21 de junho de 2016

Crítica: Jeruzalem (2015)


E o found footage continua se desgastando em produções atuais de terror! O mais novo filme no estilo é o Israelense JeruZalem, produção dirigida pelos irmãos Doron e Yovan Paz, com uma ideia bem básica de apocalipse, portões do inferno e criaturas aladas, tudo por um único ponto de vista, como já foi mostrado no trailer. O conceito é interessante e mesmo com o estilo já saturado de filmagem em primeira pessoa, o filme consegue inovar ao introduzir óculos smarthclass como o foco principal da gravação e a favor da história.

O filme abre com uma gravação antiga mostrando padres, pastores e pessoas religiosas se reunindo em uma parte afastada da cidade de Jerusalém, onde uma mulher voltou a vida 3 dias após o sepultamento em forma de criatura alada. Essa primeira cena estabelece que um dos 3 portais do inferno foi aberto naquele local e anuncia que um futuro apocalipse cairá sobre a terra.

Após a cena de abertura promissora, o filme segue a partir do ponto de vista do smarthclass usado pela protagonista Sara (Danielle Jadelyn), uma americana que está lamentando a morte do irmão em um acidente (Algo que o roteiro não explora, nem dá muitas informações). Tentando deixar a tristeza de lado, ela planeja uma viagem para Tel Aviv com a amiga Rachel (Yael Grobglas do também Israelense Rabies). No avião elas conhecem um cara chamado Kevin (Yon Tumarkin), que se diz interessado em arqueologia, se dizendo o Indiana Jones moderno. Elas trocam um papo com ele, e ele chama as duas para conhecer a cidade de Jerusalém. As duas topam e a partir desse ponto o filme se desenvolve de um jeito muito parecido com O Albergue, mochileiros viajando e conhecendo partes turísticas da cidade, se hospedando em um albergue, fazendo amigos....No albergue em que se hospedam ficam amigos do Omar (Tom Graziani) filho do dono do tal albergue, que os levam a noitadas pela cidade regada de bebida, música de droga. Tudo nos conformes até que, sem aviso prévio, o tal apocalipse acontece com eles no meio de tudo.

A primeira parte de JeruZalem como já foi comentado, é bem parecida com a primeira metade de O Albergue (2005). O filme gasta um tempo desnecessário em cenas sem importância, como o grupo indo a festas, conversando no albergue e fazendo passeios pela cidade, quando o filme engrena é de forma frenética e sem clima. Caindo no lugar comum dos found footages, como muita correria, tremedeira, filmagem dando pau na hora de momentos importantes, e por ai vai...


O conceito de filmagem em Smarthclass é muito bem utilizado na primeira metade do filme, quando a tecnologia funciona a favor do enredo (Apresentar personagens de forma dinâmica por reconhecimento facial e imagens de perfil geradas pelo Facebook, Google Maps, Noticias em tempo real, etc...), e também funciona por quebrar o velho clichê de personagem filmando o tempo todo, até em momentos caóticos. Mas infelizmente o filme se limita as conveniências e clichês de filmes em primeira pessoa. Impossível não lembrar de Cloverfield na segunda metade com os personagens correndo meio a destruição e a câmera tremendo.

Há um bom uso de CGI, não chega a incomodar nesse caso, já que a proposta do filme é ser algo mais fantástico e fantasioso, é bem usado e funciona (uma das poucas coisas que funcionam no filme).

A parte final de JeruZalem é sem duvida a melhor parte do filme, frenético e dinâmico. embora não tão caótico como poderia ter sido com essa premissa. Falta clima, falta impacto. Quando termina a sensação que fica é que uma boa premissa foi desperdiçada em um filme que se limitou demais e desperdiçou muito tempo com cena desnecessária.


Direção Doron Paz / Yoav Paz
Ano Lançamento: 2015
Gênero Terror
País de Origem Israel
Tempo de Duração: 94 minutos

Elenco
Yael Grobglas … Rachel
Yon Tumarkin … Kevin
Danielle Jadelyn … Sarah
Dibi Ben-Yosef … Guia
Tom Graziani ... Omar



2 comentários :

  1. Anônimo10/17/2016

    Horroroso... por favor, não perca seu tempo.

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