17 de setembro de 2016

Crítica: Most Likely to Die (2016)


Um grupo de amigos de colegial se encontram 10 anos após a formatura para a reunião de escola. Um deles dá uma pré-festa no dia anterior ao evento mas os amigos - nem tão amigos assim à medida que a noite passa - começam a ser assassinados por alguém procurando vingança... numa bata de formatura!

O toque interessante do filme - e completamente mal-aproveitado - é que o assassino brinca com os personagens usando uma tradição americana, o most likely to (muito provável em tradução literal) ma, que geralmente é feita em anuários das escolas, onde os formandos escolhem uma categoria provável para cada aluno no futuro. Ex: Most likely to be rich (muito provável que será rico) ou Most likely to be a loser (muito provável que será um perdedor). Daí que vem o título do filme, Most Likely to Die (muito provável que morrerá).

Essa é a premissa de Most Likely to Die, produção B americana que tenta reviver o melhor do slasher. Temos um assassino fantasiado, um acontecimento do passado como motivo e um monte de gente burra presa num lugar só (uma casa isolada) esperando para ter uma morte criativa e divertida.

A tentativa remete aos filmes dos anos 80 e que tiveram um comeback monstruoso no fim dos anos 90 com o lançamento de Pânico (1996), que trouxe consigo seus filhotes, Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997), Lenda Urbana (1998), entre outros...


Mas para encurtar logo essa crítica, vou dar logo meu veredicto: o filme é ruim. É ruim, mas é ruim mesmo. E não é daqueles tão-ruim-que-é-bom. Não, é ruim bagaraio! Má direção, péssimo roteiro, personagens irritantes e um elenco bastante incompetente (Heather Morris é môzinho desde Glee mas tá bem ruim no filme).

Tal elenco é encabeçado pela final girl Heather Morris (Glee), que infelizmente não dá muito caldo na atuação. Daí temos o aspirante a celebridade Perez Hilton, um blogueiro de fofocas americano, uma versão yankee do Hugo Gloss, que tenta a todo custo convencer que sabe atuar. O resto é um monte de who que realmente não importa na história.

Já não bastava o roteiro fraco, a direção de Anthony DiBlasi não ajuda muito no resultado final. Muita cena soa bem ridícula quando os personagens vão para um lado mais dramático (como uma cena perto do fim em que um deles morre e o outro chora). Sem falar nas mortes: zerei a vida com uma em que o assassino usa o chapéu de formatura (modificado, com lâminas nas pontas) para cortar a garganta de uma das vítimas. Uou.

Ainda que o filme e suas tosquices causem divertimento e alguns risos involuntários, o resultado como terror é catastrófico. Não digo que tinha muito potencial - até por que era inevitável que não saísse algo bom com os envolvidos -, mas que podia ser melhor, podia sim.


por Neto Ribeiro
Título Original: Most Likely to Die
Ano: 2016
Duração: 90 minutos
Direção: Anthony DiBlasi
Roteiro: Laura Brennan
Elenco: Heather Morris, Perez Hilton, Chad Addison, Tess Christiansen, Ryan Doom, Jake Busey



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