14 de maio de 2015

Crítica: Anarchy Parlor (2015)


Em 2006, Eli Roth dirigiu O Albergue, filme que fez o maior sucesso mundo afora e principalmente entre os fãs de terror. Só que, antes dele, outro filme que fez sucesso com o tema tortura foi Jogos Mortais. Aí você sabe, né? Quando um filme com uma fórmula faz sucesso, as produtoras se aproveitam e começam a repetir essa mesma fórmula. Imagine, dois filmes! Acho que o filme que mais foi influenciado pelo Albergue foi Turistas. Mas podemos citar vários filmes de tortura, relacionados ou não aos citados, e bons ou não. Temos excelentes filmes como Martyrs e The Loved Ones, temos Doce Vingança, O Colecionador de Corpos e a lista continua infinitamente. Aqui temos um filme que, convenhamos, é uma versão mais genérica do Albergue, só que sem a Elite de Caça. Na verdade temos um tatuador! Que criativo não? Deixe-me explicar melhor.

Anarchy Parlor nos mostra um grupo de jovens americanos, que viajam pra Lituânia, na Europa, em sua viagem de formatura. Em uma noite regada a álcool e drogas, um deles, Brock, conhece Uta, uma garota bem estranha, cheia de tatuagens e piercings. Ela diz que ela é uma Aprendiz de um tatuador bem famoso, e o chama pra fazer uma tatuagem em sua loja. Uma das garotas, Amy, se interessa na proposta e acompanha os dois.


Chegando lá, Uta sai pra mostrar o lugar pra Brock, enquanto Amy fica com o Artista, fazendo a tatuagem. Só que Uta injeta uma droga em Brock, fazendo-o desmaiar, enquanto Amy bebe um drink com a mesma droga. Quando os dois acordam, estão em uma sala, deitados sobre uma mesa, enquanto o Artista começa a esfolar a pele de Brock vivo. No outro dia, notando o sumiço dos amigos, o resto do grupo começa a procurá-los, sem imaginar que eles estão em perigo nas mãos do psicopata.

Para mim, o filme entra facilmente na lista dos Piores do Ano. Sério, o filme é todo disfuncional, com roteiro bem fraco e o pior elenco que já vi na minha vida. Quando percebi que o filme não iria pegar todos os amigos de uma vez pra fazer um show de carnificina, pensei "Ó, inteligente a decisão. Será que vai sair alguma coisa boa daí?" Que nada! Final bem mal feito e decepcionante.

O ponto alto do filme é a tortura mas ao mesmo tempo é o ponto baixo. Por que o roteiro se apoia bastante nas cenas de violência (que até são boas). Tem uma sequência em que vemos o Artista retirar a pele das costas de um dos personagens enquanto ele grita sem parar. Os efeitos são muito bem feitos. Além dessa cena, outra que me chamou atenção foi uma em que uma personagem foge e começa a ser perseguida por motoqueiros. Me lembrou bastante Martyrs, não sei por quê.


Os personagens são completamente inúteis e mal desenvolvidos. São todos daquele tipo que você começa a confundir quem é quem de tão apagados que são. O único personagem que foi bem interpretado e digamos assim, bem construído, foi o Artista. Tenho que admitir que o cara é perturbador. Ele fala sempre numa calma tão grande! Tirando ele...

Tem cenas que eu fiquei "Que. Merda."! Por exemplo, as cenas de "luta" ou algo do tipo. Os atores todos com pena de bater uns nos outros e ficou aquela coisa bem falsa mesmo. Não é um filme que você o trailer e diz "esse aí vai ser bom", por que não vai. Todas as cenas do filme tem aquele quê de "Eu já vi isso antes" e nada é original. Talvez só o tatuador em si e olhe lá. Achei ele bem fraquinho mesmo. Eu recomendo pra vocês pois cada um tem sua opinião. 

Nota: 3

por Neto Ribeiro

Um comentário :

  1. Nossa! Ainda bem que cada um tem uma opinião diferente, decidi parar de ler as crítica do blog quando me deparei com esta, porque, pelo menos sob o meu ponto de vista, o filme não é tão ruim assim.

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