13 de julho de 2016

Crítica: Alien - O Oitavo Passageiro (1979)


Resumindo o filme - e a crítica - em quatro palavras: Clássico absoluto do gênero. Estamos diante de um filme que fechou com chave de ouro uma década muito importante pro terror e além do mais, se firmou como um dos principais representantes do terror sci-fi. Dirigido por Ridley Scott, Alien foi um verdadeiro precursor para vários outros longas com tais e até hoje é lembrado como um dos melhores filmes de terror de todos os tempos.

Para quem não conferiu ainda o filme, muitas definições dadas a ele podem parecer exageradas. Para quem já viu e não achou tudo isso, é realmente difícil de acreditar. Revi pela trigésima vez para poder escrever a crítica aqui no blog e acabei me deparando com um filme melhor do que a última vez que havia visto.

Tripulação da Nostromo: Kane, Lambert, Dallas, Parker, Ripley, Brett e Ash

De início, Alien traz poucos elementos de horror. A ficção científica toma parte dos primeiros 30 minutos do longa: a tripulação de uma nave comercial chamada Nostromo voltando para a Terra é despertada pelo sistema operacional da nave chamado de "Mãe" após ela interceptar um chamado de socorro de um pequeno planeta próximo da rota.

Seguindo o protocolo, os 7 passageiros pousam no planeta para analisar o chamado. Durante o pouso, a nave acaba dando defeito. O Capitão Dallas (Tom Skerritt, Top Gun) e os navegadores Kane (John Hurt, V de Vingança) e Lambert (Veronica Cartwright, Os Invasores de Corpos) descem para investigar o sinal, enquanto Tenente Ripley (Sigourney Weaver, Os Caça-Fantasmas) e Ash (Ian Holm, O Senhor dos Anéis) comandam a operação da nave. Ainda há os dois engenheiros técnicos, Brett (Harry Dean Stanton, Fuga de Nova York) e Parker (Yaphet Kotto, O Sobrevivente) que ficam consertando os problemas da nave.

No planeta, os três que desceram encontram uma grande nave tombada e dentro dela há um fóssil de um alienígena gigante. Ripley, desconfiada como sempre, acaba percebendo que o sinal não era de socorro e sim de aviso. Mas antes que possa alertar o grupo, Kane encontra uma câmara cheia de ovos. Um deles eclode e uma criatura parasita se fixa na cabeça dele.

De volta à nave, os tripulantes tentam tirá-lo de Kane, mas a criatura tem seus próprios mecanismos de defesa, como por exemplo, ácido ao invés de sangue. Pouco tempo depois, a criatura some e Kane acorda, aparentemente normal. Durante o jantar, o cara passa mal e seu peito explode, saindo de dentro dele um embrião alienígena, que havia sido induzido ao corpo dele pelo parasita anterior. Essa última então foge e acaba crescendo no interior da nave. O filme então se desenrola enquanto o Alien, com 2 metros de altura e totalmente desenvolvido, começa a matar os tripulantes, um por um.


O principal ponto positivo dessa obra é o suspense. O filme começa muito lento, algumas cenas podem causar desinteresse, mas pelo menos algum detalhe delas deixam você curioso. À medida que o filme passa, sempre há algum gatilho chamativo que faz com que você "desperte" um pouco, por exemplo: o sumiço do alien do rosto, a "explosão" do peito do Kane, a procura do alien fugitivo, a primeira aparição dele em sua fisionomia completa e por aí vai.

Some isso com a ótima ambientação: fotografia caprichada, cenários bem feitos e uma trilha sonora que apenas adiciona mais tempero no suspense aos corredores vazios e labirínticos da Nostromo. Além do mais, todas as aparições do Alien já formado são interessantíssimas. Na primeira, é difícil notá-lo. Ele está todo escondido e dobrado, pendurado em correntes, enquanto um dos personagens caminha sem perceber sua presença. Ao virar para procurar o seu gato, vemos ele descendo no fundo...

Falando em suas aparições, não pude deixar de notar a maestria em que as cenas são dirigidas, levando sempre a um jumpscare. Sim, aquela técnica que usam e abusam atualmente, achando que os filmes vão ficar assustadores dessa forma. Aqui no caso, elas funcionam exatamente por que já há suspense e tensão suficiente no roteiro para suportar os jumpscares, portanto eles viram meros detalhes em meio ao filme. Destaque para a cena nos dutos, que me fez pular alto da cadeira, mesmo sabendo o que iria acontecer após ter visto o filme várias vezes!


Um detalhe interessante que devo mencionar é que o desfecho do filme tinha uma proposta diferente do que foi gravado. No final lançado, Ripley desacopla a nave da Nostromo e foge, achando que está a salvo. Mas o alien está escondido lá dentro. Depois de uma luta, ela consegue matá-lo, explodindo-o para fora da nave. Num final que foi escrito durante a produção, a Ripley não tinha tanta sorte assim. Na verdade, o Alien mataria ela e revelaria que tinha a habilidade de imitar a voz de seres humanos, usando a voz dela para contatar reforços e assim, indo de encontro à outras pessoas para chegar até a Terra.

Interessante, mas se isso acontecesse não teríamos o sensacional Aliens - O Resgate (1986), sequência considerada por muitos melhor que o original, mas que particularmente eu acho que está no mesmo nível, mas em categorias levemente diferentes. Irei falar mais sobre isso na crítica dele, que prometo postar daqui a alguns dias.

Para finalizar, vocês já devem ter percebido que eu acho Alien um filme fodão né? Então não preciso mais falar nada. Tentarei resenhar toda a franquia Alien, incluindo o subestimado Alien³ (1992), Alien - Ressurreição (1996) e a prequel Prometheus (2012), além de sua sequência Alien: Covenant (2017). Até a próxima, pessoal!
por Neto Ribeiro

Título Original: Alien
Ano: 1979
Duração: 117 minutos
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Dan O'Bannon
Elenco: Sigourney Weaver, Tom Skerritt, Veronica Cartwright, John Hurt, Ian Holm, Harry Dean Stanton, Yaphet Kotto



Description: Rating: 5 out of 5

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