25 de dezembro de 2015

Crítica: Always Watching - A Marble Hornets Story (2015)


O Slender Man é uma figura já bastante conhecida pela internet. Sua história começou com uma brincadeira, naquelas CreepyPastas falsas e logo se popularizou. Desde então, um filme próprio contendo o Slender Man como vilão sempre foi um grande anseio dos fãs até chegar Always Watching: A Marble Hornets Story, produção quase desconhecida que foi lançada sem nenhum marketing mas com um trio de rostos conhecidos (para alguns, como eu). Infelizmente, o filme não é o que o personagem merecia mas pode-se considerar um bom começo.

Ele é baseado numa websérie de 2009 chamada Marble Hornets, criada na época que as pessoas ainda achavam que o Slender Man era real. A história era a seguinte: um cara começa a investigar um filme estudantil feito por um amigo seu que se isolou da sociedade após desistir do projeto. Aos poucos ele começa a ser perseguido por uma entidade chamada de O Operário, que logo se revela ser o famoso Slender Man.


Já o filme acompanha uma equipe jornalística de uma TV local, formada pelo cameramen Milo (Chris Marquette, Freddy X Jason), a repórter Sara (Alexandra Breckenridge, American Horror Story e The Walking Dead) e o produtor recém-chegado Charlie (Jake McDorman, Limitless), que durante uma reportagem corriqueira acabam encontrando um possível caso de desaparecimento de uma família inteira.

Na casa vazia, eles encontram apenas uma caixa com vários vídeos. O encarregado de assisti-los é Milo, que logo percebe a presença de um homem sem rosto em grande parte deles. Detalhe que, ele só pode ser visto por uma certa câmera - elemento semelhante ao usado em Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma. Aos poucos, Milo vai enlouquecendo, uma vez que ele mesmo se vê assombrado pelo mesmo homem. A princípio, Sara e Charlie não acreditam na história, mas quando o perigo vai se aproximando deles, os três terão que descobrir o paradeiro da família para que assim possam se salvar.

Toda história do filme é documentada através de câmeras, no formato found footage, já que o personagem principal é um cameramen. Por isso, grande parte da história pode se tornar previsível, mas pelo menos a primeira parte do filme é bem comandada. O problema é a segunda parte, para ser mais preciso, o final. Parecia que o desfecho foi escrito apenas para dar um fim rápido a história. O interessante é que o mesmo é parecido com vários outros fins de filmes de fantasmas/demônios/entidades recentes.

Chega a ser uma pena, pois o filme ia muito bem. As primeiras aparições do Slender (que no filme é chamado de "O Operário") são bem tensas e conseguem bater aquela sensação de medo. Mas ao longo do filme, as aparições dele vão ficando bem chatas, por apenas um motivo: toda vez que ele aparece, na edição colocaram algum efeito de fita VHS, algo do tipo, o que acaba "avisando" que ele vai aparecer, ao invés de deixar a surpresa pro espectador de perceber que ele está "sempre observando", como o título sugere.

Portanto, não sei se recomendo ele para alguém. Tem partes boas, mas o final estraga tudo. Pode ser que alguns gostem, assim como pode ser o contrário. Mas ainda espero um filme completamente decente do Slender Man. Manda pro James Wan!

por Neto Ribeiro


Um comentário :

  1. Anônimo3/08/2017

    Esse efeito vem dos jogos de Slenderman que quando ele se aproxima você tem essa sensação, a tela começa a falhar e passar a sensação esquisita.

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