13 de julho de 2015

Crítica: Mum an Dad (2008)

(Crítica com spoilers)

Família louca, quem não tem a sua? Pois é, essa temática sempre dá pano pra manga. Que o diga A Casa dos Mil Corpos, O Massacre da Serra Elétrica e por aí vai... Hoje venho falar de "Mum and Dad", um filme de terror britânico que eu particulamente não achei perturbador como dizem, pra ser sincera achei bem regular.  O longa começa com a protagonista, Lena, limpando a vidraça do aeroporto onde trabalha. Eis que ela conhece a adorável e prestativa Birdie. Na mesma noite, Lena perde o ônibus e acaba tendo que ir para a casa de sua nova colega. A partir daí a desgraça corre solta! Lena é apresentada à uma família completamente doente, composta pelo pai pervertido, a mãe sonsa que justifica suas atitudes com "só quero o bem da família", a tal Birdie escandalosa que só quer chamar atenção, e o Elbie, rapaz reprimido e que não pronuncia uma palavra. Obs: Não fica claro se Elbie e Birdie realmente são filhos do casal. Eles se acostumaram com aquilo, e assim vivem.

Bom, a partir daí já dá pra imaginar o que vai acontecer. Lena é sujeita a inúmeras torturas, tanto físicas quanto mentais, pois a todo o momento a tal Mum deixa claro que caso não se comporte, ela vai se ver com o papai, pois o cara se excita com as vítimas em desespero.


Aqui não tem nada de inovador, aliás, as situações são bem clichês. O destaque total vai para os atores Perry Benson e Dido Miles, Mum e Dad respectivamente. A dupla está ótima como casal totalmente doente, maluco, nojento... seja lá como for, eles é que dão uma certa força ao filme, já que a personagem Lena não consegue se sobressair e muito menos passar todo o desespero que a personagem pedia. Sua expressão facial não muda muito, oque faz o espectador não se interessar tanto pelo rumo que a história irá tomar.

Existe uma quebra de clima. Começa como quem não quer nada, cria um suspense, fica tenso, mas depois não se sustenta. Tive essa sensação! Mas confesso que existem uns momentos bem bizarros. Exemplos claros disso são as cenas onde o pai se masturba com um pedaço de carne, e toda a família fica admirando. E a outra cena é quando eles comemoram o natal, dançam ao som de música natalinas, e enquanto isso na parede tem um cara que representa Jesus crucificado, todo estripado. Pra você ver o grau de instabilidade desse pessoal!




O problema é que quase tudo soa amador, de uma maneira que não choca, pelo menos não me chocou. Acho que por ser de baixo orçamento (acredito que seja),  rolam umas mancadinhas que seriam corrigidas com uma super produção.

Por fim, o desfecho não surpreende tanto. Lena consegue matar todo mundo, e assim se vê livre daqueles malucos! Aliás, um desfecho cheio de mancadas também!

"Mum and Dad" deve ter sido levemente ou totalmente inspirado em "O Massacre da Serra Elétrica" (1974), pois o próprio diretor , Steven Sheil, disse ser fã do clássico. Por isso a família inescrupulosa! Vale a pena dar uma conferida, só não espere grande coisa. É do tipo de filme que tinha potencial pra muito mais, mas acabou ficando no "quase".

Por Lu Souza.                                                                                

Um comentário :

  1. Luiza qt tempo, td bom? Não se preocupe que não irei me queixar do SPOILER, pois até me desculpei por minha total distração em outro comentário. Eu gosto muito deste filme, acho que é bastante subestimado em relação a tanta porcaria lançada como A Casa Dos Mortos, A Pirâmide, Renascida do Inferno e concordo com vc na bomba A casa dos Mil Corpos. Eu torci muito pela protagonista, óbvio que nunca poderemos compará-la a Marilyn Burns do clássico eterno"O Massacre da Serra Elétrica", cujo vc citou que este filme poderia ter sido inspirado mas ela está regular, bem melhor que aquela Birdie estérica, uma voz irritante e canastrona ao extremo. Concordo que o casal é absurdamente assustador, ambos na mesma medida mas discordo qd vc diz que tudo "soa amador", o trabalho de maquiagem é excelente, a cena da moça(não fica claro quem é ela) que parece uma marionete humana deitada na cama é perturbadora, as torturas que a Mamãe comete são aflitivas justamente pq convencem verdadeiramente, pelo menos me atormentaram por alguns dias. Está claro na desarmonia familiar repleta de perversão e insanidade, que sim o diretor teve como referência o CLÁSSICO O MASSACRE...então não vejo mal algum em contar quase a mesma história com pequenas mudanças, acho muito válido e neste filme especificamente funcionou pra mim, existem filmes medíocres aos montes que usaram os mesmos clichês. Enfim parabéns pela crítica e abraço à tds, adoro o blog.

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