20 de janeiro de 2016

Crítica: A Última Premonição (2016)


A produtora Blumhouse é uma das grandes movimentadoras do gênero terror/suspense atualmente. Quase sempre faturando com seus filmes de baixo orçamento, como os sucessos Atividade Paranormal, A Entidade, Uma Noite de Crime, entre outros, a empresa tem como característica a produção de inúmeras sequências (como os citados acima), mas produz também aqueles que são lançados em circuito limitado, às vezes chegando apenas em DVD fora do Brasil (como o mediano Curve ou Creep). Um desses casos é Visions, o qual seria lançado em 2014, mas foi adiado por quase dois anos por conta da má recepção em exibições-teste. Apesar de ter saído diretamente em DVD no Reino Unido no final do ano passado, Visions será lançado em alguns cinemas americanos dia 2 de Fevereiro deste ano.

Com alguns nomes conhecidos no elenco, o longa-metragem é um suspense sobrenatural que só toma identidade própria no final. Antes disso, ele anda pelo caminho convencional dos filmes com o mesmo tema: um casal se muda para uma casa isolada para recomeçar a vida após algum incidente, que no caso foi um acidente envolvendo a protagonista Eveleigh (Isla Fisher, a ruivinha de Truque de Mestre) e um bebê de um outro carro que acabou falecendo. Junto ao marido David (Anson Mount, Tudo por Ela), ela tenta reabrir uma vinícola local como um meio de superação.

Nesse momento, ela está grávida e parou de tomar os antidepressivos que tomava após o acidente por se sentir culpada pela morte do bebê. No entanto, aos poucos ela começa a ver e ouvir coisas: uma pessoa encapuzada, uma chaleira apitando, batidas na porta. Ela então começa a investigar o por que dessas visões, enquanto todos acham que ela está enlouquecendo.


Tendo como referência obras como O Bebê de Rosemary e A Invasora, o maior problema de Visions é, como mencionado anteriormente, a falta de identidade. Até a metade da narrativa, vemos um desenvolvimento bem preguiçoso e algumas cenas de sustos sem muito êxito. À medida que o final vai chegando, torna-se bem cansativo, mas é nessa parte que o longa-metragem vira o jogo por trazer um final bem original e interessante, que infelizmente não o salva. Digamos que a conclusão serve como um tapa na cara pra nos acordar. Dependendo de como você reage ao decorrer do filme (interessado ou cansado), o desfecho será a carta na manga para fazer você gostar ou não.

No final das contas, temos um suspense que peca apenas por passar muito tempo num ritmo devagar para deslanchar apenas no final. Trará uma imagem mediana para a maioria do público, ou então, dividirá em extremos: muitos irão gostar, outros irão detestar. Como falei, depende de como você assiste a ele.
por Neto Ribeiro

Título Original: Visions
Ano: 2016
Duração: 82 minutos
Direção: Kevin Greutert
Roteiro: L.D Goffigan, Lucas Sussman
Elenco: Isla Fisher, Anson Mount, Gillian JacobsJim Parsons, Joanna Cassidy, Eva Longoria

Um comentário :

  1. Anônimo1/31/2017

    big bang a teoria o sheldon da serie rs

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