assombrado pelo tal fantasma. Pessoas do grupo começam a desaparecer e ninguém parece se lembrar delas, como se nunca tivessem existido. Somente uma das personagens do grupo consegue lembrar, mas o resto do grupo e todos a volta acham que ela tá delirando.

Os outros não têm qualquer memória deles e a realidade a volta deles parece estar mudando como se realmente os que morreram deixassem de existir e todo o registro da existência deles tivesse sido apagado. (Uma tatuagem com o nome de alguém morto desaparece do corpo de uma personagem que namorava o mesmo, os seus planos para ir à praia mudaram os planos para ir para as montanhas, etc.) Confesso que essa foi a única coisa digna de nota no roteiro do filme. Essa ideia subverte a trama de costume, onde todo mundo percebe que seu grupo está sendo morto, e está ciente de que eles estão em perigo, mas, em seguida, age estupidamente qualquer maneira. Essa ideia poderia ter sido usada em um filme melhor, ou ter sido trabalhada de forma mais apropriada nesse filme, se tivesse melhor desenvolvimento de personagens e atores melhores, o que não é o caso.



De resto não tem nada que se destaca no filme, os efeitos são fraquinhos, as cenas de assombração são bem genéricas, com efeitos CGI na cara da assombração e movimentos bizarros feitas por truque de aceleramento de frame. Do começo ao fim você torce pros fantasmas matarem todos personagens pro filme acabar rápido.

Forget Me Not não será lembrado como o titulo pede, daqui a alguns anos vai ser tão esquecido quanto os personagens que morrem no decorrer do filme.

Postar um comentário