5 de maio de 2015

Crítica: 13 Fantasmas (2001)


O sofrimento quer companhia.

Acho que todos aqui conhecem a Dark Castle, uma produtora fundada em 1999 direcionada apenas pra filmes do gênero terror. A primeira produção do filme foi A Casa da Colina, um remake de um filme dos anos 60 que foi recebido com críticas mornas e uma bilheteria aceitável. O próximo passo da produtora foi feito dois anos depois, em 2001, com 13 Fantasmas, outro remake. "Peraí. Esse filme é um remake?". Acreditem em mim, eu só descobri isso quando vim fazer a crítica. Acho que depois eu vou procurar assistir para comentar aqui!

Enfim, voltando ao assunto. Acho que esse filme é um daqueles filmes que todos já assistiram e gostaram. Eu por exemplo, assisti esse filme uma vez, séculos atrás e guardava na memória aquele filme ótimo, fantástico, etc. Quando fui rever, ficou com cara de despacho de tão decepcionado estava. Pois é, rever é sempre bom para mudar seus conceitos.

13 Fantasmas meio que segue a linha das primeiras produções da Dark Castle. A produtora tinha uma ganância por adicionar a tecnologia à seus primeiros remakes. Tínhamos uma primeira visão disso em A Casa da Colina. Enquanto no original, a casa em questão era uma mansão normal, no remake vemos uma casa sofisticada com maquinaria pesada, etc. A mesma coisa vemos em 13 Fantasmas. Todo o exagero faz com que o terror que o filme deveria passar enfraqueça, e enfraqueça ao extremo.



No filme, acompanhamos Arthur Kriticos (Tony Shalhoub), um viúvo que tem que cuidar de sua filha adolescente Kathy (Shannon Elizabeth, em auge por conta de American Pie e Todo Mundo em Pânico) e o pequeno Bobby. Vivendo em um apartamento apertado com a babá Maggie (Rah Digga), Arthur é surpreendido um dia por um advogado que chega dizendo que seu tio, Cyrus (F. Murray Abraham) morreu e deixou sua mansão para ele. O tio em questão era um "caçador de fantasmas". Ele morreu enquanto tentava capturar um fantasma violento chamado O Exterminador. 

Ao chegarem na mansão, eles encontram Dennis (Matthew Lillard, o Stu de Pânico), um eletricista alegando que a casa está tomando a energia de todas as casas por perto. Só que eles não sabem que Dennis é um psíquico que trabalhava com Cyrus e está ali com segundas intenções. Logo que ele entra casa, enquanto a família faz um tour, ele descobre que Cyrus estava mantendo os fantasmas capturados por eles no porão da casa, para realizar um ritual que promete a imortalidade e blá blá.

Cada um dos fantasmas tem características diferentes, com maquiagens iradas. Tem a Peregrina, que tem um tipo de "jaula" na cabeça, uma jovem peituda mutilada que anda por aí com uma faca, uma mãe anã e seu filho gigante obeso; um tronco desmembrado que se arrasta pela casa... Se a qualidade do filme fosse igual à dos efeitos/maquiagem, o filme seria uma obra prima do horror. Infelizmente, não é.

O roteiro é fraco. Ele até começa bem, com os personagens bem aprofundados etc. Mas a partir do momento em que eles entram na casa, tudo desanda. Assim como em A Casa da Colina, eles não queriam papo furado e foram direto no ponto, começando a matança. Isso é uma decisão aceitável e até boa, se não fosse tão mal executada. Tudo se torna muito rápido e mal desenvolvido, virando uma bagunça. Entra até uma personagem nova, com uma reviravolta, que no final se torna desnecessário.


Como falei no início do post, 13 Fantasmas é mais um daqueles casos da Dark Castle em que eles pegam uma história e a "atualizam", colocando tecnologia e tudo. E acho que isso foi o que mais me incomodou no filme. É tudo muito exagerado, optaram fazer um roteiro baseado nos efeitos especiais e não ao contrário. Para se ter uma ideia, o filme original de 1960 é bem simples, apesar de ter a mesma premissa e até alguns nomes iguais ao do remake. Tem até os óculos!! Eu dei uma olhada em algumas cenas (e até vou assistir para montar uma crítica no blog) e apesar da história ser parecida, o jeito que o filme foi feito dá até mais proveito do que o remake.

A ação constante do filme e o exagero das cenas fazem com que ninguém tenha medo de nada no filme! Os sustos são previsíveis e acabam se tornando irritantes. A pessoa fica tipo "Eu já sei que vai ter um susto agora, não precisa mais disso". O elenco até que está bom e conseguem interpretar os personagens de forma que dá para aguentar até o final do filme. O destaque vai para Matthew Lillard e Rah Digga, que faz a babá da família. Já que o filme não leva a sério, vou entrar na onda e rir das piadas que os personagens soltam.

Enfim, ele pode ser divertido até certo ponto, mas é fraco. Os fantasmas são bem maneiros e são a maior atração do filme, até por que eu não consegui me importar com os personagens. Eu achei um vídeo bem legal no YouTube em que ele conta a história de cada um dos fantasmas, bem explicadamente. Vou deixar ele aqui abaixo do trailer. Bom, é isso. Até a próxima!

por Neto Ribeiro

Título Original: Thir13en Ghosts
Ano: 2001
Duração: 90 minutos
Direção: Steve Beck
Roteiro:  Robb White, Neal Marshall Stevens
Elenco: Tony Shalhoub, Matthew Lillard, Embeth Davidtz, Adam Kaminski, Shannon Elizabeth, Alec Roberts, Rah Digga, F. Murray Abraham


2 comentários :

  1. Anônimo7/05/2017

    A primeira vez que assiste esse filme eu tinha uns 8ou 9 anos, hoje eu tenho 22. A primeira vez achei o filme foda pra caralho, me assustei e tudo. Nem liguei para o roteiro, os fantasmas é que eram o melhor. Hoje fui assistir e realmente em alguns aspectos o enredo é fraco com personagens sem muito carisma, entretanto ainda da uma sensação "boa", um pequena ambientação de "susto"(Graças aos fantasmas).
    Assiste também o original, creio até que exista no youtube completo, mas o Remake mesmo com toda tecnologia e fama da Dark Castle ainda é mais interessante.
    Antes eu achava um filme 10, hoje eu acho ele 6,5. Contudo ainda gosto dele e acho que vale a pena ver!

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  2. A última vez que assisti os 13 fantasmas, eu tinha 09 anos e hoje já estou com 23. Lembro-me bem que fiquei com bastante medo, foi bem na época que comecei a gostar dos filmes de terror (o primeiro que assisti foi Evil Dead, fiquei uma semana sem dormir). Devo ter assistido algumas vezes quando criança, junto com uma galerinha, depois disso nunca mais. Pensei em assistir novamente esses dias, mas desisti, não quero ‘’desmanchar’’ a nostalgia boa que ele trás, pelo menos pra mim. Sobre os efeitos especiais, produções e etc, isso sempre acontece comigo, as vezes amo um filme de paixão e quando vou rever fico super decepcionada.

    Ótima critica, adoro o blog e estão de parabéns pelo carinho que transmitem nos conteúdos.
    Aguardo ansiosamente pela crítica de 30 dias de noite.

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