7 de agosto de 2017

Crítica: Jogos Mortais - O Final (2010)


Há 7 anos, Hollywood parecia por um fim na série Jogos Mortais, que após sete filmes já demonstrava altos níveis de desgasto e impaciência no público. O que começou com uma ótima história de horror original e bem escrita logo foi se desmanchando em uma repetição sem fim de fórmulas e sangue que não demorou muito para fazer a audiência perder seu apetite. Vendo que os resultados estavam começando a ficar abaixo do esperado, a Lionsgate resolveu adiantar o desfecho, que antes seria feito num oitavo filme, em um sétimo capítulo. Claro que não adiantou de nada pois aqui estamos, nos preparando para Jigsaw (o oitavo capítulo), que será lançado em Outubro deste ano.

A expectativa de que Jogos Mortais - O Final terminasse de forma grandiosa a franquia era grande, pois de uma forma geral, ela foi uma série com espírito sempre ambicioso mas com bases mais simplistas. Acontece que infelizmente o tal capítulo final é uma forma bem da preguiçosa e sem graça de terminar a franquia.

Ao invés de trazer uma história completamente focada nos personagens que importam e nas amarrações de nós soltos, a dupla Patrick Melton e Marcus Dunstan tiveram a genial ideia de colocar mais um jogo com pessoas desconhecidas e medíocres que só aparecem em tela para morrer nas engenhocas do Jigsaw. Uma escolha idiota e desnecessária pois, a essa altura do campeonato, não havia mais motivos para jogar uma cambada de gente para repetir todo o esquema dos 6 filmes anteriores. Originalidade? Zero.


A trama que procura o desfecho está nas mãos de Hoffman (Costas Mandylor), que após quase ser morto por Jill (Betsy Russell) no fim do sexto filme, agora está atrás de vingança. A viúva já se garantiu com a polícia, entregando todas as provas incriminando o ex-detetive para o novo encarregado do caso (Chad Donella). Ela sem dúvidas foi o ponto alto do filme anterior, onde o thriller policial funcionou de forma correta sob a direção do Kevin Greutert.

O diretor, no entanto, retorna à sua função numa produção onde a história e talvez nem mesmo a conclusão são prioridades e sim o 3D. Sendo o primeiro filme da franquia a utilizar a técnica especial, na época muitos demonstraram ansiedade para ver as armadilhas em terceira-dimensão, mas os efeitos são mal utilizados e poucas cenas o usam de forma correta, onde colocam o público numa percepção introspectiva das armadilhas.

Talvez por conta da filmagem, em um tipo de câmera totalmente diferente, a fotografia do filme ficou um lixo. Para quem está vendo em 2D, dá a impressão de que estamos assistindo a uma novela (no formato antigo onde não havia o uso da fotografia cinemática) e é tão capenga mas tão capenga que deram um jeito do sangue ficar rosa, o que tira totalmente a credibilidade das cenas de tortura!


A condução das cenas é feita da pior maneira possível, onde nenhum ator consegue de fato convencer em suas interpretações e a culpa está tanto neles mesmos quanto no diretor. Eu realmente não sei o que aconteceu, já que, como falei, Greutert mandou bem no Jogos Mortais 6 e aqui faz totalmente o contrário!

As armadilhas não impressionam mais e caem no marasmo. A única que ainda se destaca é a absurda montagem da abertura, que não tem o mínimo sentido e é totalmente ilógica. Para quem não lembra, o filme começa numa praça pública, onde uma armadilha está montada num tipo de display. Dentro dele, está dois homens presos a uma maquinaria com serras e acima, uma mulher que se envolvia com ambos, daí todo mundo passando acaba assistindo o espetáculo todo. Como Hoffman, sozinho, conseguiu montar aquela porra toda no meio da cidade sem ninguém perceber? Só Deus sabe.

O capítulo "final" de Jogos Mortais é uma forçação de barra imensa e um amontoado de coisas que você não deve fazer na conclusão de uma franquia. Na verdade, ele poderia ser facilmente um capítulo enche-linguiça, pois realmente não traz um fim digno para a série, é totalmente sem inspiração. Ainda assim, na minha opinião, não é tão ruim quanto o quarto e o quinto e de certa forma ainda diverte mais que eles. Mas claro, você tem que desligar a massa cinzenta se quiser ver esse filme sem sair xingando depois.

Ah, quase ia me esquecendo. Um anônimo deu a ideia de eu colocar uma média final da franquia em um comentário do Jogos Mortais 5. Então vamos lá. A média final da cinessérie como um todo, baseando-se nas notas que dei a todos os sete filmes somadas e divididas por 7, acabou ficando 2,5/5, ou basicamente 5/10. Revelation time: Confesso que fiquei um pouco surpreso, mas a matemática não mente, né? Haha, até a próxima!
por Neto Ribeiro

Título Original: Saw 3D
Ano: 2010
Duração: 90 minutos
Direção: Kevin Greutert
Roteiro: Patrick Melton, Marcus Dunstan
Elenco: Tobin Bell, Costas Mandylor, Betsy Russell, Sean Patrick Flanery, Cary Elwes

Um comentário :

  1. Anônimo8/08/2017

    Vlw por seguir a minha ideia kkkk
    Ass: Matheus Motta

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