20 de dezembro de 2016

Crítica: Anjos da Noite - O Despertar (2012)


Após a trilogia fechada, era inevitável que a Sony Pictures deixasse a franquia acabar ali, principalmente após ser sucesso de bilheteria nos três filmes, portanto o quarto capítulo, intitulado O Despertar (Awakening) foi então posto em produção, trazendo de volta o rosto principal da série, a Selene (Kate Beckinsale).

A proposta inicial seria trazê-la juntamente com Scott Speedman para dar sequência à A Evolução (2006), no entanto o ator não retornou à franquia, fazendo com que fizessem um roteiro diferente que explicasse a ausência do Michael, o seu personagem híbrido. Uma ideia interessante desse novo filme, porém desperdiçada, é que os humanos descobriram a existência dos vampiros e lobisomens por meio de uma "epidemia", fazendo com que acontecesse um evento chamado "O Expurgo", onde eles mataram quase todos os infectados.


Selene e Michael fugiriam juntos mas foram interceptados. 12 anos depois, Selene desperta em um laboratório. Ela estava servindo de cobaia, em estado criogênico, numa empresa chamada Umbrella Antigen, que ajudou a exterminar os infectados na época do Expurgo. Uma segunda cobaia havia escapado e permitido que ela despertasse, cobaia essa que ela pensa ser o Michael.

Após sua fuga do prédio, ela conhece David (Theo James, Divergente), um dos poucos vampiros remanescentes, que a ajuda a descobrir que a cobaia fugitiva é na verdade uma garota chamada Eve (India Eisley), que para sua surpresa é filha dela e do Michael (!). Por descendência, ela também é híbrida e é o novo alvo das criaturas, colocando Selene numa batalha pra proteger sua filha e acabar com a Antigen.

Despertar foi o capítulo mais fraco da franquia, até então. Se você leu as críticas que fiz dos três primeiros filmes (leia aqui), percebeu que sempre elogiei em como a trilogia era fechadinha, a história por trás das guerras era bem bolada, mas nesse filme os eventos parecem meio avulsos. Como falei acima, um detalhe interessante, da epidemia, é desperdiçado por não ser aprofundado. Poderia render um roteiro diferente, intensificando a guerra entre os dois clãs, já que aqui isso não parece ser mais o foco.


A culpa disso provavelmente é da troca de comando da franquia, sendo que o roteiro foi assinado por quatro mãos ao invés de apenas Len Wiseman, criador dos filmes que escreveu os roteiros dos três primeiros. Despertar dá a sensação de que não há mais uma história a seguir e sim um novo caminho, mesmo que esse não seja tão próspero e empolgante quanto os antigos.

O buraco deixado pelo personagem do Michael, que honestamente não era tão carismático mas parecia ser uma peça importante da trama, é preenchido por vários personagens secundários novos, todos completamente descartáveis. As cenas de ação, no entanto, são boas e apesar dos efeitos estarem meio pobrinhos, conseguem pelo menos divertir.

Com a responsabilidade de carregar uma nova era nas costas, Despertar traz no entanto um trabalho aquém do esperado, uma história sem muita inspiração e que ainda deixa ganchos para uma nova sequência, que é no caso Guerras de Sangue (2016), recém lançado no Brasil e que ainda não conferi, mas o trailer não me passou muita confiança, então as expectativas estão subterrâneas.

por Neto Ribeiro

Título Original: Underworld Awakening
Ano: 2012
Duração: 89 minutos
Direção: Måns Mårlind, Björn Stein
Roteiro: Len Wiseman, John Hlavin, J. Michael Straczynski, Allison Burnett
Elenco: Kate Beckinsale, Stephen Rea, Theo James, Charles Dance, Michael Ealy, India Eisley, Sandrine Holt


Description: Rating: 2 out of 5

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