1 de abril de 2017

Crítica: Nunca Diga Seu Nome (2017)


Um fácil candidato a um dos piores filmes do ano, Nunca Diga Seu Nome é uma daquelas produções que as distribuidoras fazem questão de trazer para o Brasil, embora outros filmaços sejam desprezados e ignorados pelo público, nem chegando a terem uma edição em DVD/Blu-Ray. Dentro dos padrões atuais de terror, o filme não se destaca em nada e traz uma história que até poderia ter sido boa se tivesse caído nas mãos de um(a) diretor(a) competente - o que não é o caso.

Com fortes influências de Candyman (1992), Slender Man e até mesmo It (1990), o longa traz a história do Bye Bye Man, uma entidade paranormal que é invocada pelo simples dizer de seu nome. A cena de abertura traz um cara paranoico matando várias pessoas com a explicação de que elas disseram o nome "dele" e para não espalhar, a única saída era matando-as.

Corta para os dias atuais, onde Elliot (Douglas Smith, Stage Fright), sua namorada Sasha (Cressida Bones) e seu melhor amigo John (Lucien Laviscount) resolvem sair do dormitório do campus da faculdade para uma casa, onde o trio dividiriam. O pontapé do suspense começa quando Elliot encontra o criado-mudo (já presente na casa) rabiscado várias vezes com "The Bye Bye Man". A partir do momento em que ele diz o nome em voz alta, juntamente com os outros dois, eles começam a ter estranhas visões, coisas bizarras que não estão realmente lá, além de terem efeitos psicológicos como John ficando violento e Sasha ficando doente. Acontece que eles estão sob influência do tal do Bye Bye Man e precisam encontrar uma saída antes que seja tarde demais.


Tem muita coisa errada com Nunca Diga Seu Nome, tipo muita. A começar com a principal delas: a direção. A responsável é Stacy Title, que havia comandado outras produções B e que ninguém se lembra ou conhece. Aqui no filme, ela não parece ter um mínimo de consideração pelo suspense, entregando sustos rápidos (e ineficazes) e uma edição muito da incompetente, tirando qualquer tentativa de clima que o filme tenta trazer.

O que nos leva ao segundo problema, que é o elenco. Desculpem a linguagem, mas puta que pariu, não tinham como arranjarem atores piores do que esses. Não sei como a Carrie Anne-Moss quis se envolver com isso. Muitas cenas eu cheguei a dar risada por que os atores simplesmente não conseguiam segurar o personagem. Talvez o mais esforçado seja o Douglas Smith, que já vi em outros filmes e ele não era tão mal assim, então creio que a culpa esteja, de novo, na diretora.

Title também parecia não ver os limites da sua produção. The Bye Bye Man teve um orçamento relativamente pequeno ($7 milhões) e ela fazia questões de enfiar efeitos especiais até onde não tinha necessidade. Os efeitos por si só são bem toscos então várias cenas foram influenciadas por ele. Seja um fogo, um sangue espirrando ou até mesmo o cão demoníaco que acompanha o vilão.


Por falar no vilão, não ficou muito claro todo o conceito dele no filme. Quando invocado, ele perturba as vítimas para que elas se matem? Se sim, por quê o cara no início diz que ele não iria "pegá-lo"? E outra, o que aquele cão faz? Come as vítimas? Acho que faltou um pouco uma aprofundação - nada muito didático, só uma preparação melhor da história. Aliás, não achei o enredo muito ruim, acho que com uma direção melhor e um elenco mais competente, daria pra fazer um filme acima da média.

The Bye Bye Man é um forte candidato aos piores de 2017 então não se choque se ele aparecer na nossa lista no fim do ano. É um filme preguiçoso, que não agrega em nada mas também não diverte. Se forem arriscar uma assistida, fiquem alertas disso.

por Neto Ribeiro

Título Original: The Bye Bye Man
Ano: 2017
Duração: 97 minutos
Direção: Stacy Title
Roteiro: Jonathan Penner
Elenco: Douglas Smith, Cressida Bones, Lucien Laviscount, Doug Jones, Carrie Anne-Moss, Michael Trucco, Leigh Whannell, Faye Dunaway


Description: Nada original mas divertido. Rating: 1 out of 5

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