23 de maio de 2016

Expurgo: Dissecando a Franquia Uma Noite de Crime


"Abençoados sejam os novos fundadores por nos deixarem expurgar e purificar nossas almas. Abençoada seja a América, uma nação renascida."

E aí pessoal, hoje vou falar de um filme já debatido aqui. O Marcelo fez a sua crítica sem spoilers do filme, então, se você ainda não o viu, você pode ler a crítica dele aqui embaixo. A minha análise baixo é cheia de spoilers.

Uma Noite de Crime
Uma Noite de Crime: Anarquia
Uma Noite de Crime: Ano da Eleição 

O filme em questão se passa num futuro não muito longe, em 2022 (o segundo filme se passa em 2023 e o terceiro se passará em 2024) nos Estados Unidos. Nesse futuro, existe um feriado onde as pessoas podem, por 12 horas (das seis da tarde até as seis da manhã) fazer o que quiser, matar, estuprar, roubar Tic Tac no supermercado, enfim, tudo sem qualquer represália ou punição da lei. Hospitais e delegacias não funcionam nesse período de tempo. Esse feriado se chama Carnaval The Purge.

Como o título sugere, falarei do filme “The Purge” ou “Uma Noite de Crime” e de sua sequência tentando fazer uma análise sobre o que é mostrado nesses longas. Eu vi esse filme e a sua sequência recentemente, não sou fácil de se empolgar com uma película muito comentada pelas redes sociais por saber que posso quebrar a cara ao assistir esse filme da qual me deu muitas expectativas pelas criticas e perceber que não era isso tudo que tanto falavam. E por conta disso, só vejo esses longas-metragens tão comentados quando tenho vontade, no caso desse filme e de sua sequência, só semana passada. 

O primeiro filme foi lançado em 2013, é dirigido e roteirizado pelo James DeMonaco, e trás no seu elenco principal Ethan Hawke que já havia trabalhado no excelente “Sinister” em 2012 e Lena Headey de “O Exterminador do Futuro As Crónicas de Sarah Connor” de 2008/2009, “300” de 2006 e de “Game of Thrones”2011\2016. Só daí nós podemos ver o elenco de peso do filme.

O filme trás críticas interessantes e geram debates a questões sociais, econômicas e politicas:

Sociais: Não só pelo que fica subtendido com ações no filme, mas pelo contexto de sua história, nós vemos que os ricos são os “vilões” da película enquanto os pobres são as “vitimas”... O fato do protagonista do filme, James Sandin, ser apoiador do The Purge e o seu trabalho relacionado a esse dia, já mostra que o seu único interesse visa o lucro financeiro em cima desse feriado vendendo as suas tecnologias de segurança para as pessoas que têm capacidade de comprar, nesse caso, ele não se importa com os outros desfavorecidos que não podem comprar tal aperelhos, apenas com o seu benefício próprio. OK, você deve estar pensando: “É o trabalho dele, ele ficou rico com a lei da oferta e procura da microeconomia...”. Mas ainda temos o fato de todo o conflito mostrado no filme acontecer devido a fuga de um morador de rua de um grupo de riquinhos que estão atrás dele para mata-lo. Simplificando, o expurgo é uma forma de controle social onde os pobres morrem e os ricos continuam ricos.

Econômica: Além do lucro que James obtém com esse dia... O fato dos ricos matarem os pobres é, em parte, de grande utilidade para o governo, sem roubos, assalto dessas pessoas para saciar as suas necessidades, um exemplo disso é o mendigo que se esconde na casa dos Sandin... Como esse mendigo se alimentava e onde ele fazia as suas necessidades se ele mora na rua? As pessoas poderiam fazer doações para ele ou o governo poderia estar o ajudando, essa segunda opção nos leva as questões políticas. Imagine na questão da competição... Duas lojas na mesma rua vendendo os mesmos produtos... O que impediria o dono de uma loja ir matar o dono da outra loja para eliminar a concorrência? Nada. 

Politicas: Imagine quanto o governo gasta para sustentar as pessoas de baixa renda com programas e benefícios... Sem essas pessoas, sem esses benefícios, logo, sem gasto. Daí vem a ideia para que esse feriado seja só uma forma de reduzir gastos políticos. Também tem a questão da eliminação dos 'inimigos' políticos, provavelmente, essa questão será abordada no terceiro filme. Mas, imagine assim. No Brasil teve as pessoas que foram a favor e contra o impeachment.. Imagine se no dia do expurgo, os governos que são a favor da queda do presidente resolvessem incentivar a matança de todos que são contra e vise versa, seria um massacre total, além de uma loucura. Então, de certa forma, seria quase uma ditadura onde, durante esse dia, a morte viria para todos que são contra o governo.

The Purge (2013):


Falando sobre o primeiro filme, eu não sei vocês, mas eu fiquei incrivelmente incomodado com as atitudes da família como um todo. Ninguém, além do pai, sabia lidar com uma situação crítica, em cinco anos com esse feriado e ninguém sabia se proteger, e levando em conta um dia onde tudo pode acontecer, o mínimo que se espera são técnicas de como a família deve agir em casos inesperados como um ataque, mas nem isso. Chegou a um ponto que eu já queria que todo mundo morresse mesmo. Além disso, outra situação que me incomodou foi na proteção da casa. O pai trabalha numa empresa de segurança, e tudo que ele coloca é aquele alumínio nas portas e nas janelas, serio? Não tem quarto do pânico, passagem secreta, paredes de concreto, geradores dentro da casa para casos de queda de energia... Ridículo.

Talvez o caso que mais dividi opinião sobre o filme está em torno da atitude do Charlie, o filho caçula dos Sandin, que ao ver um homem pedindo ajuda na rua através de uma câmera de segurança, ele desarma toda a casa e deixa o homem entrar. Muitos falam que o garoto é um dos maiores concorrentes a prêmio de ‘personagem mais burro de 2013’ (para mim ele é, mas pelos motivos que falarei mais para frente), e realmente, abrir a porta de sua casa para um estranho entrar num dia em que o homicídio é liberado, parece burrice... Mas, ao mesmo tempo, o garoto é um exemplo de empatia e compaixão ao seu próximo, ele fez o homem entrar na casa para protege-lo, esse foi um dos atos mais nobres de uma pessoa no filme inteiro. 

Provavelmente os clichês são um fator incomodante, o filme é entupido deles, a família insiste em não ficar junto devido ao roteiro mal elaborado, tipo, o namorado tenta matar o pai, e morre... A Zoey (a filha mais velha dos Sandin) foge e se esconde... Os pais vão atrás da menina, quando a encontram, o Charlie (o filho caçula dos Sandin) foge e se esconde... O filme fica nessa brincadeira de esconde-esconde por um bom tempo. Detalhe, isso tudo com o estranho que também esta escondido dentro da casa e ninguém sabe se ele é um assassino ou apenas uma pessoa tentando se esconder do grupo que estava o caçando. 

E por falar no namorado de Zoey, que garoto burro, ele se esconde no quarto dela até o Martin fechar toda a casa e alega para a garota que só quer falar com ele seriamente já que o pai dela não aceitava o relacionamento entre os dois... Aí ele resolve tentar matar o Martin na cara dura e na frente de todo mundo? Como se a namorada fosse ficar com ele mesmo depois dele ter matado o pai dela. 

Eu falei que o Charlie Sandin é dos concorrentes ao personagem mais burro de 2013, o motivo não é pelo fato de ele ter deixado um estranho entrar na sua casa, ate aí da para relevar porque existem pessoas boas no mundo... Mas, falo da parte em que o garoto esconde o mendigo no “esconderijo secreto” que a irmã dele sabia... E da parte que ele vai se esconder no porão, Charlie se esconde embaixo de um móvel com a lanterna ligada e fica apontando a lanterna para tudo quanto é porta aberta, qualquer pessoa no universo que não é cego, veria aquele moleque. No geral podemos dizer que todas as atitudes que o garoto tomou foram dignas de burrice, coisa que nem a minha sobrinha de 5 anos faria. Não teve uma cena que eu vi esse garoto e disse: "Perfeito! É exatamente o que eu faria nessa situação", nem mesmo para deixar o mendigo entrar em casa que embora tenha sido uma atitude nobre, não foi a mais inteligente.

Em “The Purge” tudo é motivo para matar. Tipo: “Eu tenho inveja de você, vou lhe matar!”, “Ahhh Você tem quatro filhos e eu tenho só dois, vou te matar!”, “O seu filho bateu no meu filho na escola, por isso vou matar toda a sua família”, “O seu pai não aceita o nosso namoro, então vou matar ele”... Gente, fala sério. O filme nos mostra um mundo surreal onde as pessoas aparentemente não tem consciência de nada, é como se no dia do expurgo, todos esquecessem que têm amigos e saem matando geral sem nem pestanejar que está tirando uma vida e que isso irá lhe perseguir pelo resto de sua vida, nada disso, matar é normal e está tudo bem, as pessoas são psicopatas e homicidas por natureza. 

O terceiro ato do filme é o ponto mais fraco, a tentativa de fazer um clima de suspense não funcionou muito bem, algumas cenas são escuras demais e o final é um pouco decepcionante. Aquela história de "Matamos as pessoas que iam matar vocês porque nós queremos matar vocês", não me convenceu... O desfecho deu a entender que as pessoas não se importam em matar, assim como também não se importam em morrer. Podemos perceber isso quando a vizinha da família implora para a Mary matá-la e acabar com tudo de uma vez. E a atitude dela foi nobre, mas duvidosa levando em conta a situação como um todo. Veja bem, os vizinhos todos tentaram matar ela e os filhos, e ela resolve deixar todo mundo vivo e praticamente ileso (???). Quem garante que esses vizinhos não vão tentar de novo no próximo ano? Se fosse comigo, no minimo cortaria as mãos de todo mundo para eles nunca mais conseguirem segurar uma arma, afinal, pode tudo.




The Purge Anarchy:

Deixando um pouco o primeiro filme de lado e partindo para a parte 2 intitulada de “Uma Noite de Crime: Anarquia”, o filme ainda é dirigido e roteirizado pelo James DeMonaco e estrelado por Frank Grillo de “Capitão América 2” e “Capitão América: Guerra Civil” e com Kiele Sanchez de “30 Dias de Noite 2”. É um elenco de menos peso se comparado com o primeiro, mas ainda sim, potente. 

Esse filme foca mais a questão da sobrevivência... São três histórias diferentes. Numa temos um casal, Shane e Liz, que estão voltando para casa, de repente o carro deles para e eles descobrem que ele foi sabotado por um grupo de expurgadores motoqueiros... Parados no centro de Los Angeles há apenas alguns minutos antes do início da tão esperada noite de purificação começar, o casal precisa correr para fugir de um possível final trágico. A outra história acompanha Leo pelas ruas violentas onde ele sai pela cidade para se vingar do homem que matou seu filho enquanto dirigia embriagado, mas não foi incriminado (este caso foi um acidente em um dia qualquer)... Podemos dizer que Leo é uma versão do Justiceiro. E por fim, Eva e Cali são mãe e filha, que são pessoas humildes, ao saberem que o pai de Eva resolveu se sacrificar para uma família de ricos em troca de dinheiro para elas... As duas têm a sua casa invadida e são raptadas devido a um assalto planejado. As quatro pessoas se unem e resolvem ficar perto de Leo que passa a se comportar como protetor e líder do grupo, planejando deixá-los seguros para depois continuar com a sua vingança.



Um ponto legal é que o filme funciona como um expansão do primeiro. Boa parte das coisas acontecem nas ruas e nós vemos outros ataques à pessoas aleatórias. Uma curiosidade que achei bem interessante é que o mendigo do primeiro filme também aparece nesse, dessa vez, como um praticante do expurgo (Ele é um dos motoqueiros que perseguem o grupo), e ele já foi confirmado para o terceiro filme, vamos ver como vai ser.

Para mim, esse é melhor que o primeiro, as situações são mais convincentes e os indivíduos que compõe o quinteto não são tão idiotas como a família Sandin do primeiro filme. No entanto, o longa insiste com alguns problemas como: A ausência de sentimentos de alguns personagens como a da Eva ao saber que seu pai havia ido se sacrificar, e também de alguns pontos óbvios como: Se você vai se preparar indo comprar mantimentos para se proteger na sua casa durante essas 12 horas, você não vai ao supermercado no dia desse acontecimento faltando minutos para ele começar, é justamente o que o casal Shane e Liz faz..

Outra coisa é que se por algum motivo você ficar nas ruas, o ideal seria ficar escondido ou, se possível, sair da cidade porque é óbvio que em cidades grandes, o centro é o lugar onde as coisas acontecem mais regularmente. Mas não, os personagens vão pelo meio das ruas para a casa de uma amiga da Eva que tem um suposto carro que pode ajudar Leo a chegar no seu ponto de destino para fazer a sua vingança. Enfim, é muita conveniência para o roteiro.

Apesar disso, a gente chega a ter uma pequena afeição pelos cinco... A gente vê eles passarem por uma coisa atrás da outra junto, e você chega a torcer para todos sobreviverem e ficarem amigos no final... Quando um deles morre e eles começam a se separar, admito, eu fiquei um pouco triste.

E por falar no final, ele me lembrou bastante "O Albergue Parte 3", aquela história de um grupo que paga para matar enquanto os outros ficam observando, dá para sentir um toque de inspiração. E dá para ficar bem tenso porque podemos perceber a desvantagem do grupo em relação aos caçadores... Tipo, os assassinos estavam com óculos de visão térmica, metralhadoras, facas, entre outras armas. Já os nossos protagonistas não tinham nada... Todos tendo que depender das habilidades do Leo para sobreviver. Essa parte não é perfeita, poderia ter sido melhor trabalhado, mas o resultado não foi ruim. Todo mundo que viu o filme comigo sentiu raiva daquela velhinha que comandava a festa, e ficamos com mais raiva ainda de ver que o Leo havia poupado ela.

Os minutos finais da qual é mostrado o desfecho da vingança do Leo, eu achei boa, uma das melhores partes do filme, pois mostrou um pouco de humanidade o que acabou se contradizendo a proposta do filme. Essa continuação mostrou outros pontos para criar debates acerca de questões políticos, sociais e econômicos. Todas as criticas propostas no primeiro filme estão aqui como a família humilde que luta para sobreviver que é atacada, os ricos que pagam para matar os pobres, o governo que investe na morte do "heroísmo" que pode ser cometido por alguma pessoas... E também, num homem chamado Carmelo Johns (interpretado por Michael Kenneth Williams)  que é um líder de um grupo 'anti expurgo', ele é a referência mais forte na critica sobre o verdadeiro significado do dia do expurgo para a política e para o mercado.


Uma Noite de Crime na Vida Real (Imagens do trailer de 'The Purge Election Year').

Saindo da ficção e partindo para uma visão do nosso mundo real, esse dia jamais funcionaria por vários motivos, eu poderia parar de escrever sobre isso apenas dizendo que o The Purge é um incremento cultural que incentivaria os psicopatas, homicidas, sociopatas e as pessoas a liberarem o que há de pior dentro de si, mas sou chato e vou falar um pouco mais...

Primeiro de tudo, quando você está com raiva de alguém, você não vai esperar um ano para matar essa pessoa, é bem mais fácil você quebrar o seu celular de raiva naquele momento do que esperar esse dito dia do expurgo para quebrar o seu aparelho, até porque as pessoas vão amadurecendo e se tocando que aquela briga passada é algo banal e não vale a pena se arriscar a morrer tentando matar aquela desavença. Talvez esse dia pudesse funcionar para problemas a longo prazo como, briga de herança, é só matar as partes que estão brigando pelos bens e pronto, ou dividas pendentes como acontece com o personagem do Leo na segunda parte, ou como assassinato de parentes querido. E por causa disso, não acredito que os índices de criminalidade diminuiriam tanto a ponto de chegar a 1% como é retratado no primeiro filme... Sim, poderia (é uma possibilidade e não certeza) diminuir, mas não dessa forma.

Outra possibilidade é do aumento da violência, afinal, esse único dia estaria incentivando psicopatas, assassinos, sociopatas, a fazerem o que há de pior neles. E particularmente, não acredito que um assassino psicopata vá esperar um ano para matar ou que um assaltante que precisa de dinheiro para se drogar, vá esperar um ano para assaltar.

Não é dessa forma que acontece na vida real, de jeito nenhum, mas o filme retrata o pobre como um criminoso e imprestável, por isso os ricos querem exterminá-los no dia do expurgo... Contudo, particularmente, se fosse assim, as pessoas teriam muito mais medo dos ricos que são retratados como psicopatas alucinados e doentes pelo expurgo a ponto de tornar esse festividade quase como uma religião, do que com os pobres que só querem se proteger e tentar sobreviver a essas 12 horas. 

Os personagens dos filmes não representam os humanos da vida real... Diferente deles, nós temos sentimentos e com certeza teríamos o nosso psicológico devastado pela ideia de ter tirado uma vida, dessa forma, o governo teria que investir muito em pessoas com traumas, fobias e pertubações provocadas pelo The Purge. Sem contar na saúde, pois muitos sobreviventes iriam precisar de assistência médica. E esse tipo de custo não seria nada bom para o governo e para a economia.


Outro ponto... Imagine você trabalhando numa empresa qualquer e no dia do expurgo, um colega seu tenta te matar, mas não consegue.... Como vai ser a sua relação com essa pessoa no trabalho? No mínimo assustadora já que você esta trabalhando ao lado de uma pessoa que tentou lhe matar, e você nada vai poder fazer até o dia do expurgo do próximo ano. Simplesmente, não existe isso em qualquer dimensão existente no universo.

Então, os filmes são divertidos, o dois sendo bem melhor que o primeiro. No caso do original, o filme se perde em meio a uma historia mau feita e cenas desconexas. Já o segundo, parece que focou num ritmo e foi até o fim, e as suas falhas não ofuscam a sua diversão como acontece com o primeiro.

No fim, digo que as mensagens dos filmes são ótimas, elas tentam fazer pensar, mas o roteiro e a direção são mau trabalhados fazendo com que os dois capítulos sejam apenas mais uma diversão da qual as reações lógicas para aquela situação imposta devam ser ignoradas pelo público.

Outra coisa, esse dia do expurgo não existe na vida real, por isso não podemos comparar as suas criticas com a nossa realidade pois não temos ponto principal da discussão que é o próprio dia do expurgo, e de forma alguma a pessoa que assiste o longa deve rever a sua forma política de pensar com base nas mensagens dessas películas, eles são pura ficção.

Então, para você que já chegou a dizer para si mesmo: "Essa noite bem que poderia funcionar". Não fale isso em público que é feio, muito feio.

O terceiro filme está vindo aí, ele se chama "12 Horas para Sobreviver: O Ano da Eleição" e o seu trailer está muito interessante, é provável que o filme tente caminhar para uma realidade mais próxima que a da nossa além de ter uma história mais competente, mas isso nós só vamos ter certeza quando assistirmos, até lá, fica a nossa ansiedade.  


Sinopse: Quando o governo norte-americano constata que suas prisões estão cheias demais para receberem novos detentos, uma nova lei é criada, permitindo todas as atividades ilegais durante 12 horas. Este período, chamado de Noite do Crime, é marcado por milhares de assassinatos, linchamentos e outros atos de violência por todo o país. O intuito, segundo o governo, é permitir que todos os cidadãos libertem seus impulsos violentos, garantindo a paz nos outros dias do ano. Neste contexto vive a família de James Sandin (Ethan Hawke), um vendedor de sistemas de segurança que prospera graças à Noite do Crime. Quando o evento ocorre, no entanto, o filho de James aceita abrigar um homem perseguido por psicopatas. Logo, toda a família está em perigo, seja dentro de sua própria casa, com a presença do desconhecido, seja pelas ameaças vindas dos psicopatas em frente ao imóvel, que prometem entrar e matar a todos.


Sinopse: Num futuro próximo, o governo dos Estados Unidos instituem a Noite de Crime, um evento onde os assassinatos são permitidos, para que os cidadãos liberem os seus instintos violentos. Faltando poucas horas para o início deste feriado sangrento, cinco pessoas se encontram nas ruas: o jovem casal Shane e Liz, que não pode voltar para casa já que o carro parou de funcionar; a garçonete Eva e sua filha adolescente, sequestradas dentro de seu próprio apartamento por vizinhos selvagens, e o Sargento, um homem misterioso que vai às ruas em busca de vingança. Apesar de serem muito diferentes, eles tentam sobreviver juntos a doze horas de barbárie.









Sinopse: Após a conclusão de Uma Noite de Crime 2, o policial Barnes (Frank Grillo) se tornou o principal responsável pela segurança da senadora Charlene Roan (Elizabeth Mitchell). Em plena época de eleições, ela é uma das melhores posicionadas nas pesquisas, porque deseja eliminar de uma vez por todas a noite de crime. Mas seus planos não saem como esperado.












Por: Michael Kaleel.

Um comentário :

  1. Muito bom post, acho que sua opinião é muito bem bolada, e nunca os dados que o filme mostra se realizaria, como 1% de desemprego e a queda da violência, penso que a violência aumentaria mais ainda pelo fato dos pobres precisarem roubar para sobreviver ao feriado. Mas para completar, a noite do expurgo traria muito mais violencia e mortes em um dia do que no ano inteiro, ai vale pensar se vale a pena sobreviver um dia ou o ano inteiro.

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