21 de agosto de 2016

Crítica: Plataforma do Medo (2004)


Clássico das locadoras, é uma pena que esse filme ainda seja desconhecido por muitos. Lembro bem da primeira vez que aluguei ele e também lembro que ele me deixou tenso pra car*lho, rs. Desde então, Plataforma do Medo, lançado originalmente como Creep, sempre obteve um carinho muito grande de minha parte, mesmo quando anos após vê-lo, não lembrasse de nada, rs.

Resolvi então assistir novamente para fazer um post aqui no blog, então aqui está. Plataforma é uma produção inglesa, com apoio americano. Infelizmente ele não recebeu a distribuição internacional que merecia, portanto não é um filme bem conhecido lá fora. Aqui, no entanto, foi lançado direto em DVD e ganhou o público que era rato de locadora (yeah, that's me).


Ele é protagonizado pela Franka Potente, que pode ser conhecida por alguns por ser a Lola de Corra, Lola, Corre (1998). Ela faz o papel de Kate, uma mulher que acaba de sair de uma festa e está pegando o metrô para ir até outra. É tarde da noite e o último trem passa em 6 minutos. Kate acaba adormecendo no banco e quando acorda, o trem já havia passado e ela se vê trancada dentro da estação.

Um colega de trabalho a havia seguido e aproveita a chance para dar em cima dela. Quando as coisas ficam violentas e beiram ao estupro, ele é brutalmente atacado por algo que ela não consegue vê. Ao procurar ajuda, ela conhece um casal de mendigos que moram na estação e consegue convencer Jimmy (Paul Rattray) a guiá-la até o posto de segurança, onde há um guarda lá. No entanto, Jimmy também é atacado. Kate então vê que está sozinha na estação e há algo a caçando, algo que vive nos túneis abandonados do lugar.

A identidade desse vilão é revelada com muita cautela, o que é ótimo para o filme. Sua primeira aparição detalhada é ótima, numa cena que te faz pular da cadeira apenas com o silêncio - um jumpscare sem efeitos sonoros intensificados. E o mais interessante é que mesmo depois que estamos acostumados com o "Creep", ele ainda consegue ser assustador de alguma forma.

O que temos aqui é o clássico clima de slasher. Personagens presos em algum lugar com um assassino, portanto em alguns momentos ele pode ser bastante clichê. Em outros, ele consegue pular estereótipos e não parecer tão óbvio. Um exemplo é a protagonista, que ao invés de parecer indefesa no início e aparecer "fodona" no final, tem isso invertido. Ela por si só é emburrada e dá fora em todo mundo, mas no final ela fica mais frágil e debilitada. Boa jogada.


Não é explicado explicitamente quem era o assassino deformado do filme, mas algumas pistas são dadas para interpretação de quem assiste e o que eu acho é: Havia um médico que realizava abortos nas instalações que Kate encontra perto dos túneis. Um dos abortos acabou sobrevivendo (Craig) e o médico o criou. Quando ele morreu, o garoto ficou vivendo lá, cresceu e deu no que deu.

A direção fica a cargo do talentoso Christopher Smith, que viria a dirigir Mutilados (2006), Triângulo do Medo (2009) e Morte Negra (2010). Aqui no filme ele faz um ótimo trabalho, sabendo bem ordenar as cenas de suspense, assim como moderar a violência com a tensão. Há ótimas cenas bem dirigidas, como a cena em que Kate apaga a lanterna, ou a cena em que o "Creep" desce de uma tubulação.

Plataforma é um filme que tem uma boa dinâmica na história. Não enrola demais nem parece apressado. Acima de tudo, apesar de pegar alguns clichês, ele não parece batido e consegue te prender até o fim.



por Neto Ribeiro
Título Original: Creep
Ano: 2004
Duração: 85 minutos
Direção: Christopher Smith
Roteiro: Christopher Smith
Elenco: Franka Potente, Ken Campbell, Vas Blackwood, Jeremy Sheffield, Sean Harris


Um comentário :

  1. Bom filme, o vilão surge na hora certa e o final é do jeito que gosto.

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