7 de fevereiro de 2017

Crítica: O Albergue - Parte II (2007)


Considerado um dos maiores sucessos do seu ano de lançamento, O Albergue (2006), segundo filme do diretor Eli Roth, se estabeleceu logo como um dos maiores exemplos de torture-horror que surgiram nos anos 2000. O violento longa, produzido por ninguém mais ninguém menos que Quentin Tarantino, que apadrinhou Roth em seu início de carreira, trazia três amigos mochileiros em viagem na Europa que se hospedam em um albergue. Eles só não sabiam de um Clube de Caça, que agia em conjunto com o albergue, para sequestrar mochileiros e transformá-los em instrumentos de tortura para ricaços que pagavam por suas cabeças. Até hoje, 10 anos depois, O Albergue é muito bem lembrado pelos fãs de terror.

Como todo sucesso, não demorou muito para uma sequência sair. Cerca de um ano após o lançamento do primeiro, O Albergue - Parte II chegou aos cinemas, tendo um desempenho fraco em relação ao anterior, mas trazendo uma história igualmente divertida e violenta.

Axelle, Lorna, Whitney e Beth
A primeira coisa que Roth fez no roteiro pra apenas não repetir a fórmula do primeiro foi ampliar os horizontes. Esta sequência não traz apenas o que já foi visto no anterior, mas traz um novo lado da história e ainda apresenta situações inversas ao primeiro. Vamos lá: Aqui temos um trio de moças, Beth (Lauren German), Whitney (Bijou Phillips) e Lorna (Heather Matarazzo), todas estudantes de arte na Itália. As duas primeiras são melhores amigas e vão viajar pra Praga, mas Beth convida Lorna por pena. No trem, elas se encontram com Axelle (Vera Jordanova), uma modelo que as três conheceram durante uma aula. Elas logo se tornam amigas e a nova moça diz que está indo para um ótimo SPA na Eslováquia, convencendo-as de irem juntos.

Enquanto isso, conhecemos o outro lado da trama: o empresário americano Todd (Richard Burgi) e seu amigo casado Stuart (Roger Bart) vão até a Eslováquia para participarem do Clube de Caça e as duas vítimas que eles compraram foram Whitney e Beth, respectivamente. Como nós já conhecemos os procedimentos pelo ponto de vista dos torturados, agora vemos o ponto de vista dos torturadores. O filme então se desenrola enquanto as duas tramas se chocam.


Outra coisa bacana no roteiro é o humor, menos escrachado e mais focado no humor negro, com situações sarcásticas e ironias dramáticas. Portanto, algumas risadas podem ser arrancadas em meio aos absurdos da história, principalmente na cena final. No entanto, por conta do humor o filme acaba perdendo um pouco o suspense (o que eu acho fundamental numa história tão perturbadora como essa).

A violência é dobrada e mais bizarra ainda, com direito a decapitamentos e castrações. O problema é que poucas delas tem suspense, talvez só a da Heather Matarazzo (que além de tudo, me fez sentir bastante pena por sua personagem). Inclusive essa cena inteira uma puta referência à lenda de Elizabeth Bathory, uma sádica condessa que se banhava no sangue de suas vítimas para se manter jovem. Well done!


O filme é sim é puta divertido e tem um desfecho completamente inesperado. Pra quem curtiu o primeiro, com certeza vai curtir este. Só pra mencionar: Com a recepção abaixo do esperado, a franquia só retornou em 2011, com O Albergue 3, uma sequência horrível lançada direto em DVD. Há algum tempo, o Eli Roth confirmou que tem planos para um quarto filme da série, mas até hoje não tivemos notícia.

por Neto Ribeiro

Título Original: Hostel - Part II
Ano: 2007
Duração: 94 minutos
Direção: Eli Roth
Roteiro: Eli Roth
Elenco: Lauren German, Heather Matarazzo, Roger Bart, Bijou Phillips, Vera Jordanova, Jay Hernandez, Richard Burgi

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