19 de julho de 2015

Crítica: O Chupa-Cabra (2015)

"Cinco amigos viajam para o Panamá de férias. Lá eles conhecem Carmen, que os fala sobre uma bela cachoeira escondida na floresta, só que muitas pessoas não vão mais lá por conta de uma lenda de um monstro que habita aos arredores. Contra a vontade do primo da moça, os amigos vão com ela atrás da cachoeira e começam a serem perseguidos pelo monstro, o Chupacabra. Logo, a caçada toma proporções gigantescas."

A última vez que vi um filme com essa mesma temática foi Animal, lançado ano passado, do qual gostei bastante. Antes dele, só mais do mesmo. Inclusive, há um filme nacional chamado A Noite dos Chupacabras e que de vez em quando passa na TV a cabo. No entanto, quando vi o trailer de Indigenous, me animei muito pois levei até um susto vendo aquele videozinho de 2 minutos. E. pra variar, não foi o que eu esperava.

Só um beijinho...
O filme demora mais de meia hora para começar as cenas de perseguição, correria e sangue e quando começa, não é nada demais. Cenas que deveriam - e até poderiam ser - tensas tem o clima cortado quando o diretor resolveu intercalar cenas fora da floresta. Os personagens se juntam, se separam, morrem, se juntam novamente mas não há precisamente uma cena que possamos chamar de "perseguição".

Acho que se o filme tivesse tido pelo menos 15 minutos a mais de duração, daria para colocar várias cenas que poderiam ter aumentado meu gosto pelo filme. Poderiam ter colocado uma cena com algum personagem (talvez o protagonista mesmo na hora que ele vai atrás do amigo) dentro daquela caverna, sendo perseguido pelo Chupacabra, ou alguma cena envolvendo a cachoeira.

A propósito, há muitos detalhes do filme que lembram bastante Abismo do Medo. Além da caverna cheia de ossadas, o próprio Chupacabra é bastante semelhante às criaturas do filme de Neil Marshall. Penso até que não houve uma cena de perseguição dentro da caverna pra não ficar tão parecido.


SPOILER: O que não tornou o filme mais um entre outros foi que dessa vez, eles conseguem ajuda e o mundo inteiro descobre a identidade do Chupacabra. Isso por que o protagonista é um desenvolvedor de aplicativos e ele havia criado um que manda instantaneamente qualquer vídeo ou foto para as redes sociais através do reconhecimento de rostos. No meio da cachorrada, ele grava um e consegue enviar o vídeo, que se torna viral e faz com que a ajuda chegue até eles. Foi um final diferente do esperado (pensei que todos iriam morrer) e só por isso, o filme ganhou mais um ponto pra mim.

Apesar de tudo, o filme foi abaixo da média por ter sido muito corrido em um pequeno espaço de tempo. Daria pra melhor a história se não tivessem demorado tanto pra começar a ação do filme. O Chupacabra não aparece o suficiente, só em tomadas rápidas de iluminação e no final já de manhã.

Nota: 4,5

por Neto Ribeiro

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