7 de novembro de 2015

Crítica: Rota da Morte (2003)


Um dos episódios mais marcantes, pra mim, da série Supernatural é o piloto. Lembro-me muito bem da primeira vez que o vi, em 2005 mesmo, na época em que a série começou e até hoje tenho aquela cena inicial do casal no carro na minha lembrança. Agora, o que isso tem a ver com o filme que vim comentar hoje? Bom, pra quem não assistiu ou não lembra, esse episódio mostra a primeira aventura dos irmãos Sam e Dean, trazendo aquela clássica lenda da mulher que pede carona numa estrada e mata a pessoa do carro quando a mesma descobre que ela é um fantasma, ou algo do tipo. O franco-americano Rota da Morte, que passou em branco por muitos (inclusive eu) se inspirou um pouco na tal lenda pra desenvolver a história.

Andando pela Netflix esses dias, resolvi prestar atenção nesse filme que trazia um poster bem minimalista: um desenho de um boneco, daqueles de palito, desmembrado, que logo se revela vir de uma cena do filme. Pesquisei o filme no Google e no site Rotten Tomatoes o mesmo tem 77% de aprovação. Então, claro que fui conferir.


O filme é curto e tem cerca de 1h20m, e traz uma família na véspera de Natal, que está indo pra casa de familiares em outra cidade. O pai, interpretado por Ray Wise (Olhos Famintos 2 e Digging Up the Marrow) sai da Interestadual e pega um atalho, sem avisar à esposa (Lin Shaye, trilogia Sobrenatural). Junto deles estão o filho mais novo (Mick Cain) e a filha (Alexandra Holden, Adorável Molly), e o noivo dela (Billy Asher).

Após adormecer e quase bater em outro carro, a família vê uma mulher de branco com um bebê na estrada, e resolvem ajudá-la dando carona até uma cabana por onde eles acabaram de passar. Como os assentos estão completos, a filha resolve se voluntariar pra ir andando. Ao chegarem lá, a família se dispersa, deixando a mulher e o noivo no carro. Numa cena bem sinistra, os dois somem. Minutos depois, a filha avista um carro preto passando pela estrada, e no banco de trás está seu noivo pedindo ajuda. Mais minutos depois, eles encontram o corpo mutilado dele no meio da estrada.


Assustados, eles tentam chegar a algum lugar pra pedir ajuda, mas a estrada parece não ter fim e toda vez que eles param, algo acontece. Quando a mulher de branco e o carro preto começam a significar morte, eles começam a revelar segredos enquanto tentam sobreviver.

Desde o início, o desenvolvimento de Rota do Morte instiga o espectador a ficar na beira da cadeira, tentando saber o que o final reserva para aquela história, apesar de tudo lá ser familiar. No entanto, algo que eu não gostei foi o humor negro que foi colocado entre as cenas tensas. Tem umas cenas comicamente absurdas, como uma masturbação cerebral (vocês vão ver quando assistir), que quebravam o clima.

No entanto, a medida que os minutos passam e a história vai se desenrolando, você fica completamente imerso, criando teorias em sua mente. E as técnicas utilizadas pela dupla de diretores Jean-Baptiste Andrea e Fabrice Canepa ajuda a criar o elemento da claustrofobia, quando você vê que todas as chances vão virando caminhos sem saídas (uma referência ao título original do filme, Dead End). Um ótimo exemplo são aquelas cenas em que mostravam a estrada sem fim por cima.


O elenco está muito bom, tendo em liderança o trio Ray Wise, Alexandra Holden e a incrível Lin Shaye, que depois que fez a trilogia Sobrenatural começou a ser mais reconhecida. Apesar dos outros terem seus momentos de atuação, é Shaye que mais chama atenção, se saindo bem tanto nas cenas dramáticas quanto nas cômicas.

Particularmente, eu teria gostado mais do filme se não tivesse descoberto o final nos 30 minutos dele. No entanto, devo admitir que a história é boa, e detalhes técnicos como iluminação, fotografia e ambientação ajuda a construir um clima tenso cheio de suspense. Ainda assim, recomendo pra aqueles que procuram um filme bom pra ver na Netflix, pois sei que alguns gostarão.
por Neto Ribeiro

Título Original: Dead End
Ano: 2003
Duração: 80 minutos
Direção: Jean-Baptiste Andrea, Fabrice Canepa
Roteiro: Jean-Baptiste Andrea, Fabrice Canepa
Elenco: Ray Wise, Lin Shaye, Mick Cain, Alexandra Holden, William Rosenfeld, Amber Smith
 

Um comentário :

  1. Anônimo11/20/2016

    masturbação cerebral?! KKKK achou q ela tava se masturbando?! tocar no cerebro faz isso mesmo... kkkkkkkkkkkkk rindo até 2030

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