13 de maio de 2017

Crítica: Quem Matou Rosemary? (1981)


Eu continuo um projeto pessoal onde pretendo assistir a maioria dos slashers dos anos 70-90, pelo menos os mais conhecidos, já que eu adoro o subgênero que infelizmente não rende mais atualmente, portanto é sempre necessário se voltar às origens. Quem Matou Rosemary? (The Prowler) foi o título mais recente a ser adicionado à minha lista e foi um filme que eu sempre ouvi falar - e sinceramente não sei por que não procurei vê-lo antes, talvez tenha sido por pura preguiça.

Lançado apenas um ano após o sucesso de Sexta-Feira 13 (1980), o filme acabou sendo também esquecido e ofuscado por outros slashers que seguiriam o sucesso do predecessor. Mas não é um filme dispensável e para quem adora slashers também irá adorá-lo.


A história do filme se inicia em 1945, o ano onde vários soldados voltavam da guerra. Vemos através de uma carta que uma moça chamada Rosemary larga o seu namorado antes de seu retorno, alegando dizer que a mesma não tem previsão de volta do amado e que não pode desperdiçar sua juventude "presa ao relacionamento".

Vemos depois que a moça já arranjou o substituto. Os dois vão juntos à festa de retorno dos soldados - embora o destinatário não apareça. Ao deixarem o evento para um gazebo mais recluso onde poderiam ter mais intimidade, o casal é brutalmente morto por alguém vestido com um estranho uniforme (provavelmente de guerra).

Pulamos 35 anos e estamos em 1980, onde os jovens da cidade decidem reavivar a festa, que havia sido "proibida" durante todo esse tempo. Então é claro que o assassino está de volta para fazer novas vítimas. Cabe à jovem Pam (Vicky Dawson) e o policial Mark (Christopher Goutman) tentar parar o criminoso antes que eles sejam as próximas vítimas!


A direção fica a cargo de Joseph Zitto, o mesmo que dirigiria três anos depois Sexta-Feira 13: Parte 4 - O Capítulo Final (1984), considerado um dos melhores filmes da franquia. Aqui ele já prepara o terreno numa ótima direção, principalmente nas cenas de morte e de suspense, além de algumas perseguições.

O problema ao meu ver ficou apenas no roteiro. O desenvolvimento do filme é bem arrastado e demora muito para sair do canto, embora haja uma morte aqui e outra ali. Essa demora acaba tirando um pouco o clima e não me fez ficar tão imerso no mistério quando deveria. Além desse detalhe, ainda há a revelação do assassino. Embora os minutos que a antecedam sejam bons e cheio de suspense, a revelação ganha pontos por não ter monólogo do assassino e ao mesmo tempo perde por ser bem confusa. Eu por exemplo, não entendi nada e tive que ir procurar na internet. Eu sei que sou lento mas essa foi foda.

Outras coisas bacanas do filme é a trilha sonora - que me rendeu alguns sustos toda vez que o assassino aparecia de supetão - e os efeitos. Recém-saído do seu elogiado trabalho em Sexta-Feira 13, Tom Savini traz aqui ótimas cenas de mortes, com efeitos muito dos bem feitos para a época, com destaque para a cena do banheiro à lá Psicose e a cena da piscina, além de uma cena em particular onde uma cabeça explode com um tiro!

Embora não seja um dos melhores exemplares do subgênero, Quem Matou Rosemary? claramente não faz feio e embora não mantenha muito o seu mistério durante o desenvolvimento, tem um bom desfecho. Então se você também curte ver uns filmes daquela época, vai que é tua!
por Neto Ribeiro

Título Original: The Prowler
Ano: 1981
Duração: 89 minutos
Direção: Joseph Zitto
Roteiro: Neal Barbera, Glenn Leopold
Elenco: Vicky Dawson, Farley Granger, Lawrence Tierney, Christopher Goutman

2 comentários :

  1. Nunca tinha ouvido falar. E agora vou vê-lo no youtube e dá a minha nota.

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  2. Assisti hoje e gostei bastante.

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