19 de fevereiro de 2016

Crítica: Robert - O Boneco (2015)


Antes de Chucky... Antes de Annabelle... Havia Robert.

Filmes com bonecos assassinos ganharam bastante notoriedade depois do sucesso de Brinquedo Assassino lá em 1988, de lá pra cá tivemos perolas como Mestre dos Brinquedos (1989), Demonic Toys (1992), Boneca Assassina (1992), entre outros...Grande parte dos filmes dos filmes na mesma pegada da franquia Brinquedo Assassino, com a mesma premissa de bonecos vivos matando gente e tocando o terror. Com o tempo esse subgênero se desgastou e no fim dos anos 90 e inicio dos anos 2000 quase não se via mais filmes nesse estilo (Com exceção de algumas continuações do Mestre dos Brinquedos lançadas direto em DVD sem destaque), James Wan conseguiu dar um novo sobro de criatividade no subgênero com filmes como Gritos Mortais (2007), Invocação do Mal (2013) e Annabelle de 2014 (spin off de Invocação do Mal produzido por ele).  A boneca Annabelle rendeu tanta grana na bilheteria que serviu como ponte para outros filmes, entre eles Boneco do Mal (2016) que já está em cartaz nos cinemas e o picareta Robert The Doll (2015) que eu vou comentar agora!

Robert The Doll, foi escrito, produzido e dirigido por um tal de Andrew Jones. Puxando a filmografia dele no IMDB vi que é um dos produtores mais picaretas da atualidade, tendo produzido tranqueiras como Night of the Living Dead: Resurrection (2012), The Amityville Asylum (2013), Silent Night, Bloody Night: The Homecoming (2013) e Poltergeist Activity (2015), The Last House on Cemetery Lane (2015). entre outros... Boa parte filmes com mão da produtora Asylum, especializada em copiar filmes de sucesso. Dá pra dizer que Robert é o primo pobre do Chucky e da Annabelle, o argumento do filme na primeira metade é bem semelhante ao filme da Annabelle e na segunda metade se torna um plágio ruim de Brinquedo Assassino.

"Antes de Chucky... Antes de Annabelle... Havia Robert" A tagline picareta do poster tem certa lógica já que o tal boneco Robert do titulo é baseado em uma história do inicio de 1900, história essa que foi a fonte de inspiração de Don Mancini ao criar Chucky. Saiba mais aqui. Lendo a tal história que “inspirou” o filme é fácil dizer que o diretor tinha carta na manga pra criar um filme bom, mas decidiu pegar o caminho mais fácil e copiar Annabelle e Brinquedo Assassino sem nenhum empenho em fazer algo novo ou diferente e transformando o filme em uma cópia ruim como vários outros filmes da Asylum.

Você já percebe a picaretagem na primeira cena onde até uma fala de Insidious é copiada de forma disfarçada quando uma médium fala “Não é a casa que é assombrada.... É o seu boneco”, corta para os créditos com uma trilha sonora em forma de cantiga infantil claramente copiada do Bebê de Rosemary (1968).

"Fale comigo de uma vez, se não eu vou te jogar no fogo!!!"

Quando Agatha, a antiga emprega não é mais capaz de fazer um trabalho decente na residência da família Otto, Jennifer a demite. Como uma forma de vingança, ela dá a seu filho Eugene o tal boneco chamado Robert. Após receber o presente, estranhos acontecimentos começam a acontecer na residência da família. Jennifer rapidamente suspeita que a causa de tudo tem a ver com o boneco estranho macabro. Por causa de seu histórico de doença mental, seu marido não acredita em nada do que ela diz e Eugene começa a conversar com o boneco como se ele estivesse vivo.

O filme se desenvolve com uma sucessão de clichês mal usados e tudo que a gente já viu de forma melhor em outros filmes...O menino que faz Eugene em momento nenhum convence como uma criança inocente que acredita no fato do boneco estar vivo, ainda mais pela idade do ator, o papel deveria ser de uma criança de menos de 5 anos.

Willem Dafoe, The Doll

As cenas plagiadas de Brinquedo Assassino são de dar vergonha, O boneco anda pela casa, deixa pegadas de açúcar e a família desconfia que seja o moleque, mesmo o tamanho das pegadas seja bem menor em relação a ele. Os atores também não ajudam, a atuação dos dois em momento nenhum soa como algo natural, é tudo muito forçado, chega a ser engraçado a cena em que a Jennifer obriga o boneco a falar.

A falta de criatividade na direção é tanta que o filme tem várias cenas repetidas com um close no rosto do boneco e a tal música com cantiga infantil, muito parecido com cenas do filme da Annabelle. No terceiro ato, como eu já tinha comentado, o filme virá um plágio ruim de Brinquedo Assassino e é ai que o filme desaba de vez, sem contar o desfecho porcamente copiado de Halloween IV (1988).

Robert The Doll é só mais uma produção ruim com mão da Asylum, só vale a pena se for para encarar como comédia involuntária, dá pra tirar uns risos e nada mais de bom!

por Marcelo



2 comentários :

  1. Ontem assisti um filme com esse mesmo título pensando ser esse que se diz ser de 2016/2017 e os acontecimentos é depois dessa história.É mais uma cagada das produtoras brasileiras com o título?E alguém tem alguma informação sobre o filme "Toymaker", que seria sequencia do filme que eu assisti ontem?.Grato.

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    1. Ramon, houve uma confusão nos títulos. Pelo o que eu vi pesquisando, este é o primeiro filme. Depois dele teve A Maldição do Boneco Robert (2016) e Robert and the Toymaker (2017).

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