13 de maio de 2015

Crítica: A Good Marriage (2014)


Como falei na crítica de Mercy, nem todas as adaptações de alguma obra do Stephen King funcionam. Claro, tem aquelas que se tornam clássicos, e tem aquelas que vão direto pra gaveta do esquecimento. A Good Mariage se encaixa nessa última categoria. Tinha tudo pra dar certo. Tem uma história boa, uma protagonista bastante talentosa e que se entrega no papel... Mas um roteiro fraco.

O filme acompanha a história de Darcy (Joan Allen) e seu marido Bob (Anthony LaPaglia). Os dois estão casados há um bom tempo, tem dois filhos já adultos e de vida feita e estão completando 25 anos de casados. A vida deles é perfeita. Enquanto isso, assassinatos vem ocorrendo na cidade. Mulheres vem sendo brutalmente assassinadas e com traços de um serial killer, que logo fica conhecido em rede nacional.


Em uma noite normal em que Bob está fora, Darcy ao ir na garagem acaba achando uma caixa escondida. Dentro dela, há identidades de várias mulheres. Mulheres essas que foram assassinadas pelo tal serial killer. Agora, ligue os pontos e pronto. Darcy está casada com um serial killer. Ela tenta esconder o fato que descobriu a identidade do marido, mas o cara é esperto e já se toca.

Isso é só o início do filme. Na verdade, a história do longa explora a tentativa de convivência dos dois, agora que um sabe do outro. Se o roteiro tivesse sido mais bem aproveitado e trabalhado, A Good Mariage poderia ser uma das melhores adaptações de Stephen King! Sem brincadeiras nenhuma. Qualquer um pode ver que a história tinha potencial. Mas o desenvolvimento foi fraco e às vezes parecia monótono.

O maior triunfo do filme é a atriz principal, Joan Allen. A mulher é muito talentosa e carrega o filme nas costas! Como falei antes, ela se entrega à sua personagem, o que torna tudo mais interessante. O Anthony LaPaglia também está bom como o marido psicopata, mas acho que faltou algo. Não sei se foi na atuação dele ou no personagem construído pelo roteiro.


SPOILER: Achei o final bem mais ou menos. Acho que esperava que o ápice do filme fosse algo como o de O Padrasto, lembram? Com perseguição, chuva, etc. Às vezes um clichê cai bem. Para mim, se tivesse um final assim, talvez subisse no meu conceito. No entanto, achei interessante a história de Darcy matá-lo quando menos se espera e manter a identidade do marido escondida dos filhos e o do mundo.

Enfim, poderia ter sido muito melhor. Tinha todo um potencial que se tivesse sido mais trabalhado, poderia ter funcionado. Ainda não é um filme totalmente ruim. É interessante, mas é cansativo. Trabalha com o drama de maneira errada, pelo menos com o que ele promete. Se você for ver o trailer, vai entender.

Nota: 5

por Neto Ribeiro

2 comentários :

  1. Quando finalmente acho uma crítica em relação a este filme, que até estava propenso a assistir, vcs entregam o MAIOR spoiler, justamente o fim. Pensem se estivessem no meu lugar, não ia dar uma vontade de esganar????? kkkkkkk Sempre passo por aqui pra conferir as ótimas criticas mas nesta infelizmente vcs não foram felizes, abraços.

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    1. Kkkkkkkk desculpe pelo transtorno, Alexandre. Deveria ter colocado aviso de spoiler. Mas obrigado pelo comentário. Abraços!

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