13 de abril de 2016

Crítica: Caso 39 (2009)


Sabe aqueles filmes que você sempre via na locadora mas nunca se interessava de alugá-lo? Caso 39, suspense estrelado pela Renee Zellweger, era um deles. Foi só depois de uma exibição na TV aberta, e pelo ""marketing"" boca a boca de quem viu, que eu fui me interessar e assisti o filme com as expectativas lá em cima. Não preciso nem dizer o quão broxante foi, certo?

O caso de Caso 39 é interessante de comentar e triste de aceitar. Isso por que a história dele é interessante demais para um desenrolar fraco que ele tem. Além de que, o filme consegue segurar o suspense até a metade da projeção. Depois disso, é tudo clichês enlatados , num final que considero bem decepcionante.


Admito também que foi um filme que sofreu bastante descaso da distribuidor, sendo lançado quase 4 anos após suas filmagens iniciais (foi filmado em 2006 e lançado em meados de 2010). Várias cenas foram reescritas, retalhando a história do filme, além de várias cenas deletadas e nunca mais vistas, nem no DVD. Tudo isso junto e um pouco mais foi o verdadeiro vilão de Caso 39.

Na história acompanhamos Renee no papel de Emily Jenkins, uma assistente social infantil que acaba ficando a cargo de um caso de possível violência. Chegando no local, ela conhece o casal Edward e -Margareth Sullivan (Callum Keith Rennie e Kerry O'Malley) e a filha deles, a tímida olha o nome da peste Lilith (Jordelle Ferland, Silent Hill). Apesar de tentarem parecer normais, Emily sabe que há algo de errado.

Quando numa noite Lilith é quase morta pelos pais, ela vai parar na casa de Emily, que tenta adotá-la. A princípio, Emily faz de tudo para proteger a garota. No entanto, misteriosos assassinatos começam a rodeá-la e Emily começa a ter razões para acreditar que a menina pode não ser o anjo que ela acreditava...


Todo o mistério que o roteiro tenta construir não dura muito, até por que a trama é completamente clichê. Levando em conta que filmes como A Profecia, O Anjo Malvado ou até A Orfã tem histórias semelhantes em relação às crianças, isso é um ponto a menos pois já sabemos tudo que vai acontecer com o roteiro previsível antes mesmo do filme chegar a metade.

O desfecho foi o que realmente me decepcionou. Pois sabe como é, quando um filme não vai indo muito bem, você aposta no final para dar aquele up, certo? Mas acho toda aquela cena final bem forçada, além de que a conclusão da história é aquela típica covarde de filminho americano, sem colhões. Pior ainda é o jeito que as coisas são finalizadas, tão facilmente. Uma demônia "forte" daquele jeito morrer afogada por que não consegue sair de um carro? Haja paciência. Ainda digo que um finalzinho pessimista de vez em quando não machuca ninguém... O mais próximo que o filme chega disso é um final alternativo em que tanto Emily quanto Lilith conseguem sair do carro debaixo d'água, só que Emily vai presa e Lilith é mandada para uma nova família adotiva.


No elenco ainda há dois nomes bem conhecidos: Ian McShane como o chefe de Emily e Bradley Cooper (pré-Se Beber Não Case) como um interesse amoroso da protagonista. A própria Renee está bem no filme e faz tudo que pode para segurá-los nas costas, assim como a antagonista Jordelle Ferland, que hoje em dia anda meio sumida (o último filme que lembro de ter a visto foi O Segredo da Cabana), mas naquela época era a mais procurada para fazer meninas endiabradas. Interessante comentar que Chloe Grace Moretz e Isabelle Fuhrmann (que fez Esther em A Orfã) estavam cotadas para o papel de Lilith.

Para terminar o texto, Caso 39 é um filme esquecível. É até legalzinho de assistir e posso até recomendar para ver com alguns amigos, sem muito compromisso. Ele tinha mais potencial (eles sempre tem) mas não soube aproveitar bastante. Depois que tudo se desenrola e as cartas estão na mesa, o roteiro não sabe como jogar mais e vai na sorte.
por Neto Ribeiro

Título Original: Case 39
Ano: 2009
Duração: 109 minutos
Direção: Christian Alvart
Roteiro: Ray Wright
Elenco: Renée Zellweger, Jordelle Ferland, Bradley Cooper, Ian McShane, Callum Reith Rennie

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