11 de abril de 2015

Crítica: Pacto Maligno (2014)


Filmes baseados em obras de Stephen King dão e sobram em Hollywood. Todo ano há pelo menos 5 adaptações – contando com séries de TV. Entre elas, há as adaptações de maior conhecimento e adaptações de menor conhecimento. Essas últimas são aquelas que são adaptadas por produtoras não tão conhecidas e os filmes são lançados direto-em-dvd. Ano passado, por exemplo, houve o cansativo A Good Mariage como exemplo e esse ano começou com Mercy ou Pacto Maligno, baseado num conto de King chamado “Gramma”, uma abreviação de grandmother, ou “vó”.

Na história do filme, conhecemos George (Chandler Riggs, o Carl de The Walking Dead), um garoto bastante apegado à sua vó, Mercy (Shirley Knight). Quando a mesma adoece o bastante para que o hospital psiquiátrico não queira mais cuidar dela, George, seu irmão mais velho e sua mãe se vêem obrigados a cuidar dela. Aos poucos, eventos estranhos ligados à Mercy começam a acontecer levando George a tentar descobrir a razão daquilo tudo. Porém, quanto mais ele se aprofunda, mais difícil fica sair da situação até que seja tarde demais.


Acho que já é notável o porquê de muitos de nós não querer mais assistir esses filmes que saem aos montes lançados direto em VOD ou em DVD. Claro que há algumas exceções, como falei na recente crítica de Kristy, porém é bastante evidente de que o problema de todos eles, independente de que subgênero ele pertença – seja assombração, zumbis, serial killers, etc -, é o roteiro fraco.

Mercy tem o roteiro fraco, na verdade fraquíssimo. Além de ser curto, um claro sinal da falta de criatividade do roteirista, o filme não empolga. Várias cenas são bastante abusivas, tentando construir um suspense sem êxito. Não li o conto que originou o filme, mas tenho quase certeza que ele é mais focado no ataque da avó contra os netos, ou seja, o clímax do filme. Como o roteirista não tinha o bastante na história para fazer um longa, inventaram várias enrolações, deixando-o cansativo.

Claro que gosto é algo relativo. Vi algumas pessoas elogiando o filme mas eu o achei bastante fraco. Não me empolgou de jeito nenhum e as tentativas de sustos me deram sono. Stephen King escreve obras maravilhosas e alguns contos que botam medo mesmo - e pode até ser o caso desse, mas para um longa-metragem, o filme não funciona. Se irão concordar ou discordar, é com vocês.

Nota: 4

por Neto Ribeiro

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