27 de junho de 2017

Crítica: Halloween III - A Noite das Bruxas (1982)


Depois de dois filmes de sucesso, Halloween já se estabelecia como uma franquia de horror. Mas o fim de O Pesadelo Continua (1981), segundo filme, era bem conclusivo e fechava a história de Michael Myers e Laurie Strode. Foi então que os produtores tiveram a ideia de usar realmente o título da série e fazer filmes originais que se passassem no Dia das Bruxas, uma antologia. Foi assim que nasceu Halloween III: A Noite das Bruxas, um filme que não é excelente mas não é o pior filme ever também como pintam por aí. 

O grande vilão Michael não retornaria. Ao invés disso, a história acompanharia algo totalmente diferente. Ao invés de um slasher, o filme seria um tipo de ficção científica de horror inspirada por Vampiros de Almas (1956), cujo nome da cidade da história é o mesmo do filme aqui. O vilão seria um mal em grande escala.

Porém o tiro saiu pela culatra. A bilheteria foi fraca, o filme foi massacrado pelos críticos e o público odiou pois queriam o Mike de volta às telonas. O jeito foi atender à voz do povo, trazendo em 88 o vilão de volta. Mas vamos falar do terceiro por hoje...

O filme começa com um assassinato. Um homem desconhecido é perseguido por outros vestidos de paletó. Ele é mandado para o hospital mas um dos homens ainda o alcança e o mata dentro do prédio. Em seguida ele vai para o estacionamento e se põe em fogo. Dan Challis (Tom Atkins), o médico da vítima percebe que há muito, mas muito estranho. Junto com a filha do assassinado, Ellie (Stacey Nelkin), ele vai investigar o que aconteceu.


O homem era dono de uma loja e havia ido até a cidade californiana de Santa Mira. Lá reside a sede industrial da Silver Shamrock, uma empresa que produz máscaras para o Halloween distribuídas para o país inteiro. A SS é comandada por Conal Cochran (Dan O'Herlinhy) e sem ela, a cidade não existiria. Challis e Ellie logo descobrem que a empresa tem um propósito maligno depois que alguns eventos estranhos acontecem enquanto a dupla investiga: eles planejam fazer um enorme infanticídio na noite de Halloween, colocando microchips nas máscaras para matar as crianças com a emissão de um forte sinal.

Toda a história de Halloween III não parece desnecessária e a ideia antológica dos produtores não é má. Porém, o filme soa bastante exagerado. Toda a premissa. Não é má. Mas não é bem trabalhada. O filme oscila entre ótimos momentos e outros não tão bons. A experiência no geral foi um pouco confusa para mim. É um grande agrado para aqueles fãs nostálgicos que adoram filmes daquelas décadas, pois o filme grita "Anos 80" em todos os momentos. É um filme que só poderia ter sido realizado naquele momento mesmo.

Os melhores momentos do filme são sem dúvidas as cenas que envolvem os ótimos efeitos visuais, com uma maquiagem bem bizarra e a cena final, que pra mim é a melhor justamente pela discrição e pelo uso bem feito de um gancho. Outro destaque é o jingle chiclete da Silver Shamrock. É impossível você terminar o filme não murmurando a melodia ou cantando "Eight more days 'til Halloween, Halloween, Halloween...".

O diretor Tommy Lee Wallace, que dirigiria oito anos depois a minissérie It: Uma Obra-Prima do Medo (1990) sempre defendeu seu filme e disse que talvez o público fosse menos rígido se o filme não carregasse o título da franquia nas costas. Talvez seja verdade mesmo. Mas acontece que Halloween III não é um grande filme nem é muito memorável. Não é um filme que eu não recomendo, aliás pode até ser divertido, tem gente que realmente o adora. Mas se tivesse um roteiro mais amarrado, menos trash e focando na crítica social que propõe, poderia nos ter poupado de inúmeras sequências de Michael Myers e talvez teríamos uma série de filmes originais no Halloween.

por Neto Ribeiro

Título Original: Halloween III - Season of the Witch
Ano: 1982
Duração: 98 minutos
Direção: Tommy Lee Wallace
Roteiro: Tommy Lee Wallace
Elenco: Tom Atkins, Stacey Nelkin, Dan O'Herlinhy, Michael Currie

3 comentários :

  1. Por um lado é assustador a seita celta com as máscaras mas existem quadrinhos que narram os acontecimentos após a explosão do hospital no segundo filme ,a formatura da Laurie,o rompimento da Laurie com os pais adotivos ao descobrir a verdade,o diário de Judith Myers revelando que Michael era psicopata 2 anos antes de matar a irmã,Laurie ficando amiga da Sally amiga da Alice que morre no ínicio do 2°filme que poderiam servir como roteiro de um Halloween 3 que está sem final mas poderia acabar com a Laurie descobrindo estar esperando a Jamie etc e tal

    ResponderExcluir
  2. Eu gosto muito desse filme, e pra mim a n presença do Michael Myers n me afetou em nenhum momento. E foi até melhor que ficou bem diferente. Não é grande filme, com certeza, mas me prendeu do início ao fim. Quem ainda n viu pode assisti-lo que n vai se arrepender.

    ResponderExcluir
  3. Também gostei muito deste filme, e o que realmente atrapalhou foi ser chamado de Halloween

    ResponderExcluir