19 de abril de 2016

Crítica: 1408 (2007)


Uma reimaginação menos impactante de O Iluminado. Para mim, essa é a melhor descrição de 1408, suspense de 2007, baseado num conto de mesmo nome de Stephen King, presente no livro Tudo É Eventual. Sem dúvidas, King teve como inspiração sua própria obra clássica para criar essa história. E tal adaptação foi muito bem vinda, principalmente por que todos sabem que filmes baseados em histórias de Stephen King tem aos montes, mas poucos são realmente bons, certo?

No papel principal está John Cusack (2012) como o escritor Mike Eslin. Seu primeiro livro foi um drama muito bem recebido, mas depois dele, Eslin resolveu se dedicar a escrever livros meia-boca, como "10 Cemitérios Assombrados dos EUA" ou "10 Hotéis Assombrados dos EUA". Para escrevê-los, Eslin visitava vários locais e os selecionava para colocar em seu livro. Resultado: Não há muitos fãs dele.

Após finalizar seu último livro sobre hotéis assombrados, Eslin recebe um cartão postal de um hotel de Nova York, com uma mensagem: "Não entre no quarto 1408". Adivinhem o que ele faz? Vai atrás do quarto, onde várias mortes - de suicídios a acidentes - ocorreram. Desde o início, vemos a personalidade de Eslin. Ele é um cara cético, que realmente só faz esses livros para desacreditar as histórias.

Claro que no começo não é fácil. O próprio hotel se recusa a hospedá-lo no bendito quarto. Com a ajuda de seu editor chefe (Tony Shalhoub), ele consegue reservar o quarto. Chegando lá, ele é recebido pelo gerente do hotel, Olin (Samuel L. Jackson), que tenta a todo custo chegar a um acordo com Eslin, para que ele não vá para o quarto. Nessa hora, Olin resolve entregar um grande arquivo, detalhando todas as 56 mortes que ocorreram no local, mas Eslin ainda insiste em ficar no quarto. Vendo que não teria como desconvencê-lo, Eslin acaba cedendo. E a partir do momento em que ele entra no quarto, tudo muda.


Uma boa jogada do roteiro foi procurar manter a paranoia, deixando grande parte do filme se passar apenas no quarto, enquanto as coisas vão acontecendo, fantasmas, visões, etc, e vemos Eslin ir do ceticismo à insanidade - o que me fez lembrar bastante Ash sozinho na cabana em Evil Dead 2. Apesar de que, certos detalhes meio que quebraram o clima, como alguns sustos fáceis e até os fantasmas "preto-e-branco".

A direção de Mikael Hafstrom foi certa para o filme, por que ele conseguiu recriar todo o clima de pesadelo que a história pede. E como eu falei no início, o desenvolvimento do filme lembra bastante O Iluminado, trocando o Hotel Overlook pelo quarto 1408, grande parte devido à direção do cara, que acerta em cheio em alguns detalhes.

AVISO DE SPOILERSO que me incomodou um pouco foi à medida que o final ia chegando, o filme foi se tornando maçante. Mas então, descobri que a versão que eu tava vendo (eu tinha baixado) era a versão do Diretor, com uns 10 minutos a mais, além de um final diferente do que vem no DVD e da versão disponível na Netflix. Isso por que o primeiro final do filme (o que eu vi) acabava com Eslin colocando fogo no quarto e morrendo queimado. Nas exibições-teste, o público não gostou e pediu um final menos pessimista. Daí, eles fizeram o final que foi exibido nos cinemas e lançado oficialmente, em que Eslin consegue sair do quarto achando que tudo foi um pesadelo, mas ao ouvir as gravações que tinha feito, escuta a voz da filha morta conversando com ele. FIM DOS SPOILERS.


1408 não é um filme original, mas é interessante de acompanhar. No entanto, não é nada demais. Serve de entretenimento descompromissado.

DISPONÍVEL NA NETFLIX

por Neto Ribeiro

Título Original: 1408
Ano: 2007
Direção: Mikael Hafstrom
Roteiro:  Matt Greenberg, Scott Alexander, Larry Karaszewski
Elenco: John Cusack, Samuel L. Jackson, Mary McCormack, Tony Shalhoub, Len Cariou



Um comentário :

  1. Anônimo7/05/2017

    Sinceramente, não achei nem um pouco legal esse filme. Não indicaria ele nem para meu pior inimigo, não chega a ser uma tranqueira like "Asylum" mas também não é bom.

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