13 de outubro de 2015

Crítica: Terror nos Bastidores (2015)


O terrir é um dos subgêneros mais difíceis de serem trabalhados, até por que, ele é uma mistura de dois gêneros que, em si, já são difíceis. O que pode ser engraçado pra um, não é pra outro; o que é assustador pra um, não é pra outro. É por isso que grande parte dos filmes terrir não funcionam. No entanto, quando é trabalhado de forma certa e original, pode gerar um dos melhores filmes do ano. Sim, estou falando de The Final Girls, lançado por aqui como Terror nos Bastidores.

Criado com o intuito de homenagear os filmes slashers dos anos 80 (não é o único, só nesse ano já teve vários, como Lost After Dark), o filme é uma comédia com toques de horror que honra tais filmes e ainda fazem os fãs terminarem o filme com um sorriso no rosto. O elenco serve de chamatriz pra o filme, mas eles não fazem feio. Taissa Farmiga (American Horror Story), Malin Akerman (Watchmen), Alexander Ludwig (Vikings), Nina Dobrev (The Vampire Diaries) e Adam Devine (A Escolha Perfeita) são os principais atores do filme.

Taissa interpreta a jovem Max, filha de uma atriz, Amanda (Akerman), que ficou famosa por fazer "Camp Bloodbath" (uma referência clara aos clássicos como Sexta-Feira 13 e Sleepaway Camp), um filme slasher nos anos 80, mas não conseguiu mais um papel importante por conta do mesmo filme. Amanda acaba morrendo num acidente de carro, e três anos depois, no aniversário de sua morte, os fãs do filme resolvem exibir uma maratona num cinema local.

Duncan (Thomas Middleditch), o irmão da melhor amiga de Max é um desses fãs, e quer muito que Max apareça no evento, como uma espécie de homenagem. A princípio, Max não quer, mas acaba indo depois dele se oferecer a ajudá-la a passar de ano na faculdade. Na noite do evento, Max vai com a melhor amiga e Chris (Ludwig), mas a ex dele e ex-melhor amiga de Max, Vicki (Dobrev) aparece também.


Durante a exibição do primeiro filme, um acidente causa um incêndio dentro da sala de cinema. Max decide rasgar a tela do filme, para conseguir chegar à uma saída do outro lado. No entanto, no momento em que ela e os outros atravessam a tela, eles aparentemente entram de fato no filme. Não demora muito pra Duncan perceber que a cada 92 minutos (duração do filme), as coisas do filme se repetem.

Eles então vão em direção ao acampamento, conhecer os personagens do filme. Entre eles, está Nancy, personagem da mãe de Max. Mas então, assim como o filme, Billy Murphy, o assassino, logo aparece. O cara é bem parecido com Jason Voorhees, e a trilha sonora do filme imita até aquele clássico chichiahahah de Sexta-Feira 13. A história dele foi que ele sofria bullying no acampamento e acabou ficando desfigurado depois de uma brincadeira de mal gosto. Daí ele faz uma máscara e volta para se vingar.

Continuando... Percebendo que Paula (Chloe Bridges, Pretty Little Liars), a protagonista do filme, é a única que sobrevive, os amigos tentam se aproximar dela. Mas os planos dão errado quando eles começam a alterar a ordem do filme, se tornando imprevisível saber quem é o próximo. Agora, eles têm que achar uma nova final girl para derrotar Billy e talvez assim consigam voltar pra realidade.

The Final Girls consegue se diferenciar dos outros filmes por ser completamente criativo. O filme tem tiradas bem inteligentes, como por exemplo, quando algum nome aparece no filme Camp Bloodbath, ele é meio que um objeto tridimensional no cenário, como você pode ver na foto acima. Acontece assim também quando o título do filme aparece. Há outras tiradas inteligentes, como quando o filme entra em um flashback, ou até nas cenas em slow motion.

Outra coisa incrível é que quase todos os personagens são incrivelmente carismáticos, e não demora muito pra que a gente se apegue a eles e torça pra que não morram (mas claro que morrem, né?). Destaque pra a maravilhosa Malin Akerman que eu não esperava viver tempo suficiente para vê-la sendo uma mãe de uma adolescente consegue interpretar uma das melhores personagens do filme, protagonizando uma das melhores cenas do filme ao som de Betty Davis Eyes e Angela Trimbur, que interpreta Tina, uma personagem do filme muito estereotipada e que rende grande parte das risadas (a cena do strip-tease é hilária!).


E já que mencionei a música, a trilha sonora é outro ponto forte do filme. Está cheia de músicas incríveis dos anos 80 como a já mencionada "Betty Davis Eyes", "Mickey", "Lollipop", "Wild Heart", além da trilha sonora instrumental, que consegue reproduzir o clima exato dos filmes slashers. Preciso falar da fotografia espetacular do filme, cheia de cores vibrantes e cenas com ótimos contrastes entre cores.

Pra finalizar, se tem uma homenagem aos filmes de terror que foi bem feita, essa é The Final Girls. Por que, não há homenagem mais honesta do que aquela feita de fã pra fã. É um daqueles filmes que até quem não entende as referências irá gostar, por conta do roteiro divertido e os personagens estereotipados (sim, Tina, eu tô falando de você), mortes bem criativas e cenas hilárias. Se você tem uma lista must-see, coloque ele no topo!

por Neto Ribeiro

Título Original: The Final Girls
Ano: 2015
Duração: 91 minutos
Direção: Todd Strauss-Schulson
Roteiro: M.A. Fortin, Joshua John Miller
Elenco: Taissa Farmiga, Malin Åkerman, Adam DeVine, Thomas Middleditch, Alia Shawkat, Alexander Ludwig, Nina Dobrev

2 comentários :

  1. Eu AMOOOO essa obra prima!
    ja vi horrores de vezes, e toda vez parece q to vendo pela primeira vez. <3

    "você mexeu com a virgem errada!" <3

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