16 de outubro de 2016

Crítica: 31 - A Morte É A Única Saída (2016)


O antecipado novo projeto do Rob Zombie finalmente estreou mês passado. Se você é um daqueles "mi-mi-mi-Rob-Zombie-só-faz-filme-ruim-mi-mi-mi", feche a janela e continue sua vida pois a crítica aqui vai falar bem, rs. So, 31 é um filme que tava há um tempinho em produção por que o Zombie, diretor de filmes como A Casa dos 1000 Corpos (2003), Rejeitados Pelo Diabo (2005), Halloween - O Início (2007) e As Senhoras de Salem (2012), tava sem cash para por em prática.

Ele então iniciou uma campanha no Kickstarter pra arrecadar o necessário para produzir o filme. Desde então, o cara veio provocando os fãs com artes conceituais, fotos dos bastidores, etc... Sem dúvidas, 31 era um dos filmes mais aguardados do ano entre os fãs de terror.


Sua história acompanha um grupo de pessoas que trabalham em um parque de diversões. No Halloween de 1976 eles são atacados a caminho do trabalho e jogados em um grande complexo, um tipo de galpão, se dando conta que estão a mercê de um trio de pessoas fantasiadas, dizendo que agora eles estão participando de 31, um jogo mortal onde serão caçados por psicopatas dentro do lugar pelas próximas 12 horas.

O prédio abandonado é cheio de lugares temáticos como se fossem níveis de um jogo, onde ficam assassinos diferentes, cada um mais bizarro que o outro. A sobrevivência do grupo - que são chamados por números como jogadores - é o foco da história enquanto eles enfrentam os maníacos do 31.


Os assassinos do filme são bem criativos - ainda que pareçam um pouco caricatos. O primeiro a dar as caras é um anãozinho louco nazista! Depois temos dois irmãos claramente inspirados no Leatherface com suas serras elétricas e máscaras de pele fantasiados de palhaços. Os outros não vou falar para deixar um pouco de curiosidade para vocês.

Como de praxe, Zombie traz sua esposa Sheri Moon Zombie, dessa vez como protagonista (assim como o filme anterior, As Senhoras de Salem) e ela está mais canastrona do que nunca. Foi bem chato ver uma atriz bem despreparada enfrentar cenas que outras, como a Meg Foster, faria fácil fácil. Muitas vezes cheguei a pensar que a Meg Foster seria uma melhor final girl do filme do que a Sheri Moon, então estejam avisado a aguentar a atuação horrível dela, rs.


Por outro lado, o filme é visualmente incrível. A produção de todo a instalação em que a história se passa é bem caprichada, os cenários são macabros e bonitos ao mesmo tempo e remetem o tempo todo a um video game. Fiquei imaginando como seria um jogo do 31!!! Outros detalhes como trilha sonora, fotografia, etc, deixaram o filme mais bonito e charmoso. O que seria daquela cena final se não tivesse Dream On do Aerosmith no fundo??

Apesar disso, não pude deixar de pensar que mais cenários poderiam ter sido aproveitados, introduzidos, achei que dava tempo de mostrar mais coisa na história. Traria até uma dinâmica meio diferente e ágil, mas creio que muita coisa foi deixada de fora da versão final por conta de questões como orçamento - que como falei no início, foi arrecadado através dos fãs. Outro detalhe que me incomodou foi os closes que a câmera dava em cenas agitadas, algumas vezes não dava pra distinguir o que tava acontecendo por que a câmera tava no zoom 200x.

Um dos pontos altos do filme é o vilão Doom Head, interpretado pelo Richard Brake. Ainda que ele não apareça com tanta frequência, suas cenas são ótimas e o cara é bem marcante por sua personalidade. Além de se parecer bastante com o Coringa (no visual, jeito, etc), ele ainda abre o filme com um monólogo incrível ao conversar com sua vítima antes de matá-la.


Ainda que tenha suas falhas e não seja um filme perfeito, 31 entrega exatamente o que promete. Um festival divertido de gore, violência e toques de slasher que estávamos precisando. Se eu gostei? HELL YEAH! Mas cada cá com sua opinião. A melhor maneira de saber a sua é assistindo.

por Neto Ribeiro

Título Original: 31
Ano: 2016
Duração: 102 minutos
Direção: Rob Zombie
Roteiro: Rob Zombie
Elenco: Sheri Moon Zombie, Jeff Daniel Phillips, Lawrence Hilton-Jacobs, Meg Foster, Richard Brake, Malcolm McDowell, Judy Geeson, Jane Carr


Description: Rating: 4 out of 5

3 comentários :

  1. Parei de ler n filme de Rob Zombie ....

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  2. Anônimo11/02/2016

    decepção foi muita... sou hiper fan de rob zombie e confesso que até rzombieshalloween (best horror remake) estava td incrível, até sheri moon resolver virar yokoonoo

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  3. Achei fantástico! Valeu cada segundo. Chatos que reclamem, mas me diverti!

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