18 de junho de 2017

Crítica: Eloise (2017)


Lançado em fevereiro deste ano, Eloise é uma produção de terror baixo-orçamento baseada em "fatos reais". No elenco estão alguns rostos conhecidos, o Chace Crawford (Gossip Girl), Elisa Dushku (Pânico na Floresta) e Robert Patrick (O Exterminador do Futuro 2). Embora eu tenha visto na época do lançamento, eu não tive a mínima vontade de escrever sobre, já que é um filme tão insignificante que achei que não valeria o tempo. E ainda não vale, mas acho que é bom pra avisar a vocês pra correrem dessa bomba!

O filme é baseado no Hospital Psiquiátrico Eloise, um famoso sanatório americano que chegou a ser um dos maiores do mundo. O lugar era tão grande que tinha sua própria delegacia, quartel de bombeiros e até estação de trem. O Eloise fechou em 1982 e apenas alguns prédios de seu terreno ainda são usados.


Na trama, Jacob Martin (Crawford) descobre que seu pai ausente faleceu e deixou uma grande fortuna para ele. No entanto, para que ele possa recebê-la, precisa provar que é o único herdeiro existente. Para isso, ele precisa encontrar o certificado de óbito de sua falecida mãe. Ele descobre que pode achá-lo no antigo hospital psiquiátrico Eloise, mais especificamente nos instalamentos abandonados, já que o arquivo da mãe dele não foi movido para a nova sede.

Junto com seu amigo Dell (Brandon T. Jackson), ele recorre à Scott (P.J. Byrne), um cara com alguns problemas psiquiátricos que é obcecado pelo hospital, já que sua mãe trabalhava lá antes de desaparecer. Como só Scott conhece o prédio, eles tem que ser acompanhados da irmã dele, Pia (Dushku), que insiste em supervisionar o irmão.

Como já se é de esperar, o prédio é assombrado e o maior perigo é o espírito do Dr. Greiss (Patrick), o médico-chefe que fazia experimentos não-ortodoxos com os pacientes e é o principal responsável pelos desaparecimentos misteriosos que ocorriam no hospital.


A estrutura do filme é muito parecida com A Casa de Colina (1999) e sua sequência De Volta à Casa da Colina (2008), com o Robert Patrick interpretando um personagem semelhante ao Dr. Vannacutt. O fato dos personagens se dispersarem no prédio e serem atacados individualmente também remete aos mesmos e isso não é uma crítica, é apenas um argumento para dizer que Eloise faz tudo com menos afinco.

Com um cenário tão bizarro quanto o do filme - que observem, foi gravado mesmo nos prédios abandonados do Eloise - haviam n possibilidades de criar cenas tensas e claustrofóbicas, com uma ajuda de uma boa direção e um roteiro decente claro. Eloise ainda tem algumas coisas interessantes que são abordadas, como quando os personagens se veem no passado do hospital, mas nada constrói o clima tão bem, além de trazer de presente uma reviravolta que aos 20 minutos de filme já dá pra sacar.

O resultado final é um filme extremamente genérico e sem um pingo de sal, cheio de situações clichês e previsíveis. Tem sim alguns momentos interessantes mas que são logo desperdiçados. Sempre que o longa tenta criar um clima, alguma coisa (seja a direção, a fotografia ou a trilha sonora mesmo) atrapalha e acaba voltando para a estaca zero. Resumindo: esquecível.


por Neto Ribeiro

Título Original: Eloise
Ano: 2017
Duração: 89 minutos
Direção: Robert Legato
Roteiro: Christopher Borrelli
Elenco: Eliza Dushku, Robert Patrick, Chace Crawford, Brandon T. Jackson, Nicole Forester, P. J. Byrne

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