12 de maio de 2016

Crítica: Floresta do Mal (2007)


Três anos depois de lançarem o Pânico na Floresta, a Fox resolveu lançar uma sequência, principalmente depois do gancho deixado no final do primeiro. Eles só não imaginavam que dariam corda para outras 4 sequências horríveis de assistir. No entanto, na minha opinião, só o primeiro e esse se salvam na franquia. Não que esse seja algo fantástico. Mas é ainda divertido e tem uma história meio coerente pelo menos.

Crítica: Pânico na Floresta (2003)

Floresta do Mal (Wrong Turn 2: Dead End) foi lançado direto em DVD, diferente de seu antecessor. Lembrem-se que lá em 2007, os DVDs ainda faziam bastante sucesso e o famoso Torrent não era tão usando quanto hoje. Portanto, para a surpresa deles, o filme vendeu e muito. 

Para continuar a história, sem prejudicar a cronologia do anterior, o roteiro da dupla Turi Meyer e Al Septien fizeram algo bem criativo. A ideia de que os participantes de um reality show estariam sendo mortos numa floresta deixou o filme bem chamativo. Apesar de tal ideia já tenha sido realizada em filmes como por exemplo Halloween: Ressurreição ou O Olho Que Tudo Vê. No entanto, o novo ambiente e a família canibal dá um ar de novo na história, que se torna bem divertida, cheia de gore e efeitos práticos (coisa que se perdeu nos filmes seguintes, com sangue feito em CGI e dilacerações falsas pra baralho).


Robin e Hood

A abertura bem original traz uma das participantes do reality show indo até o set. No meio da estrada, ela atropela acidentalmente alguém. Quando desce do carro para verificar, ela acaba sendo atacada pela pessoa, que é na verdade um dos canibais da família deformada. Sem esperar, ela acaba se deparando com outro canibal, que brutalmente a rasga em dois verticalmente com um machado. A cena é cheia de gore e muito bem feita. Muitos não sabem, mas inicialmente, quem iria fazer essa cena era a Elisa Dushku, a protagonista Jessie do primeiro filme, mas acabou não rolando.

Depois disso, somos apresentados aos personagens do reality, que é um tipo de Survivor numa floresta em West Virginia (a mesma do filme anterior, onde trocentas pessoas desapareceram mas ninguém nunca achou nada, rs). O apresentador é um ex-coronel da marinha, Dale Murphy (Henry Collins, He Never Died). Os participantes variam: Tem a gótica conceitual Nina (Erica Leerhsen, O Massacre da Serra Elétrica e Bruxa de Blair 2), o ex-jogador Jake (Texas Battle, Premonição 3), uma ex-combatente Amber (Daniella Alonso, O Retorno dos Malditos), um skatista Jonesy (Steve Braun) e a modelo Elena (Crystal Lowe, também de Premonição 3 e Natal Negro). Há também a produtora do reality, Mara (Aleksa Palladino, A Seita), que substitui a que foi morta no início, além do showrunner M (Matthew Currie Holmes).

A ação começa quando Nina e Mara resolvem explorar a floresta. Logo elas acham o quê? Uma cabana. Assim como no primeiro, elas são surpreendidas quando os donos chegam e elas tem que se esconder, mas acabam presenciando algo bizarro. No caso, uma deformada dar luz a seu filho. Muito nojento, rs.

Tripas com cuscuz.

A partir daí, a família resolve sair matando geral. Algumas mortes são até criativas e algumas bem gráficas, com corpos explodindo até uma flechada que acerta duas pessoas no olho. Outras são bem idiotas, como a Crystal Lowe (nua, nada que não tenhamos visto antes, rs) tem suas costas esfaqueadas por uma deformada. O grande show de sangue vem no final, quando os sobreviventes encontram um galpão onde A Grande Família vive. Vemos desde o jantar sendo preparado, com direito a cabeça decepada e tripas na mesa até os deformados num grande triturador que leva os dejetos a barris transbordando de sangue e miolos, detalhes que remetem à O Massacre da Serra Elétrica.

Para minha surpresa, vi que no Rotten Tomatoes o filme tem 78% de aprovação, enquanto o primeiro (que é claramente o melhor de toda a franquia) tem apenas 41%. Apesar de divertido, o filme sem dúvidas tem suas falhas, falhas essas que se repetiram nas sequências, já que os roteiristas acharam que o sucesso de vendas se repetiria. As mortes exageradas e a falta de suspense que tanto tinha no primeiro são os principais defeitos que se tornariam constantes no resto da franquia.

por Neto Ribeiro

Título Original: Wrong Turn 2 - Dead End
Ano: 2007
Duração: 93 minutos
Direção: Joe Lynch
Roteiro: Turi Meyer, Al Septien
Elenco: Erica Leerhsen, Henry Rollins, Texas Battle, Kimberly Caldwell, Crystal Lowe, Aleksa Palladino, Daniella Alonso, Steve Braun, Matthew Currie Holmes

5 comentários :

  1. Nesse filme temos outra explicação do motivo de eles nascerem deformados(acho que esgoto radioativo), mas no primeiro filme diz que foi incesto, mas acho que as duas coisas se misturam, me pergunto se os protagonista tanto desse filme quanto do anterios não acharam melhor chamarem a policia(principalmente na cena do filme 2 em que existe dezenas de carros abandonados), eles vencem no final e simplesmente acham que tudo acabou, mas como sempre temos um gancho que não parece fazer parte da sequencia.

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    1. É verdade. O gancho deixado nesse não é bem explorado no Pânico na Floresta 3, que na cronologia da série, é o último. O 4 como todos sabem é o início e os outros 2 são sequências do 4 e provavelmente se passam antes do primeiro.

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  2. Nunca nenhum filme da franquia irá superar o primeiro.

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  3. Anônimo7/06/2017

    Na minha opinião,o primeiro e segundo são os melhores,os resto apelaram muito na parte do sexo.

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