7 de junho de 2015

Crítica: Sobrenatural - A Origem (2015)


Aêêêêêê, cambada! Como vão? Estou aqui hoje para postar a crítica do tão aguardado Insidious: Chapter 3, ou Sobrenatural: A Origem (odeio esse título), a terceira parte da trilogia criada pelo James Wan (podemos chamá-lo de mestre contemporâneo do terror?). O primeiro filme, lançado em 2010, foi um sucesso de crítica e bilheteria e também é um dos melhores filmes da década de 2010. Dois anos depois, o segundo foi lançado, repetido o sucesso de crítica e bilheteria e sim, foi tão excelente quanto o primeiro.

Com a história da família Lambert encerrada no segundo filme e o terceiro confirmado, ficava a pergunta: Qual será a história do terceiro filme? Muito se especularam, disseram que iriam acompanhar uma nova família (talvez aquela que aparece no final do segundo), entre outras teorias. Mas foi logo revelado de que o filme seria uma prequel, ou seja, se passaria antes do primeiro filme e traria algumas explicações para a história. Só que, pra falar a verdade, o filme não explica muita coisa - até por que quase tudo foi explicado no Capítulo 2.



Enfim, as expectativas estavam em alta para esse filme. Uma das principais razões para isso era por que James Wan (o diretor dos dois primeiros filmes que havia também dirigido o primeiro Jogos Mortais, Gritos Mortais, Invocação do Mal e também dirigiu agora Velozes e Furiosos 7) havia deixado a direção do terceiro filme para trabalhar em Velozes 7 e então, quem pegou a cadeira da direção foi Leigh Wannell, roteirista dos filmes e que também atua neles. Aí, todo mundo ficou querendo ver o filme logo pra saber se ia continuar na altura dos dois primeiros ou ia dar merda. E não deu merda. Mas ainda assim, foi desnecessário.

Agora vocês - que não pensam o mesmo que eu - me perguntam: "Desnecessário? Por quê?". Bom, os dois primeiros Insidious funcionam como Halloween e Halloween II (os originais). Eles são um filme só. Todas as dúvidas que restavam foram respondidas no Capítulo 2. O desfecho pode até ser chamado de brilhante, consolidando os dois filmes como uns dos melhores dá década. E apesar desse aqui não ter decepcionado no quesito terror, ele só foi feito pra ganhar grana e talvez até bagunçar um pouco a história, que pra mim estava perfeita até agora. Mas não interpretem isso como se eu estivesse chamando o filme de ruim! Sei que tem muitos por aí que fazem isso.




A partir daqui, o post dará alguns spoilers sobre o filme, mas não serão spoilers grandes, apenas alguns detalhes da história. Quem não quiser ler, pule para o último paragrafo.
Após um aviso dizendo que a história se passa um ano antes dos acontecimentos do primeiro filme, Sobrenatural: A Origem começa com a "protagonista", Quinn (Stephanie Scott) indo visitar ninguém mais ninguém menos do que Elise (Lin Shaye). A garota perdeu recentemente a mãe para um câncer e quer contatá-la. Após muito reluto, Elise decide ajudar a garota, mas não consegue se comunicar com a mãe dela, apesar de conseguir sentir alguns espíritos malignos. É nessa cena em que Elise fala a famosa frase do filme, "Quando você chama por um espírito, todos eles podem ouvir."

A partir daí, conhecemos a vida da jovem. Ela mora com seu pai Sean (Dermot Mulroney) e seu irmão mais novo, Alex, em um apartamento e quer ser atriz, tendo até um teste para fazer. A vida deles não é lá muito fácil, pois Sean ainda está tentando se acostumar com a vida de viúvo. Quinn tem uma melhor amiga, Maggie (Hayley Kiyoko), que a acompanha no tal teste para uma peça. Se vocês forem bom de olho, poderão reconhecer o James Wan como o juiz do teste.

Enfim, a garota não vai muito bem e sai triste. No meio da rua, ela avista um homem bastante estranho e acaba sendo atropelada por um carro. No acidente, ela quebra ambas as pernas e no ato, ela fica meio que presa no tal "O Distante". Ao voltar, ela acaba trazendo consigo um espírito maligno.




Após passar alguns dias no hospital, ela retorna para casa, onde ficará repousando. Até aí, tudo está bem, até que coisas estranhas começam a acontecer no lugar. Uma delas, por exemplo, é quando ela está em seu quarto e ouve uma batida na parede. Ela acha que é seu vizinho e amigo Hector e o responde batendo de volta. Só que quando ela manda uma mensagem para ele, o mesmo diz que não está em casa.

Outra por exemplo - que é mais violenta - é uma das melhores cenas da franquia e que conseguiu me deixar muito tenso. Quinn está em seu quarto tentando dormir quando vê alguém atrás da cortina (é a mesma cena do poster no início da crítica). Essa pessoa avança para cima dela ainda coberta pela cortina e então do nada desaparece. Acontece outras coisas mais assustadoras mas não vou contar pra não estragar nada.


Vendo a gravidade da situação, Sean procura Elise, que tenta ajudar a garota indo para o Distante mas acaba quase sendo morta por ninguém mais ninguém menos do que aquela velha que assombrava o Josh (Patrick Wilson) nos dois primeiros filmes. Ele então, com ajuda do filho, procura uma dupla de Caçadores de Espíritos que vocês sabem muito bem que são! É por causa de Quinn que Elise se junta à eles. Isso tudo nos 50 minutos. Depois disso, o filme se desenrola na casa e no Distante.




Como falei nos primeiros parágrafos, Sobrenatural: A Origem pode não ser tão bom quanto os outros 2, mas ele não é um filme ruim. Ele é, acima de tudo, desnecessário. A franquia poderia ter muito bem parado no segundo filme, que é excelente. Não é aquele tipo de filme que você sai do cinema com desgosto e arrependido de ter gastado dinheiro e 90 minutos da sua vida nele, por que ele consegue ser um filme decente mas ainda assim, é mais fraco do que os outros.

Eu procurei assistir ele sem ver nenhum material promocional. Hoje em dia, eles entregam demais do filme e acaba sendo desapontador quando você vai assistir o longa e já viu 60% dele. Não sei se os trailers/comerciais entregaram muito desse aqui (nem procurei ver), mas só os posters carregam as cenas mais criativas do filme - como por exemplo a do olho na boca da garota, ou a dela na cama com o espírito na cortinas e outros que não posso comentar.


Ainda assim, o filme tem várias cenas criativas e assustadoras. Ele fará você pular da cadeira pelo menos umas 3 vezes. Para mim, a cena que mais me pegou de jeito foi a de Elise, onde ela segue uma trilha de pegadas na casa dela que a leva para o porão. Sério, é aquele tipo de cena que você sabe que vai levar um susto mas ainda assim leva!




O filme não oferece nada de novo. Não traz nada de novo. A história dele não adiciona nada na franquia. Na verdade, ele parece uma versão mastigada e razoável dos dois primeiros filmes. Quando você assisti-lo, vai ver que a sequência final tem cenas bem parecidas com os finais do primeiro e segundo. Mas ainda assim, ele consegue fazer um bom trabalho. E ainda tem o finalzinho de Elise e algum espírito, que meio que virou regra nos filmes da franquia. Nesse filme, Elise vê o Demônio da Cara Vermelha. A cena faz você sair com um sorriso no rosto, de tanta nostalgia.

O que faz a franquia Sobrenatural se diferenciar das outras é que ela conseguiu manter o ritmo por três filmes seguidos. Em outras franquias, geralmente a terceira parte já chega fraca e desgastada, mas pelo menos esse filme conseguiu fechar a franquia com dignidade. 


Nota: 6,5


por Neto Ribeiro


3 comentários :

  1. O quarto filme virá sem sombra de dúvida, ao que parece a serie deve acabar depois do desenrolar da história do demônio de cara vermelha. Claro que tudo poderia terminar neste terceiro capitulo mas quiseram segurar um pouco mais a história provavelmente por dinheiro. Então se este filme foi desnecessário o próximo deve ser indispensável para se assistir.

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  2. Eu só não entendi o porque aparece a família no fim do 2 sendo que não explica o que Elise viu , esse filme deveria mostrar.

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