19 de junho de 2015

Crítica: GirlHouse (2015)

Filmes slashers são cada vez mais difíceis de encontrar hoje em dia. Pelo menos, filmes bons de slasher. Os filmes de espíritos vem ganhando cada vez mais espaço em Hollywood pois filmes como Invocação do Mal e Sobrenatural, os filhos de James Wan, lotam as salas de cinemas e ganham milhões de dólares. Podemos citar alguns slashers dos últimos anos, mas também não podemos garantir que eles são bons. Então, esse filme saiu esse ano e recebeu algumas críticas boas - eu também recebi outras. Demorei pra ver mas finalmente vi e posso dizer que é uma boa pedida.

Imaginem que Vincent de A Casa de Cera resolveu largar sua máscara de cera e usar uma das caras do Leatherface? Imaginaram? Pronto, é exatamente essa a aparência de Loverboy, o assassino desse filme. Que por sinal, se torna bem bizarro e assustador em algumas cenas por conta da máscara. Mas enfim, a história do filme é o seguinte...

Uma estudante precisa de dinheiro para pagar sua faculdade, após a morte de seu pai. Ela vê sua chance num site voyeur chamado GirlHouse, onde várias garotas moram em uma casa e podem se exibir para os visitantes. Ganhando muita grana fácil, ela aceita o acordo. Um dos visitantes mais frequentes é um cara estranhão chamado Loverboy. Nós sabemos - no início do filme - que ele foi humilhado por duas garotas em sua infância. A raiva foi tão grande que ele matou uma delas!

Vou sensualizar antes de morrer aqui...
Continuando, ele manda uma foto para a tal estudante, que é bastante simpática e deixa pra lá. Só que outra garota da casa - que apareceu só pra plantar a treta - pega a foto e imprime e cola na casa. Como todas as garotas já conheciam o Loverboy de suas sessões, ele começou a ser humilhado por elas também. Aí, as garotas despertam a fúria dele, fazendo com que Loverboy vá até a mansão da GirlHouse (que ninguém sabe onde é por causa da segurança) e começa um massacre.

GirlHouse é, acima de tudo, um dos filmes de terror mais despretensiosos dos últimos anos. É ruim e bom ao mesmo tempo. Ele sabe como dividir o drama, a comédia, o suspense e o terror em ótimas cenas, jogadas de câmera e, acreditem ou não, péssimas atuações. Pra mim, só dois atores se saem bem em cena: a Ali Cobrin (a estudante principal) e Slaine, o carinha que faz o vilão Loverboy. Sendo que Slaine só aparece sem máscara em algumas cenas e sua atuação é muito boa. Ele parece ser realmente muito perturbado.


Há cenas que você fica tenso (principalmente por causa do Loverboy) e uma delas é a da foto acima. Olha só o naipe... Há cenas que você ri pra cacete. Só pra vocês terem uma ideia, há uma cena em que o cara mata uma das garotas enfiando um consolo gigante até a garganta dela e colocando fita adesiva, fazendo ela sufocar. Sério, não tem como não rir na cena!

Do jeito que as coisas estão andando, acho que posso dizer que GirlHouse pode ganhar, no mínimo, uma menção honrosa do Melhores de 2015 no final do ano. É um filme que todos deveriam conferir!

Nota: 6,5

por Neto Ribeiro

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