28 de fevereiro de 2017

Crítica: Não Bata Duas Vezes (2017)


Mais um terror sobrenatural é lançado. Este, sem previsão no Brasil, se chama Não Bata Duas Vezes (Don't Knock Twice) e trabalha com uma lenda urbana, assim como um semelhante, Não Diga Seu Nome (The Bye Bye Man), que será lançado no fim do mês nos cinemas brasileiros. 

Na história, conhecemos Jess (Katee Sackhoff, O Espelho), uma artista plástica que atualmente está tentando recuperar a guarda da filha Chloe, que quando era pequena foi dada para adoção por conta do vício de Jess. Agora, recuperada e de vida resolvida, Jess está atrás de fazer as pazes com Chloe (Lucy Boynton, O Último Capítulo), jovem que não quer nada com a mãe biológica.

As coisas mudam após o desaparecimento de um amigo de Chloe. Acontece que existia uma lenda urbana de uma moça que morava perto de onde ela cresceu. Quando era menor, outro amigo de Chloe havia desaparecido e todos achavam que a responsável era essa mulher, que acabou se suicidando após a sociedade se virar contra ela. Agora, Chloe acha que ela a está perseguindo para se vingar ou algo do tipo.


O enredo de Don't Knock Twice parece uma mistura de vários filmes sobrenaturais e não traz muita coisa nova à mesa. O detalhe que parecia diferenciá-los dos outros era a lenda apresentada, admito que foi o que me chamou atenção na sinopse, de contrário nem iria me interessar. Infelizmente, a lenda não tem muito foco no filme já que é facilmente descoberta numa pesquisada no Google!

O primeiro grande pecado do filme é a falta de planejamento no início. Somos apresentados de supetão às protagonistas, sem grande cerimônia ou introdução apropriada. E ainda que a dupla de atrizes sejam carismáticas o suficiente para que simpatizemos com suas personagens mal escritas, esse é um erro que afetaria ao filme inteiro. Essa falta de planejamento afeta também na parte antagônica do longa, já que a lenda é mal apresentada, sem muito suspense, embora as cenas sejam caprichadas, em sua maioria.

A infame falta de planejamento leva ao segundo grande pecado do filme. É constante a tentativa de criar um laço entre a mãe e a filha, ambas sem muita afinidade devido aos anos de separação. Então muito desse trabalho é feito quando o filme na verdade deveria estar trabalhando no suspense ao invés de jogar jumpscares na cara do público, o que vem sendo uma técnica EXTREMAMENTE CHATA ultimamente.


SPOILERS!
Outra coisa que eu gostei no filme, apesar de aparecer rápido e sem muita atenção foi mostrar o "cantinho" da bruxa, do jeito clássico, com direito a gaiolas e devoramento. É uma versão bem crua das lendas das bruxas e que acabou me agradando bastante. Ainda espero um filme que aborde isso tão bem, já que mesmo em A Bruxa não foi mostrado muito desse lado. SPOILERS!

Apesar disso, há cenas bem dirigidas no filme e pra quem curte filmes sobrenaturais, poderá facilmente gostar de como a história é levada. No final, ainda há um plot twist que achei imprevisível e bem vindo para o desfecho. O filme em si pode ser que agrade a alguns, pois tem umas cenas bacanas de terror que remetem à Quando as Luzes se Apagam (2016), mas que provavelmente foram baseadas no curta, já que o filme esteve em produção desde 2014.

por Neto Ribeiro

Título Original: Don't Knock Twice
Ano: 2017
Duração: 93 minutos
Direção: Caradog W. James
Roteiro: Mark Huckerby, Nick Ostler
Elenco: Katee Sackhoff, Lucy Boynton, Nick Moran, Javier Botet



Description: O enredo parece uma mistura de vários filmes sobrenaturais e não traz muita coisa nova à mesa. Rating: 2.5 out of 5

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