13 de junho de 2016

Crítica: The Tag-Along (2015)

Recentemente não ando dando sorte com filmes sobrenaturais, de assombração, etc. Tudo é uma chatice para mim e  já me dá dor de cabeça só de pensar em ver 1h30 da mesma coisa, por que não me desce mais. Descobri esse filme no LegendasTV, nunca ouvi falar dele e nem tive muito interesse, tanto nele, quanto em outros filmes asiáticos. Mas após ver o trailer, resolvi dar uma chance. 
O que temos aqui é um filme taiwanês que usacomo base uma lenda popular do próprio país. Ela se originou na década de 80, quando um grupo de pessoas foram trilhar e notaram depois, em um vídeo gravado por uma delas, uma garotinha de vestido vermelho, que os seguiam. No entanto, o curioso era que ninguém se lembrava de ter visto essa figura, que aparecia somente no vídeo.

Tal elemento aparece também na história, já que tudo é desencadeado a partir dele. A primeira vítima já é mostrada como desaparecida. Essa idosa (que tinha ido à essa trilha) era amiga da avó de Zhi-wei He, um jovem imobiliário. Os dois vivem juntos mas ele sempre esnoba a avó. Zhi-wei tem uma namorada radialista Yi-jun Shen, com a qual namora há 5 anos e sempre está tentando levar o relacionamento para outro nivel, mas ela nunca quer.

Um dia, a avó de Zhi-wei desaparece. No mesmo dia a outra idosa que havia desaparecido reaparece. Tudo que resta é um vídeo de uma câmera de segurança que mostra a avó de Zhi-wei saindo do edifício acompanhada de uma garotinha de vestido vermelho. Para completar, Zhi-wei recebe pelo correio a câmera que pertencia à idosa que havia desaparecido, onde ela registrou que durante a trilha, uma garota de vestido vermelho os seguiam. Não demora muito, Zhi-wei também desaparece. Resta a Yi-jun a descobrir como salvar seu namorado e a avó dele antes que ela seja a próxima na lista daquele espírito.


A história em si é muito boa e consegue ser bem contada no filme. Há uma ambientação muito forte e a fotografia ajuda no clima de suspense e terror, além do fato do roteiro tentar esconder ao mínimo as aparições da garotinha de vermelho, o que aumenta o mistério do filme. No entanto, se todo esse mistério foi construído, ele rapidamente é destruído a partir do momento em que a garota aparece completamente e vemos suas feições.

O que temos aqui é o clássico uso falho de CGI, chegando até a ser desnecessário em muitas cenas. A garotinha destorcida acaba parecendo falsa demais para dar credibilidade às cenas, o que faz parecer que tiraram ela de um videogame e colocaram no filme. Isso sem falar que a técnica não é bem-feita, o que pode ser bastante compreensível quando não se tem um orçamento muito grande. Mas quando isso acontece, é uma decisão do diretor investir em outras técnicas para não sair um desastre, o que não foi feito aqui.

Os 30 minutos finais me fez lembrar a história da floresta Aokigahara, no Japão, que recentemente foi retratada pobremente em Floresta Maldita (2016). Surpreendentemente, há muitos detalhes semelhantes entre os dois, além de que ambos foram lançados na mesma época, Janeiro de 2016. Para completar, acho que o final perdeu um pouco de força no filme, além de ter as cenas em que se usam mais CGI (o que, como já expliquei, foi mal-usado).

The Tag-Along é um filme que traz origens asiáticas mas com toques americanos, se tornando um filme convencional de assombração. No entanto, por poucos detalhes, ele consegue se manter na média e vale uma conferida!


por Neto Ribeiro
Título Original: 紅衣小女孩
Ano: 2015
Duração: 93 minutos
Direção: Wei-hao Cheng
Roteiro: Shi-Geng Jian
Elenco: Wei Ning Hsu, River Huang, Yin-Shang Liu, Yumi Wong, Bo-Zhou Zhang

Postar um comentário