12 de maio de 2015

Crítica: Maggie (2015)

(O texto abaixo não contém spoilers)
Filmes de zumbis é o que mais vemos por aí, mas é difícil achar algum que se diferencie, que saia do padrão. Eis que surge Maggie, que aborda um tema já batido, de uma forma bem realista e sem exageros.

Bom, pra começo de conversa o longa conta a história de uma adolescente, Maggie (Abigail Breslin), que é contaminada por um zumbi, mas sua transformação demora seis meses para se completar. Mesmo assim, seu pai (Arnold Schwarzenegger) decide continuar ao seu lado enquanto ela deve se acostumar à sua nova personalidade monstruosa.

O filme se inicia com o Wade, indo visitar a sua filha no hospital, que está contaminada com um vírus desconhecido. O processo é simples, o pai tenta preparar a filha para as consequências que seu organismo irá apresentar, e fica combinado que após esse período de "adaptação", quando a coisa realmente ficar séria, Maggie deve ser levada para a quarentena. Só que Wade não aceita, tenta manter Maggie ao seu lado pelo maior tempo que conseguir. Concordamos que qualquer pai ou mãe faria isso, certo? Eu pelo menos faria.


A partir daí, nós somos levados ao mundo de Maggie, conhecemos os irmãozinhos dela, a sua madrasta, que ao primeiro momento não consegue se adaptar muito bem à nova situação, mas não chega a ser uma cruela da vida. Vemos também alguns amigos de Maggie, e até o seu primeiro amor, que aliás, também foi contaminado. Apesar de serem apresentados de uma maneira rápida, o espectador consegue imaginar como era a vida de Maggie antes de ser contaminada. As relações são bem construídas!

O destaque vai para Maggie e Wade, interpretados por Abigail e Arnold, ambos estão excelentes em seus personagens. Deram um show de atuação! Aliás, nunca tinha visto o Arnold em um papel dramático. Palmas! Você consegue criar empatia por eles, sofrer junto com as situações que são apresentadas, e torcer o tempo todo para que eles encontrem uma saída.
Outro ponto positivo além da construção dos personagens, é a transformação de Maggie. Aos poucos a sua pele vai mudando, a maquiagem é muito bem feita, apesar de simples. Mas como nada é perfeito, eu me decepcionei um pouco com o desfecho. Tenho certeza que vai emocionar muitos de vocês, mas pra mim ficou faltando algo mais. Não suspirei!

Esqueça Resident Evil, Madrugada dos Mortos... que são bons filmes com essa temática, mas que servem para divertir, já Maggie nos mostra o outro lado, o lado dramático da situação. Não espere um filme sangrento, violento, pois você não vai encontrar. Mas se quer ver uma nova perspectiva, o lado mais humano doz zumbis, vá com tudo. Eu recomendo! Outro no mesmo estilo é o The Returned. Mostra o lado dramático da situação, porém, é mais dinâmico.

A questão aqui é: "Ninguém está preparado para dizer adeus."

Por Luiza Souza.

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