2 de outubro de 2016

Crítica: Assim na Terra como no Inferno (2014)


Estamos iniciando um novo modelo pra esse mês de Outubro no blog. Como é o mês do Halloween, resolvemos completá-lo com semanas temáticas. Ao longo das próximas 4 semanas, estaremos trabalhando em críticas sobre temas diferentes. A primeira semana temática do Sessão do Medo será sobre found-footages.

O exemplar desse subgênero que eu trago hoje para vocês é uma produção que acabou sendo lançada direto em DVD aqui no Brasil, mas que não me decepcionou como muitos falaram que aconteceria. Assim na Terra como no Inferno, ou As Above So Below, é um filme interessante e bem feito, que perde pontos apenas pelo final corrido.

O ambiente da história não poderia ser melhor: as catacumbas subterrâneas de Paris. Para quem não conhece, o lugar é um verdadeiro labirinto localizado abaixo das ruas da capital da França, onde as ossadas dos cemitérios da cidade foram jogadas para desocupá-los, no século 18. Hoje em dia, o lugar é aberto para visitas turísticas, embora as catacumbas seja apenas uma parte do grande sistema de túneis. Elas já foram o cenário do estranho Catacumbas (2007), com Shannyn Sossamon (Uma Chamada Perdida) e a cantora Pink.


Aqui em AASB, a história é protagonizada por Scarlett Mallowe (Perdita Weeks), a filha de um famoso arqueólogo que morreu sem conseguir completar sua maior busca: um artefato histórico e mítico chamado A Pedra Filosofal (I know, shut up). Ela então toma as buscas pelo troço e descobre através de alguns enigmas que a pedra pode estar localizada nas catacumbas de Paris, mas em uma parte não explorada delas.

Ela, junto de um documentarista (Edwin Hodge) e um ex-namorado (Ben Feldman), procura a ajuda de um grupo de exploradores ilegais, que concordam em levá-los nas catacumbas. Como podemos ver no filme, há algumas histórias sobre essa parte das catacumbas, mas que é firmemente ignorada por Scarlett, que tem um gênio forte e faz de tudo (tudo mesmo) para conseguir o que quer.

O ponto da busca é descer os vários níveis das catacumbas, como se fosse andares. Segundo pistas, a pedra estaria no último nível abaixo. Essa parte do filme (que toma quase uns 50 minutos) é bacana por que, apesar de ter alguns clichês, tem todo um clima "Indiana Jones" diabólico.


Terror propriamente dito só recebemos nos 25 minutos finais. A história tem uma reviravolta - já esperada - interessante e que poderia render muito material para o filme, mas o roteiro liga no 220 e desenvolve as coisas rapidamente, parecendo bastante corrido. O pessoal começa a morrer rápido demais, não tiveram muito cuidado com isso.

O filme também tem umas forçações de barra. Além do nome do artefato que eles tão procurando ser o mesmo do Harry Potter, a tal pedra ainda tem alguns efeitos bem toscos - com cenas bem toscas. Exemplo: um dos personagens está machucado, Scarlett esfrega a pedra na própria mão e depois passa a mão no machucado do cara. Brilhantemente, o machucado some. É uma cena bem tosca mesmo, só assistindo pra se ter noção.

Apesar disso (e da falta que senti de um final mais elaborado e pessimista), AASB me surpreendeu por ser algo bom quando eu esperava algo péssimo. Os comentários negativos me afastaram do filme até que resolvi assistir de uma vez. Faça o mesmo e uma dica: não assista o trailer. Não fiz isso e só digo que as melhores cenas estão nele.
por Neto Ribeiro

Título Original: As Above, So Below
Ano: 2014
Duração: 93 minutos
Direção: John Erick Dowdle
Roteiro: Drew Dowdle, John Erick Dowdle
Elenco: Perdita Weeks, Ben Feldman, Edwin Hodge, François Civil, Ali Marhyar, Marion Lambert


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