12 de setembro de 2015

Crítica: A Morte Convida Para Dançar (2008)


Quero começar a crítica dizendo que não curto muito não o filme original, lançado em 1980 e estrelado pela Scream Queen Jamie Lee Curtis (Halloween). Pra falar a verdade, eu acho esse melhor do que o original, apesar desse ser bem fraquinho. Pra quem não sabe, A Morte Convida Para Dançar é um remake do filme citado acima (que pra ser sincero, ninguém lembra) e foi lançado na "época de ouro" dos remakes de terror, onde as refilmagens de O Massacre da Serra Elétrica, Horror em Amityville, A Morte Pede Carona, entre outros, estavam em alta.

É interessante salientar que A Morte Convida Para Dançar de 1980 é um filme slasher, que pra quem não sabe é a denominação dada para filmes de terror sobre assassinos que saem matando quem ver pela frente (como Dia dos Namorados Macabro, Sexta-Feira 13, etc). Infelizmente, a origem de seu remake é exatamente seu ponto mais fraco. Mas isso vou explicar mais a frente.


Tentando se aproximar do dito "terror moderno", é possível ver que os roteiristas procuraram criar uma nova história para o filme. E como falei antes, o original é um filme esquecível e que muita gente não conhece. Para se ter uma noção, eu tenho uma colega que pensava que a história do filme original era a mesma do remake. Mas não é: No original, um grupo de crianças veem um deles morrer acidentalmente numa brincadeira. Com medo eles meio que fazem um pacto, não dizendo nada para ninguém. Anos depois, todos eles estão se formando e à medida que o baile se aproxima, alguém começa a matá-los um por um.

Numa abertura bem interessante, o remake mostra Donna (Brittany Snow, Would You Rather), uma adolescente que vê seus pais serem assassinados pelo seu ex-professor Richard Fenton (Jonathan Schaech) que ficou obcecado por ela. O cara foi preso e a garota ficou traumatizada, claro. Três anos depois, ela vai se formar. Coincidentemente, o tal professor foge da instituição psiquiátrica alguns dias antes do baile.

Daí tem esse policial interpretado por Idris Elbra (Prometheus) antes de ganhar os holofotes principais de Hollywood, que estupidamente assume que o cara não vai atrás da garota no baile, mas coloca alguns policiais de olho. Claro que o professor consegue entrar no baile, que está acontecendo num grande hotel onde os estudantes podem reservar os quartos.


Donna foi junto com seu namorado Bobby (Scott Porter), suas melhores amigas Lisa (Dana Davis) e Claire (Jessica Stroup, O Retorno dos Malditos) e seus namorados Ronnie (Collins Pennie) e Michael (Kelly Blatz, Exeter).  Enquanto baile acontece, o professor mata uma camareira apenas para roubar seu cartão-mestre, podendo assim ter acesso ao quarto que Donna e seu namorado reservaram. Assim, aos poucos, o professor vai matando os amigos de Donna que por acaso cruzam seu caminho.

Continuando o que eu estava falando no segundo parágrafo da crítica, A Morte Convida Para Dançar tem como sua principal falha a sua origem. Uma vez que deveria ser um slasher, ele peca exatamente em poupar a violência. Deveria ter mortes mais sangrentas e perseguições (teve uma boa, mas somente essa). No final de tudo, você fica com a sensação de ter assistido um filme de ação com suspense.

E o pior é que o filme tinha potencial de ser um bom remake da remessa de 2000. Tem uma protagonista muito carismática e que atua bem (Brittany Snow), uma antagonista que chama a atenção do público (Dana Davis) e um psicopata à solta. Infelizmente, o suspense não consegue segurar o filme e o final desaponta por ser menos do que o esperado, além de ser rápido.


Ao se aproximar do tal clímax, o filme se torna o mais clichê possível, e ainda continua parecendo um filme de ação com suspense. O roteiro é preguiçoso e não se arrisca em fazer uma trama que envolva o espectador, deixando tudo o mais ridículo o possível, principalmente quando o espectador já está de saco cheio. Acho que vale dizer que o roteirista do filme é o mesmo do remake de O Padrasto (2009) e do péssimo O Pacto (2006), uma espécie de Jovens Bruxas (1996) com garotos em vez da Neve Campbell.

A Morte Convida Para Dançar parece ser muitas coisas menos um filme de terror. Apenas na cena de perseguição de Dana Davis que conseguiu se aproximar disso, no entanto pelo resto nada. É um filme bem SuperCine, mas que não consegue se manter por causa do roteiro fraco, mortes fracas e desfecho fraco.
por Neto Ribeiro

Título Original: Prom Night 
Ano: 2008
Duração: 88 minutos
Direção: Nelson McCormick
Roteiro:  J. S. Cardone
Elenco: Brittany Snow, Scott Porter, Jessica Stroup, Dana Davis, Idris Elba, Johnathon Schaech

3 comentários :

  1. To contigo nessa, gosto menos do original que desse remake. Dessa franquia o único que eu curti foi o segundo que tem uma proposta completamente diferente desses dois...O segundo é mais na linha do A Hora do Pesadelo 4. Vale a pena conferir!

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    1. Ainda não vi nenhuma das continuações do original mas sempre quis ver o segundo mesmo! Vou tentar dar uma conferida.

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  2. Anônimo6/05/2017

    baixei o antigo ainda nao vi achei que era sobre zumbis rsrsrs

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