20 de junho de 2017

Crítica: Awakening the Zodiac (2017)


Creio que muitos conhecem a história do Assassino do Zodíaco. Uma das maiores incógnitas da humanidade, o serial killer atuou nos anos 60 e 70 na cidade de São Francisco, California. Ele mandava cartas criptografadas para os jornais e polícias, onde dizia que seu nome estava escrito nelas, mas até hoje, a identidade do Zodíaco não foi descoberta. Essa bizarra e intrigante história real foi adaptada no excelente Zodíaco (2007), de David Fincher, que mesmo com sua longa duração ainda conheço deixar qualquer um roendo a unha com seu suspense afiado.

Aqui em Awakening the Zodiac, temos uma tentativa de dar uma "sequência" aos eventos, partindo da premissa de que o Zodíaco ainda pode estar por aí. Na trama, um casal pobre (Shane West e Leslie Bibb) encontram fitas antigas e veem nelas uma oportunidade de finalmente alcançar suas almejadas vidas dos sonhos. O conteúdo das fitas datam dos anos 60 e documentam os assassinatos do Zodíaco, um notório serial killer da época. Ou seja, as fitas pertenciam ao assassino. No entanto, eles precisam provar que as fitas são reais para que possam receber algum tipo de recompensa. É quando eles começam a desconfiar que o assassino sabe que eles possuem as fitas e não vai deixá-los revelar sua identidade.


Se você conhece a história do Zodíaco, sabe que o cara metia medo. Só de ver o filme de David Fincher, sabe que os eventos dos anos 60 foram apavorantes para os residentes de São Francisco. A atmosfera dele é bem pesada e transmite bem todo o medo que o Zodíaco deve transmitir. Aqui não temos isso e é o maior pecado do filme.

O roteiro falha em sustentar sua ideia e não alcança nem 80% do seu potencial. O material tenta explicar o mistério do Zodíaco, mas não bola uma história tão boa quanto o mistério merece. Isso por que estamos falando de um serial killer que curvou uma cidade inteira sobre seus pés e que nunca, digo, nunca foi pego. Daí, por causa de um pagamento atrasado, sua identidade é desmascarada por dois zé-ninguém's? Acaba sendo uma causa muito boba.

A direção de Jonathan Wright não é um ponto fraco e consegue manter um bom clima de suspense por boa parte do filme. Confesso que em algumas cenas eu cheguei a ficar tenso, um pouco perdido até, por não saber que rumos a história iria tomar. Mas claro que o roteiro é fraco e acaba surpreendendo por ir por um caminho sem graça e culminar num desfecho sem inspiração e sem criatividade.


Awakening the Zodiac acaba tomando uma forma convencional demais para o seu enredo. De novo vou destacar o quão rica e intrigante é a história do Zodíaco, se você não conhece, procure saber. Aqui o filme ganha a oportunidade de trazer o mistério pro Século 21 e o roteiro poderia tomar vários rumos mas parece que optou pelo mais bobo.

Infelizmente, é um filme aquém do seu potencial, ambicioso demais para sua capacidade de bolar uma história que instigue e mantenha o mistério interessante até o seu final. O filme termina e passa a sensação de "é só isso"? É um pouco decepcionante, embora tenha seus momentos e não seja um completo desperdício. Mas se você quer ver um filme bom sobre a história, vá ver o de David Fincher e seja feliz!

por Neto Ribeiro

Título Original: Awakening the Zodiac
Ano: 2017
Duração: 100 minutos
Direção: Jonathan Wright
Roteiro: Jeff Sackman
Elenco: Shane West, Leslie Bibb, Matt Craven, Stephen McHattie, Kenneth Welsh

3 comentários :

  1. Olha eu assisti hoje o filme de 2007 e realmente é um ótimo filme. Mesmo sendo longo é fantástico.

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  2. Quantos filmes eu encontrei aqui, minha lista está enorme rs
    Estou amando o blog, parabéns!!

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