26 de abril de 2017

Crítica: Bates Motel | 5ª Temporada (2017)


Atenção: O post a seguir contém spoilers.

Chegou ao fim nesta segunda (24/04) a série Bates Motel, depois de 5 anos ao ar. A ideia do show era ser uma prequel contemporânea de Psicose (1960), onde traria a juventude do assassino Norman Bates para os dias de hoje, mostrando sua relação com a mãe. A primeira temporada, lançada em 2013, abria as cortinas para a excelente e subestimada dupla Vera Farmiga (Invocação do Mal) e Freddie Highmore (A Fantástica Fábrica de Chocolate) nos papéis de Norma e Norman Bates, respectivamente. Os dois vinham até a cidade costeira de White Pine Bay onde recomeçariam a vida após a morte do Sr. Bates.

O tratamento de "e se a história se passasse nos dias atuais?" casou bem com a série e a primeira temporada talvez tenha sido a melhor até a quinta iniciar. As outras temporadas no entanto, enfrentaram o problema do enchimento de linguiça. Claro que o foco numa série de 10 episódios cada não seria inteiramente nos Bates, mas ainda assim, a execução e os plots que sempre pareciam a mesma coisa cansaram um pouco a trajetória de Norman. Embora tenha tido altos e baixos, finalmente chegamos no desfecho esperado e podemos afirmar que valeu a pena, meus amigos!


Sem dúvidas, a melhor temporada da série, o quinto ano se dá início dois anos após os eventos da quarta temporada. Norman finalmente parou de tomar os medicamentos quando Norma morreu e a mãe começa a aparecer definitivamente na cabeça dele. Então é como se nada tivesse mudado, para ele. No entanto, Norman começa a ter novos apagões e desconfia que sua mãe esteja usando-os para matar pessoas.

Enquanto isso, em outros plots... Romero (Nestor Carbonell) está cumprindo sua pena na cadeia e contrata um assassino para matar Norman, mas quando não recebe mais notícias dele, resolve fugir e pôr seu plano em prática. Dylan (Max Thieriot) e Emma (Olivia Cooke) estão casados e com um bebê em Chicago, sem terem ideia do que aconteceu com Norma.

Outro arco importante foi o que adaptaria a história de Psicose (1960) na série. Ele se inicia com a introdução de Madeleine Loomis (Isabelle McNally), personagem original recém-chegada na cidade que cuida de uma loja de ferramentas e que, pasmem, é a cara da Norma. Claro que quando nosso psicopata favorito a conhece logo se apaixona. No entanto, Madeleine é casada com o empresário Sam Loomis (Austin Nichols), que tem um caso extraconjugal com a assistente bancária Marion Crane (Rihanna)!


Creio que não tenho muitas reclamações sobre a temporada final, apenas uma, que irei comentar mais abaixo. Pelo lado contrário, tenho vários pontos para elogiar. A começar pelo obrigatório: Freddie Highmore e Vera Farmiga. A ótima dupla faz novamente um ótimo trabalho, mas Highmore finalmente se destaca com a ausência de sua mãe fictícia em plots próprios. Farmiga, por sinal, não perde por isso e as cenas em que aparece são sempre competentes e explosivas, características da personagem.

O roteiro dispensou enrolações que envolvessem a máfia local de White Pine Bay como fazia em todas as temporadas e finalmente pôde colocar o spotlight no que importava. Portanto, o foco na história fez com que esse fosse disparado o melhor ano da série.

Muitos se preocuparam em como a trama de Psicose seria apresentada na série, mas não posso dizer nada além de "genial". O show se preocupou em manter sua integridade e originalidade, portanto não trouxe apenas uma releitura dos eventos do filme como o remake de 1998 e modificou significativamente o que todos acharam que iria ser previsível. Com destaque para a cena do chuveiro que surpreendeu até os que não botavam fé!

A presença da cantora Rihanna, altamente divulgada, como a icônica Marion Crane também não prejudicou nada, já que a moça não é uma atriz profissional, mas desempenhou bem seu papel nos dois episódios em que participou.



Mas a única coisa que não me satisfez, não me agradou foi o final. Li muitos comentários positivos de fãs que assistem à série mas gente, sério, que final fraco! Não foi o tipo de final que te faz querer quebrar a TV, tipo How I Met Your Mother, mas foi um final que eu achei simplesmente sem muita emoção e, pior de tudo, clichê, numa temporada que estava indo de contra todas as expectativas! Eu cheguei a cogitar o que aconteceria no episódio 8 e foi triste ver que aquele seria o destino se confirmando no último. Creio que haviam inúmeras oportunidades mais impactantes e promissoras para finalizar a série e como eu falei, embora não tenha desvalidado tudo, foi decepcionante.

Apesar disso, é imprescindível dizer que esta foi a melhor temporada de Bates Motel por vários motivos que eu já expliquei durante o texto. Creio que irei sentir falta de acompanhar a história do Norman, embora a escolha de finalizar a série tenha sido certa e sensata. De um olhar geral, a série cumpriu bem o seu papel e merece um destaque maior. Então é isso, pessoal. Check-out.

por Neto Ribeiro

Criada por: Carlton Cuse
Canal: A&E
Episódios: 10
Elenco: Vera Farmiga, Freddie Highmore, Nestor Carbonell, Max Thieriot, Olivia Cooke, Brooke Smith, Rihanna, Ryan Hurst, Isabelle McNally, Austin Nichols


Description: Rating: 4.5 out of 5

2 comentários :

  1. Anônimo5/20/2017

    Não acharam o corpo do pai do Dylan?

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  2. Anônimo7/10/2017

    Também achei bem fraco o final, foi o próprio ator que interpreta o Norman Bates que escreveu o final, é um ótimo ator mas como roteirista é bem fraco. Se tivesse acabado na prisão seria perfeito, prolongaram demais, ficou bem forçado.

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