2 de abril de 2016

Crítica: The Girl in the Photographs (2016)


Mais conhecido como o último projeto de Wes Craven (que faleceu em Agosto do ano passado), The Girl in the Photographs é um thriller que estreou no Festival de Toronto de 2015 (mas só foi lançado oficialmente agora), com críticas negativas. No entanto, a história parecia promissora e eu sou daquelas pessoas que não confia muito em críticas profissionais. Prefiro assistir o filme e tirar minhas próprias conclusões, até por que quantos filmes ótimos por aí tem um índice de aprovação baixo no Rotten Tomatoes, por exemplo?

Desde que o trailer foi lançado há algumas semanas, eu vi esperança deste ser um bom filme. No entanto, não criei expectativas. Isso por que, Wes Craven (que estava produzindo o filme) já carregava uma fama de produzir filmes ruins. Enquanto alguns de seus próprios filmes se tornavam clássicos (vide A Hora do Pesadelo, Pânico, Quadrilha de Sádicos, etc...), aqueles projetos que o mesmo se envolvia sempre era uma patada. Se você assistir Habitantes da Escuridão (They, 2002) ou a trilogia Drácula da Dimension, vai saber do que estou falando.


A premissa é interessante e é a seguinte: Na cidadezinha de Spearfish, Colleen (Claudia Lee) está sendo stalkeada por alguém que deixa fotos macabras de mulheres mortas para ela. A polícia inútil não faz nada, por que segundo eles, "Sem corpo, sem crime". Quando a notícia chega aos ouvidos de Peter (Kal Penn, dando uma de sério), um fotógrafo da cidade que vive em Los Angeles, ele vai com sua equipe até Spearfish, para tentar fazer um ensaio baseado no caso. Mas Colleen se vê cada vez mais em perigo, à medida que mais fotos chegam.

Se passou pela sua cabeça que o filme teria suspense, então você está brutalmente errado. O filme é uma bagunça e todo o potencial da história é perdido em cenas sem suspense ou clima de tensão algum, mortes off-screen e diálogos escrotos. Grande parte das mortes ocorrem já nos últimos 20 minutos do filme e são sem nenhuma emoção (apesar de ter muito sangue). Quando achamos que o final vai surpreender, o filme corta para a tela preta e deixa tudo incompleto e muitas perguntas.

Grande parte dessa falta de suspense se deve ao fato do roteiro mostrar os dois assassinos sem a máscara, além de mostrar a vida normal deles. As poucas cenas envolventes são aquelas em que vemos os dois, no silêncio, com as máscaras bizarras, parados no canto da tela observando. Então acho que foi um tiro no pé ter tirado isso - cortou bastante o clima.


A direção de Nick Simon (roteirista do péssimo A Pirâmide) é deslocada, assim como o roteiro fraco e sem muita ação - e seus personagens ridículos. A protagonista é até suportável, interpretada pela bonitinha Claudia Lee (Hart of Dixie). Indo em contra mão há o irritante Kal Penn, com o seu mais irritante ainda personagem, o fotógrafo Peter, que toda a vez que abria a boca me dava vontade de dar um tiro na tela. Seus parceiros de cena também são irritantes e nada contribuem à trama. Até quando eles morrem, não há nem aquela satisfação.

A mão de Wes Craven é pouco notada nessa produção esquecível e dificilmente concretiza a frase que estampa o poster: "Um thriller violento que deixaria Wes Craven orgulhoso". The Girl in the Photographs não funciona como suspense, nem muito menos como terror. Se puder passar longe do filme, poderá gastar 1h30m com outro filme mais produtivo.
por Neto Ribeiro
Título Original: The Girl in the Photographs
Ano: 2016
Duração: 90 minutos
Direção: Nick Simon
Roteiro: Nick Simon, Oz Perkins, Robert Morast
Elenco: Claudia Lee, Kal Penn, Kenny Wormald, Toby Hemingway, Miranda Rae Mayo, Luke Baines, Katharine Isabelle, Mitch Pileggi

2 comentários :

  1. Anônimo4/05/2016

    putz critica no sense! alias sempre metendo pau nos filmes!
    Da nem tesao de ler suas criticas, pra vc sempre tudo ta ruim. me poupe!

    Saudades marcelo!

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    1. Pior que to notando que todo filme novo que vejo é ruim. Vou começar a selecionar os filmes para fazer as críticas, rs.

      Abraços.

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