22 de setembro de 2015

Crítica: Digging Up The Marrow (2015)

Sinopse: O cineasta de terror Adam Green investiga e documenta a possível existência de monstros após receber de um ex-policial um caderno com anotações detalhadas sobre a existência de uma passagem que leva para um mundo subterrâneo habitado por criaturas bizarras.

Título: Digging up the Marrow (Original)
Ano produção: 2015
Direção: Adam Green
Duração: 98 Minutos
Elenco: Ray Wise, Adam Green, Will Barratt
Origem: EUA

Digging Up The Marrow foi pensado desde o inicio como uma homenagem aos filmes do monstros, principalmente os clássicos do terror como Raça das Trevas (1990) e os filmes clássicos de monstros da Universal. A produção é uma colaboração entre o artista Alex Pardee, responsável pelo design das criaturas e desenhos do filme e o diretor e roteirista Adam Green, conhecido pela trilogia Terror no Pântano e Pânico na Neve.

A ideia do filme além de homenagear e ser um filme de monstro, é também ser falso documentário que usa e abusa da metalinguagem para falar de filmes de terror e mostrar um pouco sobre a vida do diretor Adam Green que aqui interpreta a si mesmo no papel principal, um diretor conhecido pelos filmes citados que está em busca de um novo projeto.  Um dia recebe  um pacote de um homem estranho que trabalhava como policial e agora está aposentado (Ray Wise de Olhos Famintos 2) alegando que ele pode provar que monstros existem. Ele e um cameraman são levados até o local onde ele alega que as criaturas vivem, numa floresta escura e fora dos limites da cidade, onde a entrada é proibida depois do por do sol. A partir dai o filme se desenvolve mais como um suspense, não sabemos se a história é real ou se o tal homem é maluco e durante boa parte do filme ele age de forma suspeita e nada é mostrado diante das cameras por um bom tempo.

É bom destacar que Digging Up The Marrow tem momentos que irão agradar os fãs do gênero, como eu disse o filme usa e abusa da metalinguagem pra falar sobre cinema e durante quase todo o filme é mostrado convenções com rostos e nomes conhecidos do terror como Tom Holland (Diretor de A Hora do Espanto e Brinquedo Assassino), Mick Garris (Diretor de várias adaptações de Stephen King feitas pra TV), Don Coscarelli (Phantasm), diversos cartunistas, além de Tony Todd (O próprio Candyman) e Kane Hodder (o Jason Vorhees das continuações do Sexta-Feira 13), só isso já vale uma conferida,

Alguns desenhos do artista Alex Pardee usados no filme:




Há mais elementos de mockumentary em Digging Up The Marrow do que o já manjado estilo do Found Footage, isso ajuda a dar certa credibilidade ao filme que foca muito mais em entrevista e no mistério em volta do depoimento do ex policial do que em cena de correria em tremedeira como é comum em filmes desse tipo. O filme também não se apressa em mostrar se os tais monstros são reais ou não, dá muito mais destaque ao mistério e faz isso bem.

O grande problema do filme é o próprio Adam Green como protagonista, sem carisma e canastrão ao extremo, dirige bem, mas não sabe atuar. Em algumas cenas é notável que ele não tá levando a coisa toda muito a sério. Por outro lado o Ray Wise manda muito bem na atuação e pode-se dizer que ele é o único no filme todo que consegue atuar bem, levando em consideração que nenhum dos outros envolvidos são atores.

Vance (Personagem da ilustração) dando as caras no filme

Outro fator decepcionante do filme é o fato do desfecho cair no lugar comum e não condizer com o restante do filme. É como se o filme todo fosse uma grande preparação para algo que não veio. Há sim cenas de terror competentes, mas infelizmente não ganham o destaque merecido. No final de tudo acaba sendo um filme com uma ideia boa, com potencial, mas apenas regular.

Quem for fã do gênero ou fã de filme de monstro vale a pena dar uma conferida com expectativa baixa e com mente aberta. Como eu disse, o filme tem boas ideias, o porém é que o conjunto da obra deixa a desejar!

Por Marcelo Alves

2 comentários :

  1. Concordo. O filme tem cenas ótimas mas o desfecho decepciona. Os monstros ficaram irados, principalmente o Vance!

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  2. Gostei muito do filme, só que o final realmente decepcionou. Muito do que foi construído ao longo do filme se perdeu com o final brusco.

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