22 de dezembro de 2016

Crítica: Silent Night (2012)


Feriados comemorativos sempre rendem bons filmes, principalmente no gênero terror. No entanto, um que sempre chama atenção é o Natal. Recentemente, atualizamos nossa lista de Filmes de terror para assistir no Natal e entre eles havia Natal Sangrento (ou Silent Night), um filme que vi no ano de lançamento, lá em 2012 e que ainda não tinha ganhado uma crítica no Sessão do Medo. Ele é um remake de um slasher oitentista, também chamado por aqui como Natal Sangrento, apesar de originalmente se chamar Silent Night, Deadly Night (1984). Ambos não são filmes muito conhecidos pelos fãs de terror, principalmente esse remake, que nem chegou a ser lançado em terras brasileiras.

A história é simples e flui sem muitas delongas. Um cara vestido de papai noel começa a assassinar pessoas pela cidade. Seus métodos são bem diferentes e as mortes não tem muitas semelhanças entre si, além de que a arma do crime sempre varia. A policial Aubrey (Jaime King, Dia dos Namorados Macabro 3D) e o xerife Cooper (Malcolm McDowell, Halloween: O Início) se juntam para tentar pará-lo antes que o número de vítimas aumentem. 


Como todo slasher que se preze, Silent Night tem mortes bem feitas e criativas, com uma boa dose de humor negro acompanhado, esse último detalhe personificado no personagem debochado de Malcolm McDowell. Estes dois elementos se casam bem na história do filme, que não tem muitas enrolações e flui naturalmente. Talvez apenas a tentativa de dar uma carga dramática maior para a personagem de King, que perdeu o marido recentemente e passará o primeiro natal sem o mesmo.

A fotografia do filme é bem caprichada e deixa várias cenas sangrentas do filme bem estilosas, como por exemplo, a ótima cena de perseguição do motel ou o ataque final na delegacia, onde a energia é cortada e as luzes de emergências - vermelhas - são acionadas, enquanto o Papai Noel chega um lança-chamas e mata quem vê pela frente.

A identidade do assassino, no entanto, é mostrada como um grande mistério durante o filme inteiro e creio que a revelação no filme possa soar meio avulsa, por ser parte de um detalhe levemente discutido anteriormente no enredo. Mas pelo menos foi bacana por que não partiu para um lado sempre usado, que é no caso, de um personagem presente na trama ser o antagonista principal.


Por ser um filme tão genérico (mas não menos divertido), o roteiro não se preocupa em entregar nada muito consistente e tudo é feito pelas beiradas, com diálogos rasos e plastificados, além do elenco também não se esforçar muito para trazer algo diferente. Então se você for insistente em detalhes assim e não entrar no clima, vai achar o filme uma merda.

Confesso que ainda não vi o original (calm down, tá na minha lista), mas pelo o que andei lendo, não há muitas semelhanças e a história é levemente baseada nele, trazendo poucas particularidades entre si, como uma morte parecida com à uma do filme de 84.

Como sempre falo em resenhas de filmes slashers, para quem ama o subgênero, Silent Night pode matar um pouco a sede. Esse daqui é um slasher natalino que oferece uma diversão cheia de clichês mas competente para quem adora filmes do tipo. É realmente uma escolha descompromissada para ver na noite de Natal, quando se quer variar um pouco dos filmes que vêm primeiro à cabeça (Black Christmas, por exemplo...).
por Neto Ribeiro

Título Original: Silent Night
Ano: 2012
Duração: 94 minutos
Direção: Steven C. Miller
Roteiro: Jayson Rothwell
Elenco: Jaime King, Malcolm McDowell, Donal Logue, Ellen Wong, Brendan Fehr, Courtney-Jane White

Postar um comentário