27 de julho de 2017

Crítica: Jogos Mortais 2 (2005)


O jogo continua.

Depois estrear no mundo inteiro, fazendo um sucesso estrondoso, Jogos Mortais teve sua continuação confirmada na semana de seu lançamento. Exatamente um ano depois, em 2005, o bonequinho bizarro e o assassino Jigsaw voltou às telonas de cinema com Jogos Mortais 2, numa história muito diferente do primeiro, mas que ainda consegue entreter. Isso acabou virando uma tradição da Lionsgate lançar todo Outubro um filme novo da série.

Na história do segundo filme, um grupo de oito pessoas desconhecidas acordam presas dentro de uma casa cheia de armadilhas. Logo eles sabem que estão em um dos jogos sádicos do serial killer Jigsaw (Tobin Bell). Chamado para investigar o caso, o Detetive Eric Matthews (Donnie Wahlberg) acaba descobrindo que seu filho Daniel (Erik Knudsen) é uma das pessoas presas na casa. Na casa há um gás mortal que está sendo lançado, e as oito pessoas tem 2 horas para encontrar os antídotos que estão espalhados pela casa, antes que morram, sangrando por todos os orifícios do corpo (?). Sabendo disso, o Detetive Matthews e sua parceira, Detetive Kerry (Dina Meyer), tentam a todo o custo saber a localização da casa antes que todos morram.


Todos sabem que para esse filme ser bom, ele teria que ser mais criativo que o original. E essa é uma das proezas que ele conseguiu ser, pelo menos na questão das armadilhas. Para mim, ainda não se compara ao primeiro, mas sem dúvidas, é bem acima da média. Tem muitas cenas marcantes, novas armadilhas fodas e a Shawnee Smith de volta. Sem dúvida, a cena em que ela cai no poço de seringas é agoniante!

Falando do elenco, esse foi um dos aspectos que o filme pecou. Tirando a Shawnee, Tobin Bell e Dina Meyer, que voltaram do primeiro, e o Donnie Wahlberg, que é novato na franquia, o resto é totalmente descartável. Atuações sofríveis. Framboesa de Ouro para Emmanuelle Vaugier, que apesar de gata, é péssima na atuação.

Outro erro no filme foi a falta de exploração do roteiro. Se o filme tivesse sido mais bem trabalhado, com certeza poderia ter superado o primeiro. Até por que, o que faz os filmes da franquia serem considerado bons pelo público, não são a criatividade das armadilhas, mas sim aquela reviravolta que nos deixa chocados no final, como a desse filme, que apesar de ser um pouco desconcertante (todas as duas na verdade, já que são duas) deixa um pouco de dúvida, mas que claro, é explicada no terceiro filme. 


Apesar de ser um fã do primeiro filme e, como disse na crítica dele, não ir com a cara das sequências, simpatizo com esse filme. Não posso simplesmente chegar aqui e dizer que o primeiro é supremo e o resto é lixo. Reconheço que esse filme tem suas qualidades, mas você tem que entender: O erro desse filme é o mesmo erro dos próximos: A repetição da história principal. No primeiro, foi chocante descobrir que a única chance do cara sair vivo de lá tinha saído pelo ralo (literalmente). Mas nesse filme, essa revelação perdeu a força quando a repetiram, de certa maneira. Até por que, assim como o primeiro filme, a "solução do quebra-cabeça" estava na primeira sala. O outro erro desse filme é desviar o quebra-cabeça que todos deveriam resolver para um monte de gritaria na casa, coisa que foi repetida no Jogos Mortais 5 (2008).

Jogos Mortais 2 começa a construir o caminho para se tornar uma das maiores franquias do gênero, estabelecendo um novo vilão icônico e ganhando o público com seu entretenimento barato. Embora não seja tão caprichado quanto o primeiro, a sequência diverte e traz um novo formato, apesar de ser exaustivamente reutilizado nos próximos. Portanto, para uma diversão passageira é sim recomendada.

Curiosidades:

- Foi filmado em 25 dias.

- Somente os atores principais receberam o roteiro com os últimos 25 minutos, para o final não vazar.

- O filme inteiro foi filmado em um único prédio.

- Cinco finais alternativos foram filmados.

- Shawnee Smith estava grávida durante as gravações, mas ninguém sabia. Sua filha mais velha que contou sem querer para o diretor Darren Lynn Bousman durante um intervalo nas filmagens.

- Levou quatro dias, para quatro pessoas substituírem a agulha das seringas por uma agulha de fibra.

- Foi adicionadas água e gelatina para na piscina de agulhas para que elas se movessem com mais facilidade quando Amanda fosse procurar.

- Na cena em que Daniel tira as agulhas do braço de Amanda, foi usado um braço mecânico.

por Neto Ribeiro
Crítica publicada em 10/01/15.
Título Original: Saw II
Ano: 2005
Duração: 95 minutos
Direção: Darren Lynn Bousman
Roteiro: Darren Lynn Bousman, Leigh Whannell
Elenco: Shawnee Smith, Tobin Bell, Donnie Wahlberg, Dina Meyer, Emmanuelle Vaugier, Franky G

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