8 de junho de 2017

Crítica: Amityville 7 - Uma Nova Geração (1993)


A sétima parte da longa jornada de Amityville é lançada direto para VHS, intitulado de Amityville: Uma Nova Geração, a história continua seguindo a ideia de objetos amaldiçoados da casa da Ocean Avenue Nº 112, como os filmes anteriores. Ele também foi inspirado no livro "Amityville: The Evil Escapes" de John G. Jones, que foi publicado em 1988.

Ele foi dirigido por John Murlowski que em seu currículo estão filmes divertidos como 'Cadillac Preto' de 2003. No seu elenco estão: Ross Partridge que atuou na série fenômeno chamada 'Stranger Things', além de participar dos filmes 'A Morte Convida Para Dançar' (2008) e 'O Mundo Perdido: Jurassic Park' (1997). Temos também Lala Sloatman: 'No Limite do Terror' (1988); David Naughton de 'Um Lobisomem Americano em Londres' (1982), 'Trilogia do Terror' (1993) e 'Sharknado 5' (2017). Bem, falando sobre o filme, dessa vez, o objeto em questão é um espelho, e curiosamente as vítimas desse artefato não é uma família, mas sim um grupo de amigos.

A história gira em torno de Keyes Terry (Partridge), um fotógrafo cuja sua vida não tem nada de extraordinário, ele possui uma namorada e bons amigos, entre eles, a sua vizinha, a pintora Suki (Nickson-Soul) e o seu namorado, Dick Cutler (Naughton), também temos Janet (Howard) e o Pauli (Roundtree), além de sua namorada Llaine (Sloatman)... O homem tem problemas com o seu passado, principalmente com o seu pai que, segundo ele, engravidou a sua mãe aos 16 anos e fugiu. 

Num dia comum após conversar com seus amigos sobre a ideia de fazer uma exposição artística em seu prédio, o rapaz acaba indo conversar com um morador de rua que estava ali perto, ele entrega a Keyes um espelho. Ao levar o objeto para sua casa, a sua namorada, Llaine, detesta o artefato, porém, Suki o adora e leva para sua casa. A partir daí, coisas estranhas começam a acontecer com todos que entram no apartamento de Suki, além disso, de alguma forma, Keyes começa a pensar em seu pai.

Em um momento, durante uma noite, Keyes é chamado pelo detetive Clark (Terry O'Quinn) para reconhecer um corpo no necrotério, no caso do morto estava o nome do rapaz, seu telefone e endereço. Apesar de ter visto o morto antes, ele não o conhecia, porém arca com as despesas de um funeral para o indigente da qual mais tarde vamos ficar sabendo que se chama Franklin Bonner (Jack Orend). Acontece que o homem era ninguém menos que o morador de rua que havia dado o espelho para Keyes.

Após o aparente suicídio de Suki cujo seu corpo fora encontrado por Dick, numa cena bem interessante até, Keyes pega o espelho para si, ao inspecionar o objeto, ele encontra um nome escrito atrás: "Bonner". Oportuno, não?... Continuando, há 26 anos Franklin Bonner matou a sua família inteira, pai, mãe, irmão e irmã, num lugar chamado Amityville em New York na casa da rua Ocean Avenue 112. No tribunal, embora muitos quisessem a pena de morte, ele foi apenas condenado a viver numa clínica psiquiátrica porque alegara insanidade dizendo que estava possuído pelo Diabo. 

Apesar das coincidências, não estamos falando dos filmes anteriores. Em Amityville 2, a família que morre na casa são os Montellis, e foram cinco pessoas assassinadas pelo filho mais velho, e não quatro. Então esse caso é uma história nova e desconhecida pelo público, unicamente para esse filme o que pode confundir o público e prejudicando esse filme pela falta de coerência com a série original. Bonner estava nas ruas porque a clinica psiquiátrica em que ele estava teve o seu orçamente cortado e por isso tiveram que libertar alguns pacientes (???), difícil de engolir, temos aqui uma história mais furada que queijo suíço metralhado e você, mero telespectador, não pode fazer nada a não ser engolir.

A pergunta que fica é: Porque Bonner estava querendo entrar em contato com Keyes? Logo mais a resposta viria a tona... Enfim, Keyes fica revoltado quando vê que na lápide de Bonner está escrito: "Pai Amado de Keyes Terry".  A partir daí, o rapaz começa a investigar mais a fundo o passado daquele homem, chegando até a fazer uma visita na clinica onde ele estava internado.


Durante as investigações, Keyes acaba descobrindo que ele não só é filho de Bonner como também o assassino havia matado sua mãe durante uma visita na clínica quando ele era mais jovem, todos esses fatos estavam no subconsciente do rapaz que fez questão de esquecer com o tempo. Clark ajuda o rapaz a desvendar um pouco mais sobre o dia mortal na casa de Amityville. Uma curiosidade sobre isso está no fato de que Bonner poderia ficar com todos os móveis da casa se quisesse, inclusive a própria residência, mas a unica coisa que ele pegou, foi o espelho para si... Clark chegou a mencionar que o resto das coisas haviam sido leiloadas, o fato é que quando a família Lutz foi para Amityville, os advogados tiveram que falar com Ronnie DeFeo Jr. para ele liberar a venda do imóvel para a família de George e Kathy Lutz, foi exatamente o que ele fez. Voltando ao filme, Llaine deduz que o espelho, a única coisa que importava para Bonner, estava na casa e pede para aquilo ser jogado fora, Keyes diz que iria se encarregar disso no dia seguinte, mas o objeto acaba ficando.


Keyes também está começando a agir estranho, Llaine fica preocupada, mas não consegue entender. Numa noite o jovem tem um pesadelo bem interessante, ele mostrava como a família havia sido assassinada em Amityville no dia de Ação de Graças, apesar da cena ser legal, a cozinha em questão, nem de longe lembra o cômodo de Long Island, enfim, também seria demais a produção fazer uma cozinha para uma cena de 30 segundos.

Enfim chega o dia da exposição no prédio... Tudo está indo bem até que um curto provoca um blackout no condomínio.  Ao inspecionar, Dick encontra Suki que o ataca e o mata, a luz volta. Keyes começa a achar que o seu destino é matar família, ou seja, seus amigos mais próximos, como o seu pai fez. Ao confrontar o espelho, o objeto revida atacando o rapaz com poderes sobrenaturais, fazendo ele ir parar dentro do artefato onde ele percebe o que 'deve fazer'.


Essa sétima parte se diferencia dos outros por focar mais num lado de investigação com um tom um pouco deprimente, é claro que o espelho causa influências e mortes, mas por quase toda a projeção parecia que isso era só um detalhe que estava ali para seguir a tradição iniciada na parte 4, as coisas aqui são mais contidas e menos frenéticas.  Até aqui, esse foi o longa mais fraco, ele é parado e é preciso ter paciência para assisti-lo, principalmente no começo. Também existem umas histórias absurdas que o público precisa engolir para que o longa funcione. Não custava nada eles mencionarem a história da família Montelli e fazerem uma ligação entre Sonny e uma possível ex-namorada antes dele se mudar para Amityville... Ou qualquer outra relação mais coerente com a franquia.

Apesar de todos esses problemas, Amityville 7 não é uma total perda de tempo e nem o pior filme da franquia. Vale a pena ser visto? Talvez, como um filme que só faz referências a Amityville, mas não sendo um capítulo oficial da franquia... Os dois primeiros filmes continuam insuperáveis.  A nota para esse filme é: 4,5.

Ficha Técnica

Titulo Original: Amityville: A New Generation.

Titulo Brasileiro: Amityville 7 Uma Nova Geração.

Diretor: John Murlowski.

Roteiro: Christopher DeFaria ,  Antonio M. Toro.

Elenco: Ross Partridge, Jack Orend, Julia Nickson-Soul, Richard Roundtree, Lala Sloatman, Terry O'Quinn.

Sinopse: O fotógrafo de arte Keyes Terry (Ross Partridge) estranhamente ganha um espelho de um mendigo que encontra na rua. Porém o objeto, inofensivo à primeira vista, está possuído pelo espírito maligno de Franklin Bonner (Jack Orend), pai de Keyes e que assassinara sua família, tornando-se autor de uma das muitas mortes misteriosas que aconteceram na sinistra Amityville, uma casa mal assombrada por forças demoníacas.

Trailer
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Por: Michael Kaleel.

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